sábado, 27 de junho de 2015

Comemorando os seis anos do blogue: Junho de 2012 e Outlander de Diana Gabaldon

E em Junho de 2012 terminava a leitura do Outlander. Estava longe de imaginar  que três anos depois iria haver uma série de TV, vi os primeiros episódios mas não vi mais. Brevemente vou vê-la na integra. Depois é ler o segundo e terceiro volume da série e rezar para que a Casa das Letras publique o resto.

Este livro é o primeiro da série Outlander, começada em 1991, mas que apenas chegou às nossas livrarias em 2010, pelas mãos da editora Casa das Letras, uma das muitas editoras que pertence ao grupo Leya.
Uma demora incompreensível dado o sucesso e popularidade da série, mas talvez justificável pela altura em que saiu o primeiro volume. Nos últimos anos com o aparecimento de muitos de blogues de livros, aliado ao rápido acesso a títulos sem necessidade de edição portuguesa, mais facilmente uma editora percebe aquilo que os leitores andam a ler e têm interesse em ver publicado por cá. Talvez por isso finalmente esta série chegou cá.

Outlander começa em 1945, após a Segunda Guerra Mundial quando Claire e o seu marido Frank visitam a pequena localidade de Inverness na Escócia. A escolha do local não é aleatória, casados há oito anos, mas separados durante o tempo da guerra e com poucos encontros durante esse período, Claire e Frank esperam gozar na pequena localidade uma merecida segunda lua-de-mel, revivendo a primeira que também ocorrera naquele local assim como casamento. Há ainda outros motivo, Frank é um professor de História e um estudioso da sua arvore genealógica. Um antepassado seu viveu ali e Frank deseja pesquisar informações nos arquivos locais para completar aquilo que sabe sobre esse antepassado.
Um dia Claire e Frank visitam um círculo de pedras, semelhante pelas descrições a Stonehedge, onde observam, ocultos, um grupo de mulheres a praticar um culto pagão. No dia seguinte Claire regressa ao local, sozinha, para colher uma planta.
Algo acontece e Claire ao atravessar o círculo de pedras viaja no tempo. A sucessão de acontecimentos fazem-na perceber que já não está em 1945, mas sim em 1743 e começa a sua aventura.

Diana Gabaldon não poupa nos detalhes, sendo bastante minuciosa na descrição da vida na Escócia, contudo algumas cenas eram, na minha opinião desnecessárias, mas tendo em conta que este é apenas o primeiro livro da série, essa cenas façam sentido nos próximos volumes.
Gostei do livro desde o inicio, mas foi só a meio que fiquei completamente rendida ao livro, até aí estava a apreciá-lo, a achá-lo interessante, mas não estava verdadeiramente apaixonada pelas aventuras de uma mulher que viaja para um tempo completamente diferente do seu.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Comemorando seis anos de blogue: Junho de 2013 e Hannah Peel

Por vezes em séries ou filmes descubro cantores ou grupos muito interessantes é o caso de Hannah Peel. Descobria a ver a série inglesa  Dates e fiquei rendida. Tenho de rever esta série.
 
O primeiro vídeo é da música que aparece no genérico da série e a segunda é uma que descobri ao explorar o youtube.





quinta-feira, 25 de junho de 2015

A Arte Perdida de Guardar Segredos de Eva Rice

Terminei por estes dias este livro. Passado nos anos 50 e em Inglaterra é um livro fácil de ler, divertido em alguns momentos e sobretudo o retrato de uma geração que começava querer quebrar as regras. Eu adoraria ter vivido nos anos 50 e parte de ter gostado do livro também vem daí. É certo que não é um grande livro e que possivelmente daqui a uns anos não me lembro dele. Por isso mesmo e para memória futura aqui ficam algumas frases e partes do livro. Isto de fotografar o que gostamos é fantástico, acho que estou viciada.
 








 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Ser tia é....

responder a perguntas sobre a Frozen. Se não sabes a resposta inventas. Madrigal a precisar desesperadamente de um curso intensivo sobre a Frozen.


e depois do interrogatório Frozen, as despedidas:

Tia Madrigal: então vou passar à avó. Dorme bem. beijinhos para ti, para a mamã, para o papá, para a Joana, para a Sara ( são as filhas dela)

Sobrinha: a Joana teve um presente

Tia Madrigal: E o que era o presente?

Sobrinha: Não sei não vi.

( ela não gosta de falar ao telefone mas quando fala enche-me sempre o coração e inevitavelmente faz-me rir às gargalhadas)



terça-feira, 23 de junho de 2015

Comemorando seis anos de blogue: Junho de 2009 e Almeida Garrett

Junho é o mês que viu nascer o W.B. Yeats, um dos meus poetas preferidos. E eu talvez escolhesse citá-lo, mas acontece que no primeiro ano do blogue falei de Almeida Garret em Junho e o Garrett é outro dos poetas que conquistou o meu coração na escola e por isso veio primeiro que o Yeats.  Aqui fica um dos seus poemas, citados na altura no blogue.

Anjo És
Anjo és tu, que esse poder
Jamais o teve mulher,
Jamais o há-de ter em mim.
Anjo és, que me domina
Teu ser o meu ser sem fim;
Minha razão insolente
Ao teu capricho se inclina,
E minha alma forte, ardente,
Que nenhum jugo respeita,
Covardemente sujeita
Anda humilde a teu poder.
Anjo és tu, não és mulher.
Anjo és. Mas que anjo és tu?
Em tua fronte anuviada
Não vejo a c'roa nevada
Das alvas rosas do céu.
Em teu seio ardente e nu
Não vejo ondear o véu
Com que o sôfrego pudor
Vela os mistérios d'amor.
Teus olhos têm negra a cor,
Cor de noite sem estrela;
A chama é vivaz e é bela,
Mas luz não têm. - Que anjo és tu?
Em nome de quem vieste?
Paz ou guerra me trouxeste
De Jeová ou Belzebu?
Não respondes - e em teus braços
Com frenéticos abraços
Me tens apertado, estreito!...
Isto que me cai no peito
Que foi?... - Lágrima? - Escaldou-me...
Queima, abrasa, ulcera... Dou-me,
Dou-me a ti, anjo maldito,
Que este ardor que me devora
É já fogo de precito,
Fogo eterno, que em má hora
Trouxeste de lá... De donde?
Em que mistérios se esconde
Teu fatal, estranho ser!
Anjo és tu ou és mulher?

Almeida Garrett


(sempre achei o último verso uma provocação deliciosa)

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Algumas notas sobre a biografia do Yeats

Conheci o Yeats há uns anos, quando uma alma generosa me ofereceu um cd. O Cd mais não era que uma compilação de vários poemas do Yeats misturados com a sua biografia. Algo que só podia ser feito lá fora, mas que cá devia ser imitado.
Esta pequena amostra despertou a minha atenção e uns tempos depois investi em livros dele e também nesta biografia que li agora. Custou-me uma bagatela na FNAC.
Desde que conheci Yeats que digo que a BBC ou algum estúdio de cinema devia de fazer um filme sobre ele. A vida dele é muito rica e daria um bom filme. Mas a industria do cinema prefere investir em bestsellers de fraca qualidade e que apelam às massas.
Para mim ler não é só ler o livro e ponto final, gosto também de conhecer o escritor. Por isso invisto algum tempo a saber quem ele era. Claro que muitas vezes não vou à além da wikipedia. Mas conhecer um escritor é um passo importante para entender melhor a sua obra.
 
Tudo isto para vos dizer que gostei muito de conhecer melhor o Yeats, embora o essencial já soubesse. Podia escrever muitas coisas sobre ele, mas vou simplesmente contar aquilo que desde que soube me chamou a atenção, falo do seu casamento
Em 1916 Yeats decidi casar, não porque se apaixona loucamente por Georgie Hyde Lees, que viria a ser sua esposa ou porque finalmente Maud Gone o aceitava, mas simplesmente porque viu no seu horoscopo que era uma boa altura para casar.
A questão é que depois de mais uma vez ter pedido a Maud em casamento e ela o ter recusado e ter também pedido a filha dela em casamento e ser recusado, Yeats pede Georgie em casamento e ela aceita.
Eles já se conheciam mas não existia um grande amor ou paixão. Na manha seguinte ao casamento e quase inevitavelmente Yeats arrepende-se. Georgie que sabia no que se meterá quando casou, disse-lhe que tinha experimentado a chamada escrita automática. Isto fascinou Yeats, que era um grande crente no oculto e pertenceu a várias ordens ligadas ao estudo do mundo espiritual e a sua obra também fala das coisas invisíveis.
Durante os anos que se seguiram Yeats e Georgie passaram muito tempo desta forma. Mais tarde depois da morte de Yeats, Georgie disse que tudo não passou de uma mentira, que está bom de ver tinha como objectivo focar a atenção do marido em si.
Muitos pensarão: todo o burro come palha a questão é saber dar-lha. E outros dirão que ele sabia a verdade. Não existem indicações disso. Além disso Yeats era um grande crente no mundo oculto e a crença seja no que for é sempre muito forte mesmo perante a verdade.
Para terminar tenho pena que com o passar dos anos, Georgie tenha sido reduzida por Yeats, ao cargo de enfermeira, governanta, secretária e tenha perdido o de companheira para as amantes que ele teve no fim da vida. Mas isso não lhe retira mérito e todos podemos aprender com ela que uma relação, um casamento pode dar certo se trabalharmos nesse sentido, encontrando um ponto comum a partir do qual o resto se constrói. Claro que tem de haver também amor, mas isso raramente é suficiente por si só.

domingo, 21 de junho de 2015

Second Chance

Eu sou de opinião que se lemos um autor e não gostamos devemos de dar uma segunda oportunidade. A experiencia de leitora diz-me que muitos autores escrevem livros dos quais gostamos menos e outros dos quais gostamos mais.
 
Tenho na minha vida três autores em que dois estão empatados e um que já perdeu o jogo. Comecemos por quem perdeu o jogo: F. Scott Fitzgerald. Eu adorei o filme o Estranho Caso de Benjamim Button. Mas depois li o livro e não achei nada de especial. Penso que o Fitzgerald não explora o tema ou os personagens como o filme. Achei o filme muito rico em detalhes e a ideia que me tinha cativado, o envelhecer ao contrário do Benjamin, no livro não me cativou. O argumentista do filme melhorou e muito o livro.
Li também o Grande Gastby e não gostei. Até entendo que retrate a sociedade americana da época, os loucos anos vinte, mas a mim não me cativou. O Gatsby até me apelou até certo ponto. Mas depois aquele amor pela Daisy fê-lo perder o seu apelo. A Daisy, valha-me deus!, personagem mais insipida e sem graça não há. Sou mulher e aprecio um livro que tenha boas personagens femininas.
Tendo em conta o que escrevi não me vejo a voltar a este autor. Só o farei, se algum dia, alguém me recomendar um livro e me dê garantias que vou gostar.
 
O primeiro caso de empate é Graham Greene. Li o Nosso Homem em Havana, li-o para a escola e não gostei. Acho mesmo que esqueci o nome do autor, pois anos mais tarde li o Fim da Aventura e adorei. Nunca esqueci aquele inicio. Por ser um empate decidi ler outro livro, como já disse aqui irei ler este livro assim que possa.
 
O outro caso de empate é Somerset Maugham. Li quando tinha vinte anos o Paixão em Florença e não gostei. Anos depois vi o filme o Véu Pintado e adorei. No ano passado, foi um dos livros que mais gostei de ler. Decidi reler o Paixão em Florença. Eventualmente hei-de ler o Fio da Navalha e o Servidão Humana.