O livro tem uma estrutura diferente dos outros, David Nichols escolheu um dia e desde 1988 até ao presente narra do que acontece nesse dia, nas vidas de Emma e Dexter. É uma estrutura difícil de adaptar e um voice over ou algo que dê pistas e preencha os espaços em branco seria bem-vindo, qualquer pessoa que veja o filme e não tenha lido o livro irá sentir-se perdida. Eu própria que tinha lido o livro senti-me assim. O filme, por seguir a estrutura no livro torna-se algo desconexo e até em alguns momentos sem sentido. Era inevitável seguir a estrutrura do livro, eu sei, mas podia haver um mecanismo que ajudasse quem nunca leu o livro e até existe uma cena no livro, em que se veem fotografias antigas que seria perfeita para servir de guia para a estória, admira-me que David Nichols autor do livro e também responsável pelo guião e que tem vasta experiência nisto de escrever argumentos não se tenha apercebido que sem um fio condutor, o filme ia ficar confuso. No livro, a cada novo dia ele diz o que aconteceu nas vidas de Emma e Dexter no ano que passou, umas vezes de forma mais minuciosa, outras nem por isso.
O filme é apenas para quem leu o livro e para eles vale a pena porque os atores que dão vida aos diversos personagens entraram todos muito bem nos seus papéis, principalmente Rafe Spall, não é fácil ser um comediante que não tem piada, e que só consegue fazer Emma rir quando cai pelas escada abaixo. Também me pareceu haver uma ausência de música, claro que havia música, mas não me pareceu ter muita força e ela tem alguma no livro, claro que escolherem canções diferentes das que aparecem no livro, não ajuda. A Banda Sonora não é marcante como por exemplo, no Comer, Orar, Amar.
Se leram o livro é possível que gostem do filme, se nunca o fizeram, mais vale irem ver outra coisa qualquer a não ser que sejam fãs de Anne Hathawy ou de outro ator que faça parte do elenco.
Estou ansiosa por ver esse filme, mas já sei que vou ficar desiludida. Mas, pelo menos, li o livro e sei que é muito bom :)
ResponderExcluir