quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Os Miseráveis

Ainda antes de andar meio mundo excitado com este filme, já eu sabia da existência do mesmo. Há algum tempos que queria ver este musical que é um dos mais aclamados de sempre. Por isso a noticia encheu-me de alegria, mas à medida que o casting ia sendo anunciado as dúvidas foram surgindo. Um dos grandes males dos filmes musicais é que ou escolhem actores desconhecidos e são um fracasso de bilheteira ou escolhem actores conhecidos e o filme, nem sempre corre bem.
 
Agora que já vi o filme posso dizer que gostei, muito até, mas não adorei. Não foi como no Sweeney Tood que fui arrebatada apesar da história ser bem negra.
Talvez o grande problema tenha sido que eu já vi diversas vezes uma adaptação francesa do livro de Victor Hugo e menos vezes e muitas delas de forma incompleta, o filme dos anos noventa, embora nunca tenha lido o livro.
A verdade é que o Russel Crowe como Javert não me convenceu, nem a nivel de cantoria, nem a nivel de representação, mas o problema pode ser que para mim o John Malkovich na série francesa foi um Javert soberbo.
O Hugh Jackman surpreendeu-me pela positiva e a Anne Hathaway emocionou. O restante elenco não me desiludiu e o grande aplauso vai para o Sacha Baren Coen e Helena Bohan-Carter. Contudo o meu bravo vai, sem sombra de dúvida, para o elenco jovem do filme, o miúdo que interpreta o Gachovre e a menina que faz de jovem Cosette.  

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

dos mentirosos compulsivos

Em tempos conheci alguém que, julgo eu, os psiquiatras chamam de mentiroso compulsivo. Andava eu a fazer um curso de formação e a pessoa em questão pertencia a outra turma. Era alguém com quem tinha pouco contacto e a maioria das coisas que sabia dela era através de uma colega da minha turma.
Lembro-me que essa rapariga uma vez, sem mais nem porquê, ter começado a dizer que ia casar no ano seguinte e que já sabia como ia ser o vestido. Mais tarde, a tal colega que falava com ela contou que o suposto homem com quem ela ia casar era casado e que o divórcio ainda não tinha saído e que logo que isso acontecesse eles casavam. Mais tarde, a verdade veio ao de cima e ele era apenas alguém do passado dela com quem ela, pelos vistos nunca teve sequer uma relação mas amou muito e há anos que não sabia nada dele.
Para resumir a história que é um pouco longa, a rapariga dizia coisas que não eram verdade e vivia no seu próprio mundo de fantasia onde ele ia casar com ela e deixar a esposa. Como ninguém a conhecia naquele sitio ela inventou uma mentira e possivelmente seria esse o modo de viver dela. No fundo, calculo que fosse uma pessoa doente.
Ao ler alguns blogues dia após dia, semana após semana, de vidas onde tudo é maravilhoso, onde o emprego é fantástico, os filhos lindos, o marido o máximo, começo muitas vezes a pensar se essas pessoas também não mentem. Nestes blogues parece que nunca há dificuldades, problemas e dramas reais. Eu, com o meu lado voyer ( que todos temos) até gosto de ler sobre isto e aquilo e aprender alguma coisa, mas em alguns blogues pergunto se será tudo MESMO verdade, prefiro, cada vez mais sítios onde o conto de fadas é mais real. Ninguém tem vidas onde tudo é fabuloso ou vá poucas pessoas têm.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

depois de ouvir esta é caso para dizer: Michel Teló volta que estás perdoado!
 
( para quem não se lembra do nome é o cantor do Ai Se Te Pego)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

a diferença entre a obra mais conhecida de uma escritora e as outras é que quando passam duzentos anos da publicação da mais conhecida há imensos artigos nos jornais e inclusive recriam um dos bailes; quando são duzentos anos da publicação de outra obra não há nada a não ser em blogues.
Eis a diferença entre os duzentos anos da publicação de Sensibilidade e Bom Senso e Orgulho e Preconceito de Jane Austen.

domingo, 20 de janeiro de 2013

sobre o Django

eu nunca tinha visto um filme do Tarantino, mas sabia que os mesmos são marcados por violência. Depois de ter visto este filme, digo-vos, com toda a sinceridade e honestidade, não havia necessidade! Gostei do argumento e dos personagens. O Leonardo Dicaprio e o Samuel L. Jackson nos papéis de dono da plantação e fiel escravo, respectivamente, estavam soberbos e na minha opinião meteram os outros todos no bolso. Eu gostei do filme, muito mais do que estava à espera e sinceramente toda aquela violência fez-me impressão, acho que a mesma fica um pouco banalizada por ser em demasia.

sábado, 19 de janeiro de 2013

andei numas pesquisas de materiais para bijuterias e fiquei impressionada com a quantidade de empresas americanas que não enviam para fora dos Estados Unidos; algumas ainda fazem envios para o Canadá, mas a maioria limita-se ao território americano. Eu até percebo que para quem está longe de lá não compense por causa dos custos associados ( transporte, alfandega). Mas confesso que os americanos tão dados à globalização a não quer vender para fora me supreendeu. Digamos que em cada cinco lojas, apenas duas enviam para o mundo inteiro.