sábado, 20 de junho de 2015

Comemorando os seis anos do blogue: Junho de 2011 e Um dia de David Nicholls

Escrever...
Bebe canecas de café e escreve pequenas observações e ideias para histórias com a sua melhor caneta de tinta permanente nas páginas brancas de dispendiosos cadernos de apontamentos. Às vezes, quando lhe está a correr mal, pergunta-se se aquilo que crê ser amor à palavra escrita é na realidade apenas um fetiche por papel. O verdadeiro escritor, o escritor nato, escrevinha as suas palavras em bocados de lixo, nas costas dos bilhetes de autocarro, na parede de uma cela. Emma fica sem saber o que fazer com algo inferior a papel de 120 gramas.
Mas noutras alturas dá consigo a escrever alegremente durante horas, como se as palavras ali estivessem estado sempre o tempo todo, contentes e sós no seu apartamento de um só quarto.
 
 
Um dos livros que mais gostei de ler nos últimos anos. Pena que o filme não tenha estado à altura, apesar de ter um bom elenco. E também lamento que vendam isto como uma comédia romântica, quando não é.

sexta-feira, 12 de junho de 2015


da biografia que estou a ler do Yeats. A minha teoria é e sempre será que ela também gostava dele mas ela via que a relação nunca ia chegar longe ou ser feliz. Uma coisa é o sentimento outra é a relação. É preciso trabalhar a relação e talvez ela não quisesse isso. Conclusão: nenhum dos dois foi verdadeiramente feliz.



quinta-feira, 11 de junho de 2015

Jim Carrey e livros

Quem pensa em Jim Carrey pensa num comediante. Eu sempre o vi como o palhaço dos filmes que fez até o ter visto no Eternal Sunshine of a Spotless Mind e que se tornou, inevitavelmente, num favorito. Mas este post não é sobre o Jim Carrey ou sobre a sua carreira. Ele apenas dá o mote por causa desta noticia.
Eu gosto muito de ler. Os livros ocupam o primeiro lugar nos meus interesses, contudo seria incapaz de impor os livros que amo a alguém com quem tivesse uma relação. Nunca o fiz e não irei certamente fazê-lo no futuro. Até mesmo a amigos que gostam de ler, eu não faço isso. Raramente digo a alguém que deve ler o livro X ou Y.
Acho normal, natural que nós à força de falarmos muito de alguma coisa essa mesma coisa desperte o interesse de alguém e o mesmo acontece com livros. Eu lembro-me de falar muito com duas das minhas amigas do clube de leitura sobre os livros do Sylvain Reynard e a outra nossa amiga ter tido a curiosidade de ler. Foi o desastre completo pois ela não gostou. Eu sei porque é que ela não gostou. Se tivesse vivido o que ela viveu também não ia gostar. Ela também leu o Outlander da Diana Gabaldon, outro desastre, mas eu também sei porque é que ela não gostou.
 
Agora situação diversa é quando nós sabemos que a pessoa gosta disto ou daquilo e aí sim faz sentido dizer lê isto ou lê aquilo. Tenho dito muitas vezes à uma das minhas amigas do clube para ler o Como Agua para chocolate da Laura Esquível. Sei que ela vai gostar, porque ela adora cozinhar. De resto é um livro que recomendo a qualquer pessoa que goste de cozinha, pois o livro é uma visão do amor e da vida através da cozinha, como já li algures. A essa mesma amiga também recomendei a série Galavant. Mas só o fiz porque sabia que ela iria apreciar o humor e o facto da série ser musical. E claro ela adorou. Não seria uma série que eu recomendaria a qualquer pessoa, é demasiado su generis para agradar a todos.
Basicamente é isto que eu faço, mas nunca imponho nada, ler, ver será sempre uma opção do próprio. Se há uma coisa que o clube de leitura me ensinou é que mesmo que duas pessoas gostem de um livro isso não quer dizer que vão gostar de outro que ambos leiam. E é esta diversidade que aumenta o prazer da leitura.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

se o amor viesse assim?

E se o amor viesse assim?
De mansinho,
Sem se dar conta.


E se o amor que há em mim,
Fosse carinho
No início desta ponta?


E se o amor viesse assim...
Seguindo este caminho
No final resta uma tonta.


Mas e se o amor chega...
Vem com os seus pés de lã,
Não parece amor.
É surpresa!


Toma cabeça e coração.
Nego-o pra mim,
Muito digo não,
Mas no fundo.
No fundo, sou só sim.


(um dos poemas que andei a rever da minha amiga que falei aqui ontem)

terça-feira, 9 de junho de 2015

fazer os outros felizes custa pouco

A minha amiga E. pediu-me para rever os poemas que foi escrevendo ao longo dos anos. Ela tem intenções de publicar. Dediquei-me à tarefa e quando foi para passar o feedback, fi-lo à moda antiga. Afinal eu tinha imprimido tudo para ler e tinha feito anotações também à moda antiga.
Como ela tem vindo a atravessar um mau bocado decidi dar-lhe um miminho e juntar o postal que vêm na foto. Foi feito por mim e segundo aquilo que aprendi neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=iUHBWaBr7lU

Tudo isto para vos dizer que muitas vezes é fácil fazer alguém feliz. Com algum engenho e ideias consegue-se criar algo único e que a outra pessoa não vai esquecer. E acredito que estas prendinhas feitas assim são muito mais valorizadas por quem as recebe. Ficam para sempre na memoria, muito mais que um presente caro. Eu sempre defendi que o amor, o afecto e o carinho que temos por alguém estava nos gestos e não nas palavras e está também nestas pequenas coisas.
 
 

 

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Adepto

Ontem uma amiga partilhou este artigo do Observador no facebook. Estive a ler e concordo com o que é dito. Eu acho que o futebol tem uma magia especial. Talvez outros desportos também tenham, mas este desporto é o que mais move as pessoas, se falarmos claro, da Europa. Na minha vida vi dois filmes onde o futebol tem um papel bastante activo, por assim dizer. Não são filmes conhecidos, mas vê-los, especialmente o Fever Pitch percebi melhor o que era a paixão pelo futebol. O Bend It Like Beckam tem um sabor indiano que eu adoro, apesar de ser sobre uma rapariga que quer jogar futebol podia ser sobre outra coisa qualquer. Mas mesmo assim a mística do futebol não se perde. Aqui ficam os trailers dos filmes:







domingo, 7 de junho de 2015

Livros esquecidos

Por acaso, mas só por acaso nunca li José Cardoso Pires. O Lobo Antunes farta-se de falar nele em entrevistas.
Tenho para ler o Delfim, se ainda não o li foi porque não calhou. Mas o que mais me chamou a atenção neste artigo do Observador foram algumas partes que reflectem o estado da literatura no nosso pais e quiçá no mundo em geral.
 
A verdade é bem clara: o interesse por autores que já desapareceram é nulo. A maioria dos leitores actuais quer ler livros fáceis, cheios de clichés, aqueles livros que bem podiam ter na capa: este livro não faz pensar. Mas o mais curioso do fenómeno é as pessoas naturalmente desdenharem os grandes por acharem que aquilo está datado. Em alguns caso, sim está. Mas podemos nós verdadeiramente apreciar um autor contemporâneo sem ler o que está para trás? Eu acho que não. Porque a literatura é uma arte que foi evoluindo. E se não conhecermos o que fez parte da cartilha daqueles que escrevem actualmente nunca os poderemos entender verdadeiramente.
 
Eu não defendo que devemos ler todos os autores ou toda a obra. Mas acho que devemos investir algum tempo de leitura em alguns nomes que são considerados grandes. Podemos até nem gostar, mas ao menos sabemos do que falamos. E claro há sempre espaço para as tretas que se vão publicando. Afinal num dia de maior cansaço até sabe bem ler uma coisa leve e fofa.