sexta-feira, 17 de julho de 2015

Sobre as listas de livros

As listas de livros que devemos ler estão sempre a aparecer aqui e ali na internet. Estava agora a ler este post no blogue Estante de Livros e a lembrar-me que eu também tenho o livro em questão e também foi comprado há uns anos.
Na altura que comprei fiquei desiludida porque não incluíam o Persuasão da Jane Austen, mas incluíam todos os outros. Para mim Persuasão ocupa o número 1 no meu ranking austeniano juntamente com Orgulho e Preconceito. E não sou só eu a achar o Persuasão a melhor obra, os entendidos no assunto também. Há mesmo quem diga que o que viria a seguir seria ainda melhor pois com este ultimo livro Jane Austen atingiu a maturidade.
Este é um exemplo de um livro que, na minha opinião devia de lá estar. Confesso que mais que a lista que figura no livro o que na altura decidiu a compra foram mesmo algumas imagens que o livro tem de edições de livros e uma do manuscrito original da Jane Eyre de Charlotte Bronte.
 
A questão é: valem muito ou pouco estas listas? Na minha opinião valem pouco, a do livro em questão tem muitos livros que nunca foram editados cá em Portugal. Se para mim ler em inglês não é um problema para muitas pessoas isso pode ser uma barreira. Dificilmente alguns dos livros que por lá figuram chegarão às estantes.
Mas esquecendo esse pormenor e imaginando que os livros estão ali ao virar da esquina a minha opinião é que uma lista e pode servir de referencia para conhecer livros mas nunca será determinante nas minhas escolhas.
 
O que me leva a ler um livro é essencialmente o seguinte:
- querer conhecer melhor aquele autor que todos falam bem;
- recomendação de alguém cuja opinião confio e tenha gostos parecidos com os meus;
- opiniões favoráveis lidas em blogues ( nesse aspecto o estante de livros sempre foi excelente)
- ter visto o filme ou série que adapta o livro.
- gostar da sinopse.
 
E claro que no meio destes pontos todos há autores que nunca despertam qualquer interesse até um dia ou aqueles que sempre despertam o interesse mas nunca se leram e possivelmente nunca se irão ler.
Ler é uma aventura e cada um de nós deve ir escolhendo os livros conforme acha mais adequado. Já escolhi ler um livro porque era aquilo que me apetecia no momento ou decidi não ler porque sabia que se o lesse naquele momento a leitura ia arrastar-se.


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Random Thoughts em modo doce

No outro dia fui comer um gelado à Sou Sweet. Já conhecia o projecto há cerca de um ano através do Facebook. Eu tenho um carinho especial por estes projectos que começam do nada e vão crescendo. A Sou Sweet começou com um carrinho em mercados de rua da cidade e hoje tem uma loja muito simpática na Rua José Falcão, mais concretamente nas galerias Lumiere.
 
Quanto aos sabores são diversificados, quando fui tinha café com leite, bayleys, limão, morango e outro que já não recordo. Não sei se são sempre os mesmos mas o café com leite era óptimo. Já agora comprem a versão cone pois a bolacha é deliciosa. Muito melhor que a dos cornetos da Olá.
 
( e não ninguém me paga para escrever isto, mas amigos da Sou Sweet se quiserem podem me oferecer gelados até ao fim do verão. No inverno não, não como gelados no inverno e nunca entendi essa mania de comer coisas frias em pleno inverno. O inverno pede bebidas quentinhas)

quarta-feira, 15 de julho de 2015

O Talentoso Mr. Oakes



Sentado no cavalo na serie os Pilares da Terra, é o mesmo cavalo que usou na primeira temporada dos Bórgias. E as saudades que eu tenho dos Bórgias??



O David Oakes é um dos meus meninos e tal como muitos deles não é conhecido do grande público. Tenho pena que ainda não tenha dado o salto para voos mais altos pois tem imenso talento. O que eu não sabia é que para além do talento para representar ele tem também talento para desenhar. Descobri agora através do facebook do próprio. E aqui ficam os desenhos que gostei mais.
Para verem mais trabalhos cliquem aqui: David Oakes 
 

 



segunda-feira, 13 de julho de 2015

Brad Pitt, afinal havia outro...

Há dias lia numa revista cor de rosa que o Brad Pitt mantinha algumas relações extra-conjugais com homens e que a Angelina não se importava.
É engraçado como a imprensa anda sempre a atacar o casal Brad/Angelina, já muitas noticias publicaram sobre como eles se iam separar. Eles devem de ser dos casais mais sólidos de Hollywood. E se o filme que fez com que se conhecem-se, o Mr and Mrs Smith serve como parâmetro, a química entre eles é excelente, o que é bom para o casal. Sim, eu sei que eles estavam a representar mas já vi muitos actores que não tinham qualquer química entre si e também tinham que a simular.
O Brad Pitt tem tido uma carreira invejável e talvez estes rumores sejam fruto disso. Conjuga bem filmes para as massas com filmes mais independentes. Falta-lhe o óscar, mas por ser bonito não deve chegar a ganhar. Pena que Hollywood continue a sofrer deste preconceito estúpido.

domingo, 12 de julho de 2015

Comemorando os seis anos do blogue: Julho de 2010 e António Lobo Antunes

Por esta altura lia Os Cus de Judas do Lobo Antunes e citava-o aqui no blogue:



das esperanças frustadas
 
Nunca lhe aconteceu isto, sentir que está perto, que vai lograr num segundo a aspiração adiada e eternamente perseguida anos a fio, o projecto que é ao mesmo tempo o seu desespero e a sua esperança, estender a mão para agarrá-lo numa alegria incontrolável e tombar, de súbito, de costas, de dedos cerrados sobre nada, à medida que a aspiração ou o projecto se afastam tranquilamente de si no trote miúdo da indiferença, sem a fitarem sequer? Mas talvez que você não conheça essa espécie horrorosa de derrota, talvez que a metafísica constitua apenas para si um incómodo tão passageiro como uma comichão efémera, talvez que habite a jubilosa leveza dos botes ancorados, balouçando devagar numa cadência autónoma de berços.
 
 
 
Não, a sério, a felicidade, esse estado difuso resultante da impossível convergência de paralelas de uma digestão sem azia com o egoísmo satisfeito e sem remorsos, continua a parecer-me, a mim, que pertenço à dolorosa classe dos inquietos tristes, eternamente à espera de uma explosão ou de um milagre, qualquer coisa de tão abstracto e estranho como a inocência, a justiça, a honra, conceitos grandiloquentes, profundos e afinal vazios que a família, a escola, a catequese e o Estado me haviam solenemente impingido para melhor me domarem, para extinguirem, se assim me posso exprimir, no ovo, os meus desejos de protesto e de revolta. O que os outros exigem de nós, entende, é que não os ponhamos em causa, não sacudamos as suas vidas miniaturais calefetadas contra o desespero e a esperança, não quebremos os seus aquários de peixes surdos a flutuarem na água limosa do dia-a-dia, aclarada de viés pela lâmpada sonolenta do que chamamos virtude e que consiste apenas, se observada de perto, na ausência morna de ambições.

sábado, 11 de julho de 2015

Fotografar em vez de viver

No outro dia ia no metro quando reparei no cartaz do Marés Vivas. Estava a olhar e a pensar: usam sempre a mesma imagem... e nisto reparo que no canto estava lá escrito: Wi-Fi gratuito.
 
Isto deve agradar à malta que vai para os concertos e passa a vida a postar nas redes sociais o que está a ver, em vez de efectivamente curtir. Tornou-se banal as pessoas fazerem isso: agora vou postar que vou comer um gelado, para toda a gente saber que prevariquei na dieta, agora vou mostrar como estava bravo o mar nesta tarde de inverno, etc, etc.
Com a internet no telemóvel e o wi-fi por toda a parte muitas pessoas em vez de viverem aquele momento e o apreciarem como deve ser estão ocupadas a fotografar e a mostrar.
Eu já fui um pouco assim com a minha sobrinha, tirava dezenas de fotos. Mas um dia caiu-me um bocado a ficha e dei por mim a ver que em vez de brincar com ela estava mais ocupada a fotografar a brincadeira. Então deixei-me disso. Claro que ainda a fotografo. Mas agora muito menos. Quando ela for grande quero lhe contar que naquele dia que ficamos as duas em casa, nos fartamos de tentar que o relógio avançasse mais depressa, usando o poder de Frozen. Ela talvez vá achar que a tia está maluca, mas a tia vai-lhe explicar que ela gostava muito da Frozen E esse tipo de coisas nenhuma foto capta.