quinta-feira, 7 de maio de 2015
Comemorando os seis anos do blogue: Maio de 2009 e o Voce e o Tu
Quase todas as semanas alguém chega a este blogue porque pesquisou algo do género tratar por tu ou por você. O post que dá origem a estas visitas é este: Tratar por tu ou por você.
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Begin Again
As expectativas para este filme eram altas. Afinal o Once tinha-me encantado e apaixonado quando o vi.
Pelo trailer, qualquer um diz que John Carney tinha pegado na mesma ideia e onda e tinha feito a quase a mesma história de Once. Isso não deixa de ser um pouco verdade, mas os personagens estão longe de encantar. Mark Rufallo nunca entrou na minha galeria de preferidos, nem sequer chegou à galeria de actores pelos quais tenho simpatia, embora não seja fã. A Keira bem nunca lhe vi um grande talento, tenho a sensação que ela muitas vezes não se esforça ou então quem a dirige não puxa por ela.
Já o Adam Levine, também não sou fã dele.
Mesmo com todos estes contras podia ter gostado do filme, mas não gostei. A música não fica no ouvido, esquece-se quase depois de se ouvir. Não há química entre o Mark e Keira ou entre ela e o Adam Levine. Depois um produtor musical caído em desgraça que vê numa aspirante a música a possibilidade de voltar ao showbiz é uma historia que já deu o que tinha a dar.
Espremido o filme não é nada e não vale mesmo a pena. Se querem filmes que metem músicos ao barulho revejam o Once ou então August Rush.
terça-feira, 5 de maio de 2015
Namora uma rapariga que lê
«Namora uma rapariga que lê. Namora uma rapariga que gaste o dinheiro em livros em vez de roupas. Ela tem problemas de arrumação porque tem demasiados livros. Namora uma rapariga que tenha uma lista de livros que quer ler, que tenha um cartão da biblioteca desde os doze anos.
Encontra uma rapariga que lê. Vais saber que é ela, porque anda sempre com um livro por ler na mala. É aquela que percorre amorosamente as estantes da livraria, aquela que dá um grito imperceptível ao encontrar o livro que procurava. Vês aquela miúda com ar estranho, cheirando as páginas de um livro velho, numa loja de livros em segunda mão? É a leitora. Nunca resistem a cheirar as páginas, especialmente quando ficam amarelas e usadas.
Ela é a rapariga que lê enquanto espera no café ao fundo da rua. Se espreitares para a chávena, verás a espuma a pairar à superfície, porque também ela está enlevada. Perdida num mundo feito pelo autor. Senta-te. Ela pode ver-te de relance, porque a maior parte das raparigas que lêem não gostam de ser interrompidas. Pergunta-lhe se está a gostar do livro.
Oferece-lhe outra chávena de café.
Diz-lhe o que realmente pensas do Murakami. Descobre se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade do Anel. Entende que, se ela disser ter percebido o Ulisses de James Joyce, é só para soar inteligente. Pergunta-lhe se gosta da Alice ou se gostaria de ser a Alice.
É fácil namorar com uma rapariga que lê. Oferece-lhe livros no dia de anos, no Natal, em datas de aniversários. Oferece-lhe palavras como presente, em poemas, em canções. Oferece-lhe Neruda, Pound, Sexton, Cummings. Deixa-a saber que tu percebes que as palavras são amor. Percebe que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade – mas, caramba, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco com o seu livro favorito. Se ela conseguir, a culpa não será tua.
Ela tem de arriscar, de alguma maneira.
Mente-lhe. Se ela compreender a sintaxe, vai perceber a tua necessidade de mentir. Atrás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, subtileza, diálogo. Nunca será o fim do mundo.
Desilude-a. Porque uma rapariga que lê compreende que falhar conduz sempre ao clímax. Porque essas raparigas sabem que todas as coisas chegam ao fim. Que podes sempre escrever uma sequela. Que podes começar outra vez e outra vez e continuar a ser o herói. Que na vida é suposto existir um vilão ou dois.
Porquê assustares-te com tudo o que não és? As raparigas que lêem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Excepto na saga Crepúsculo.
Se encontrares uma rapariga que lê, mantém-na perto de ti. Quando a vires acordada às duas da manhã, a chorar e a apertar um livro contra o peito, faz-lhe uma chávena de chá e abraça-a. Podes perdê-la por um par de horas, mas ela volta para ti. Falará como se as personagens do livro fossem reais, porque são mesmo, durante algum tempo.
Vais declarar-te num balão de ar quente. Ou durante um concerto de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Pelo Skype.
Vais sorrir tanto que te perguntarás por que é que o teu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Juntos, vão escrever a história das vossas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos ainda mais estranhos. Ela vai apresentar os vossos filhos ao Gato do Chapéu e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos da vossa velhice e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto tu sacodes a neve das tuas botas.
Namora uma rapariga que lê, porque tu mereces. Mereces uma rapariga que te pode dar a vida mais colorida que consegues imaginar. Se só lhe podes oferecer monotonia, horas requentadas e propostas mal cozinhadas, estás melhor sozinho. Mas se queres o mundo e os mundos que estão para além do mundo, então, namora uma rapariga que lê.
Ou, melhor ainda, namora uma rapariga que escreve.»
Encontra uma rapariga que lê. Vais saber que é ela, porque anda sempre com um livro por ler na mala. É aquela que percorre amorosamente as estantes da livraria, aquela que dá um grito imperceptível ao encontrar o livro que procurava. Vês aquela miúda com ar estranho, cheirando as páginas de um livro velho, numa loja de livros em segunda mão? É a leitora. Nunca resistem a cheirar as páginas, especialmente quando ficam amarelas e usadas.
Ela é a rapariga que lê enquanto espera no café ao fundo da rua. Se espreitares para a chávena, verás a espuma a pairar à superfície, porque também ela está enlevada. Perdida num mundo feito pelo autor. Senta-te. Ela pode ver-te de relance, porque a maior parte das raparigas que lêem não gostam de ser interrompidas. Pergunta-lhe se está a gostar do livro.
Oferece-lhe outra chávena de café.
Diz-lhe o que realmente pensas do Murakami. Descobre se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade do Anel. Entende que, se ela disser ter percebido o Ulisses de James Joyce, é só para soar inteligente. Pergunta-lhe se gosta da Alice ou se gostaria de ser a Alice.
É fácil namorar com uma rapariga que lê. Oferece-lhe livros no dia de anos, no Natal, em datas de aniversários. Oferece-lhe palavras como presente, em poemas, em canções. Oferece-lhe Neruda, Pound, Sexton, Cummings. Deixa-a saber que tu percebes que as palavras são amor. Percebe que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade – mas, caramba, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco com o seu livro favorito. Se ela conseguir, a culpa não será tua.
Ela tem de arriscar, de alguma maneira.
Mente-lhe. Se ela compreender a sintaxe, vai perceber a tua necessidade de mentir. Atrás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, subtileza, diálogo. Nunca será o fim do mundo.
Desilude-a. Porque uma rapariga que lê compreende que falhar conduz sempre ao clímax. Porque essas raparigas sabem que todas as coisas chegam ao fim. Que podes sempre escrever uma sequela. Que podes começar outra vez e outra vez e continuar a ser o herói. Que na vida é suposto existir um vilão ou dois.
Porquê assustares-te com tudo o que não és? As raparigas que lêem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Excepto na saga Crepúsculo.
Se encontrares uma rapariga que lê, mantém-na perto de ti. Quando a vires acordada às duas da manhã, a chorar e a apertar um livro contra o peito, faz-lhe uma chávena de chá e abraça-a. Podes perdê-la por um par de horas, mas ela volta para ti. Falará como se as personagens do livro fossem reais, porque são mesmo, durante algum tempo.
Vais declarar-te num balão de ar quente. Ou durante um concerto de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Pelo Skype.
Vais sorrir tanto que te perguntarás por que é que o teu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Juntos, vão escrever a história das vossas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos ainda mais estranhos. Ela vai apresentar os vossos filhos ao Gato do Chapéu e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos da vossa velhice e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto tu sacodes a neve das tuas botas.
Namora uma rapariga que lê, porque tu mereces. Mereces uma rapariga que te pode dar a vida mais colorida que consegues imaginar. Se só lhe podes oferecer monotonia, horas requentadas e propostas mal cozinhadas, estás melhor sozinho. Mas se queres o mundo e os mundos que estão para além do mundo, então, namora uma rapariga que lê.
Ou, melhor ainda, namora uma rapariga que escreve.»
roubei este texto daqui: O cão que comeu o livro
Ninguém evolui no Crepúsculo, muito correcto. Ainda não li o Murakimi, está na lista. Não tenho intenções de ler o Senhor dos Anéis, não gostei particularmente dos filmes. Também nunca li James Joyce. A Alice conheço dos desenhos animados de quando era pequena. Tenho o livro, um dia hei-de ler.
Não conheço bem Neruda. Keats só conheço do filme Bright Star e a julgar pelo mesmo é magnifico. Os outros poetas já ouvi falar. Também não sei quem são a Aslam e o Gato do Chapéu. Mas terei todo o gosto em contar histórias aos meus filhos como faço à minha sobrinha.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Criatividade em falta
Desde que me meti nestas coisas do artesanato que noto que muita gente que também se mete nesta área é pouco criativa.
Quando tinha aulas de costura criativa notava que a maioria das minhas colegas arriscavam pouco, usavam muitas vezes os mesmos tecidos do projecto apresentado e raramente arriscavam um laço, uma renda ou algo que desse um toque diferente.
Agora que frequento uma formação cujo nome mete transformar roupa ao barulho, verifico exactamente a mesma coisa.
Há dias deram-nos peças de roupa, com o objectivo de as transformar e depois vender ( os fundos revertem para a caridade). Uma das minhas colegas pegou nuns calções e limitou-se a fazer uma bainha numa cor contrastante e a colocar um cinto feito em tecido. Outra colega cortou umas calças, fez uns calções e colocou um folho, um trabalho que encantou toda a gente que viu.
Curiosamente a colega que demonstrou não ter criatividade, na minha opinião, é aquela que logo após o primeiro módulo de formação foi apontada pela formadora como tendo muito jeito.
O que só prova que o jeito nem sempre anda a par com a criatividade.
sábado, 2 de maio de 2015
O comentário Alien, um fenomeno blogosférico incompreensivel.
Poderá o caro leitor deste blogue ou visitante ocasional que cá veio parar porque seguiu um link perguntar que vem a ser um comentário alien.
Eu explico, é um fenómeno da blogosfera que mais me intriga como leitora de blogues. Imaginem que vocês entram num blogue e o primeiro post já tem diversos comentários. Vocês, por curiosidade vão ler. Imaginem, o post que publiquei ontem sobre o que ando a ler tem já três comentários. Um da Maria Tremoço que diz: sabes, eu li a trilogia do Cavalo de Fogo mas não gostei nada. Se não estás a gostar vai ser penoso leres o resto. Outro comentário seria de Miss Gilbert que diria, não sei em que ponto estás do Os Sonhos que tecemos, mas eu tb não estava a apreciar e acabei a amar. é um livro que melhora. E o terceiro comentário seria algo como: Eu acho que Dowton Abbey podia continuar mesmo sem o Julian Felowes como argumentista.
Este ultimo comentário é o famoso comentário alien. É um comentário feito pelo autor de um blogue no blogue de outra pessoa que comentou o seu blogue. Mas em vez de responder no próprio blogue responde nos comentários do blogue de quem comentou. Resumindo, eu comentava sobre Dowton Abbey num blogue qualquer e quem escreve o blogue vinha aqui responder.
Totalmente desnecessário, a maioria dos blogues oferece a possibilidade de receber os comentários posteriores ao nosso por email. Se o blogger responder sabemos e também podemos ler o que outros comentadores disseram. Muitas vezes até se geram conversas interessantes.
E quando não existe essa possibilidade pudemos sempre lá voltar e ver o que foi dito. Honestamente e só para terminar, eu não entendo esta atitude e acreditem que a primeiras vezes que li estes comentários achei que estava deixar de entender o significado das palavras.
sexta-feira, 1 de maio de 2015
O que ando a ler
Cavalo de Fogo - Paris de Florencia Bonelli - cheguei à página nº 150 e ainda não vi a luz... ou seja ainda não vi nada de extraordinário no livro. O romance entre o Eliah e a Matilde está longe de me apaixonar e tudo o resto sobre Israel também não me fascina, não gosto nada de politica. E já agora terroristas gostei no inicio do Homeland e mais recentemente no El Príncipe, aqui no livro bem que podiam morrer todos numa explosão que não se perdia nada.
A Arte de Guardar Segredos de Eva Rice - Apesar de ser leve e não trazer nada de novo, este livro tem-me cativado. Gosto dos personagens, da história e principalmente do setting, a Inglaterra nos anos 50.
Os Sonhos que Tecemos de Kate Alcott - Eu estou a gostar do livro, mas confesso que ainda não entendi bem se a autora queria escrever um romance cor de rosa ou um livro mesmo a sério...
Assinar:
Postagens (Atom)