sábado, 6 de junho de 2015

Comemorando os seis anos do blogue: Junho de 2014 e o Amante de Margarite Duras

Years after the war, after the marriages, the children, the divorces, the books, he had come to Paris with his wife. He had phoned her. He was intimidated; his voice trembled, and with the trembling it had found the accent of China again. He knew she'd begun writing books. He had also heard about the younger brother's death. He had been sad for her. And then he had no more to tell her. And then he told her - he had told her that it was as before, that he still loved her, that he would never stop loving her, that he would love her until his death.
 
 
Um dos meus livros preferidos e uma das passagens que nunca vou conseguir esquecer ainda que leia muitos livros.


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Voluntários, os novos escravos

Estava aqui a ler este artigo e a pensar como de repente ser voluntário num qualquer evento virou uma espécie de moda.
A determinada altura dizem que os voluntários acabam muitas vezes a trabalhar nas empresas. Não deixa de ser verdade. Há muitos anos atrás fui voluntária numa instituição e quando surgiu uma vaga foi-me oferecido o lugar. Na altura recusei porque era a recibos verdes. Se fosse hoje talvez não o tivesse feito.
Mas o cerne da questão não é esse. É mais em baixo, por assim dizer. Os Rock in Rio desta vida, as feiras do Livro, os Nos Sound tem todos dinheiro para pagar as pessoas para trabalharem nestes eventos. Ser voluntário nestas coisas faz currículo? Talvez sim, e ser pago por isso também ajuda.
O que recebem estes voluntários? As senhas do comboio, do autocarro ou metro? Uma tigela de sopa à hora do almoço? Se calhar nem isso. Eu sei que muitos vão pela oportunidade de ver os concertos a custo zero, mas, meus queridos, a vossa dignidade paga isso? Se querem ir ao concerto e não tem dinheiro, poupem da semanada, mesada, saiam menos vezes à noite...
E digo-vos mais, só para terminar, há muitos anos atrás essa instituição, a tal onde eu fui voluntária, teve uma parceria com a FNAC, eles forneciam voluntários para embrulhar as prendas na altura do Natal. Consoante o numero de horas que fizesse cada voluntário recebia um cheque oferta FNAC. Algo muito justo. Num dos últimos Natais vi que iam repetir a iniciativa e perguntei se pagavam em cheques, disseram-me que não. Se a FNAC não pode recompensar quem dá o seu tempo, eu tenho coisas mais importantes para fazer com ele.
De resto, continuo a dizer que o voluntariado é uma excelente actividade, mas deve ser exercido junto de instituições que ajudam quem realmente precisa e não para malta que todos os anos vê a sua conta bancária a aumentar.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Quaresma e Cristina



uma pessoa vê isto e pensa:  e agora quem vai pagar a terapia necessária para apagar esta imagem da nossa mente??
Além de ser uma foto de péssimo gosto, aquelas tatuagens todas dão-me nojo. Eu sei que há quem goste e delire mas eu não. Gosto de tatuagens, mas tem de ser simples, bonitas e sobretudo discretas. Assim como o Quaresma tem, não obrigado. Voltando ao cerne da questão: quem paga a terapia? e a terapia para esquecer que vai haver um novo livro com o grey?? Bolas! Esta semana tem sido dose!!

P.S: e as variações da foto que correm na internet?? :D ver aqui: http://www.msn.com/pt-pt/entretenimento/tv/a-internet-fez-das-suas-com-a-capa-de-quaresma/ss-BBkD5Hm?ocid=TSHDHP#image=1  

P.S: Mas pelos vistos há quem goste da capa como se pode ver no blogue do Quaresma: http://ricardoquaresma.blogs.sapo.pt/a-revista-e-da-cristina-mas-a-capa-e-1933?page=2#comentários



quarta-feira, 3 de junho de 2015

Lip Gallagher & Egon Shiele

Ontem terminei de ver a quinta temporada de Shameless. É, sem dúvida, uma das minhas séries favoritas.
O Lip sempre foi a minha personagem favorita, embora eu tenha um carinho muito especial por todos os Gallaghers. Esta temporada o Lip teve menos destaque, mas mesmo assim a sua storyline foi boa. Lip andou às voltas com a universidade e com uma bolsa que não vai receber pois não enviou os papeis a tempo. Pelo meio conheceu uma professora que lhe disse que ele lhe lembrava Shiele, por causa da angustia e por ser parecido com o pintor.
 
Eu sou muito ignorante em termos de pintura, digamos que é uma arte que nunca me fascinou muito. Talvez porque sempre a achei um bocado parada... Mas ainda assim gosto de olhar para quadros quando os encontro por aí.
Intrigada pelos comentários da professora fui pesquisar e descobri que Shiele foi um pintor austríaco e dei por mim num site a ver os seus quadros. E o mais engraçado é que ele pintou imensas mulheres despidas. Segundo o que lá diz ele teve problemas pois a sua arte era considerada pornográfica e obscena. Estávamos no inicio do século XX em Viena não era de esperar outra coisa.
E digo que é engraçado porque o Shameless para quem vê também é uma série um bocadito transgressora, onde acontecem coisas que não lembram ao diabo. Enfim é muito fora da caixa. Eu acho que o Shiele ainda ia gostar de ver.
Para terminar deixo aqui uma foto do Lip, o tal retrato que ele viu do Shiele e ainda um dos quadros do Shiele que gostei muito. Apesar de não entender de pintura, gosto de quadros com natureza.




 
 
 


site sobre o Egon Shiele: http://www.egon-schiele.net/

terça-feira, 2 de junho de 2015

E quando tu pensas que o mundo pode voltar a sossegar eis que entra tudo em alvoroço!!

Quem me lê sabe que o Grey é um dos meus odiozinhos de estimação. Eu pensava que agora que o filme já estava a ser esquecido, que os próximos filmes só iam sair em 2017, se é que saíam. Podia estar sossegada. Eis que ontem o meu mundo foi agitado pela noticia que vinha ai um quarto livro!!! Sim, para o bem e para o mal temos um quarto livro sob o ponto de vista do Grey. O que é que este livro traz de novo?? Nada absolutamente nada, apenas uma forma de fazer render o peixe. Diz na noticia ( ler aqui) que todas as historias tem dois lados, e é verdade mas nesta um lado só chega e basta. E mais o Grey não é um personagem complexo e tal é só um grande filho da mãe. O mulherio adora-o mas honestamente se conhecessem um assim não o iam querer. E talvez o facto de gostarem tanto dele explique muita coisa. Mas pronto, eu não vou querer escrever sobre isso é um assunto que me cansou. Segue-se a chuva de gargalhadas quando começarem os comentários nas redes sociais de como aquilo é bom.
 
( e atenção eu não tenho nada contra as pessoas gostarem e conheço quem goste e não gosto menos das pessoas por causa disso, mas idolatrarem um livro mau e um homem como este está para lá dos meus limites de paciência e compreensão)

segunda-feira, 1 de junho de 2015

O que ando a ler

Cavalo de Fogo - Paris de Florencia Bonelli - Florencia, querida, nós temos que falar. Da próxima vez que escreveres um livro, não metas mossads, espiões, mortes ao barulho. A malta lê estes livros pelo romance e para se divertir. Sim, querida divertir, porque isto não é livro para se levar a sério. E já agora tu diz às tuas colegas que se dedicam ao género que homens ciumentos e possessivos não estão com nada. De repente vocês só criam homens que tem ciúmes até do ar que a moça respira!!


 
A Arte de Guardar Segredos de Eva Rice - Continuo a gostar de acompanhar as aventuras da Penélope, da Charlotte e do Harry. Mas mesmo que isso não tivesse acontecido só pela menção do Elvis, num dos últimos capítulos que li já teria valido a pena. Falam dele quando era ainda um desconhecido que começava a causar sensação na américa. E o mais giro é eles ouvirem o disco e dizerem que não acreditam que ele fosse branco por causa da voz. Ele tinha uma voz fantástica. E aqui fica o link para uma música dele que é puro rock: https://www.youtube.com/watch?v=gj0Rz-uP4Mk 
e para uma mais romântica: https://www.youtube.com/watch?v=u9sRJ-eOHnc 
e se gostam dele vejam este filme: https://www.youtube.com/watch?v=JS8wvnW-YGg

( acho que dá para perceber que eu gosto muito do Elvis)
 
 
 
The Iris Biography W.B. Yeats by David Ross -  Achei que devia entrar em Junho a ler a biografia de Yeats, afinal ele nasceu em Junho. Não é surpresa o que vou lendo sobre ele. Já sei muito daquilo que se passou na sua vida, afinal quando me ofereceram um cd sobre ele tinha muitos dos seus poemas e dados biográficos. Por isso demorei algum tempo a começar a ler. Este livro lê-se quase como se fosse um romance. No futuro hei-de ler um livro que fala exclusivamente dele e do seu relacionamento com Maud Gonne.

domingo, 31 de maio de 2015

Sobre Downton Abbey

A propósito desta noticia, aqui vai um post que anda no meu pensamento há anos.
 
Corria o ano de 2010 e a Madrigal era habitué num fórum dedicado ao Toby Stephens. Eu tinha visto o trailer para Downton Abbey. Tinha muitas expetativas para a série. A minha amiga M, outra habitué do fórum disse-me: não tenhas tantas expetativas, pois as séries da ITV são mais fracas do que as da BBC. A BBC mima-nos.
A verdade é que a série começou e eu realmente não achei que era assim tao boa. Continuei a ver mais pelo Dan Stevens e pela Maggie Smith. Até que cheguei ao quarto episodio e comecei a gostar realmente, até aí a série sempre me pareceu algo desconexa e cheia de historias que não iam a lugar nenhum.
Eu sou uma pessoa que vê mais ficção de época que a maioria. São raras as séries de época que eu não vi. As melhores vem do Reino Unido, se bem que muita coisa boa também se vai fazendo nos Estados Unidos-
 
O que aconteceu a Downton Abbey e não aconteceu com outras séries tao boas ou talvez melhores foi o seguinte: quando chegou aos Estados Unidos foi um êxito muito grande e partir dai tornou-se a série que todos queriam ver. Quer fossem fãs do género quer não. O maior trunfo da série era mostrar uma família aristocrática e os seus criados. Por um lado não estava presa a um fim precoce, a maioria das séries de época adapta livros e por outro aquilo correspondia à forma como o mundo vê os ingleses.
 
Isto não tira mérito à série, pois é uma boa série, agora não é nem nunca será a ultima coca-cola do deserto, como a querem vender. Aliás, se formos rigorosos, há muito que o chão já deu as uvas que podia dar.
 
E agora um pequeno à parte, eu adorava quando a série começou por cá e a malta dos blogues escrevia posts a dizer pérolas: como adoravam séries de época ( nunca deviam ter visto nenhuma) e que a BBC nunca desiludia neste tipo de ficção.
 
E não há um legado de Downton Abbey. A televisão britânica sempre honrou a ficção de época dando nos longiquos anos 70 o Upstairs Downstairs e mais recentemente o Poldark.