segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
domingo, 3 de janeiro de 2016
Sobre o filme Como Àgua Para Chocolate e a improbabilidade das coisas que nos acontecem
O filme e o livro Como Água para Chocolate são dois grandes favoritos meus. O filme é uma das poucas adaptações de livros que vi que é absolutamente fiel ao livro.
Como favorito nunca me canso de ver e comecei o ano a vê-lo ou melhor deu na sexta-feira à noite na RTP2 e eu aproveitei para rever.
Alguns minutos antes de começar o gastrónomo José Bento dos Santos falou sobre como Aztecas consumiam o chocolate, com água e especiarias muito diferente da forma como o consumimos hoje.
Mas o que me chamou a atenção foi ele falar da cena em que é servido o prato codornizes em pétalas de rosa. O José Bento dos Santos falou da cinematografia ser soberba nesta cena.
O interessante nesta observação dele não é o que ele disse, com todo o mérito que as palavras dele têm, mas a escolha desta cena. Digo isto porque há muitos anos li uma entrevista com o Marco Leonardi, o protagonista do filme, em que ele dizia que tinha sido precisamente nesta cena que ele e Lumi Cavazos, a protagonista feminina do filme, se tinham apaixonado. Ela não falava italiano e ele não falava espanhol, então era tudo à base de olhares e inglês macarrónico. Durante anos eles foram um casal, mas acabariam por se separar.
Sendo Marco Leonardi um actor italiano a probabilidade de participar num filme made in México era bastante baixa, ainda mais no inicio dos anos 90. No entanto, Alfonso Arau, o realizador do filme viu-o no Cinema Paradiso e decidiu contratá-lo. Dizia Arau numa entrevista que Marco era muito bonito e no México os actores não eram assim bonitos. Arau sentiu necessidade de contratar um actor belo pois precisava que o público visse o que Tita (Lumi Cavazos) via nele. Segundo ele, naquela altura um homem que se apaixonasse por uma mulher com a qual não se podia casar simplesmente fugia com ela. Algo que Pedro não faz. Se Pedro roubasse Tita e fugisse com ela não tínhamos livro. Da mesma forma que Tita por ser a mais nova das irmãs não se podia casar pois teria de tomar conta da mãe até esta morrer, era a tradição familiar. Bastava Tita não ter nascido por último ou Pedro ter tido coragem e raptá-la.
Mas aí não tínhamos livro ou filme e a probabilidade de Marco Leonardi conhecer Lumi Cavazos era muito remota.
Pensando nisto tudo penso que realmente o improvável é muitas vezes aquilo que acaba por acontecer, em vez do esperado...
sábado, 2 de janeiro de 2016
O que é que a Madrigal vai ler em 2016
Quando termino um livro tenho sempre dificuldade em escolher o que ler a seguir. Muitas vezes acaba por ser uma escolha natural, mas salvo essas raras vezes não é fácil escolher o que ler a seguir. Em 2015, no meu clube de leitura decidimos no inicio de cada ano escolher os títulos que queremos ler. Um processo simples, cada uma dá duas ou três sugestões, faz-se uma votação e os mais votados são os que lemos.
Decidi fazer algo semelhante e assim comecei a escrutinar as prateleiras para decidir o que ler. Algumas escolhas foram pensadas, outras são completamente aleatórias.
Outlander - A Viajante de Diana Gabaldon - naturalmente que assim que terminar o segundo livro quero ler o terceiro. Se a Casa das Letras não falhar também lerei o quarto, a editar em Maio.
Uma Morte Súbita de J.K. Rowling - a magia do Harry Potter nunca me afectou por isso só vi os filmes. Vi a adaptação deste livro, mas não achei nada de especial. Já li que a série não fazia jus ao livro que dizem ser muito bom. Resta-me ler e perceber onde está a verdade.
O Paciente Inglês de Michael Ondaatje- Vi o filme há uns anos, muito depois de ter saído e lembro-me de ter gostado, muito até. Mas actualmente não me lembro de quase nada. Penso se será realmente uma história memorável ou apenas mais uma história que será boa para quem a vê ou lê e se identifica com ela. Espero que a leitura do livro clarifique esta dúvida.
Os Três Mosqueiros de Alexandre Dumas- São muitas as adaptações que se fizeram deste livro. Eu já vi algumas, claro. Vi também os desenhos animados e a versão canina aka Dartacão. Mais recentemente vi a série da BBC. A primeira temporada foi fraca, a segunda foi um pouco melhor e foi enquanto via segunda temporada que decidi ler este livro.
The Making Of Pride And Prejudice de Sue Birtwistle & Susie Conklin - é um livro sobre os bastidores da adaptação de 1995 de Pride And Prejudice. Já o devia ter lido há muito, mas como se costuma dizer: mais vale tarde do que nunca.
Dá-me-te de Fernando Dinis - comprado numa altura em que costumava comprar livros de autores estreantes, nunca o li e o Fernando Dinis apenas publicou mais um livro.
O Livro de Sabores Perdidos de Nicky Pelegrino - tenho duas amigas que dizem ser bom, dentro do género livro rosinha de amor. Mete Itália e culinária. São três argumentos de peso.
O Tempo Entre Costuras de Maria Dueñas - Vi este livro muitas vezes quando pesquisava no wook, aparecia nas sugestões, do quem comprou este também comprou... Não sei porquê achei sempre que era sobre o que vestir e não um romance. Só percebi que era um romance quando vi o trailer da série espanhola que adaptou o livro. O que vi fez-me comprar o livro.
As Travessuras da Menina Má de Mário Vargas Llosa - foi comprado quando o autor ganhou o prémio Nobel, mas nunca o li. Nem sei bem do que trata ou sobre o que escreve Mário Vargas Llosa. Mas em minha defesa tenho a dizer que na altura comprava sempre um livro de quem ganhasse o prémio Nobel, pois se ganhou é porque é bom.
E já agora deixo aqui a lista do clube, sem observações pois as escolhas não foram todas minhas:
O caso Jane Eyre de Jasper
Fforde
Morgadinha dos Canaviais de
Julio Dinis
Cem anos de solidão de Gabriel
Garcia Marques
Além Tejo de Catarina Araujo
Perguntem à Sarah Ross de João
Pinto Coelho
A estas duas listas acrescento o segundo da série Florença do Sylvain Reynard e ainda um livro que vai ser publicado por uma amiga minha.
Não sei se vou conseguir ler estes livros todos ou se vou até ler mais. No final do ano prometo vir aqui e dizer quais foram os melhores e os piores. Já sabem que todos os meses, escrevo algumas linhas sobre as leituras do momento e quase sempre escrevo uma opinião quando termino o livro.
Bom ano a todos e boas leituras.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Comemorando seis anos de blogue: Dezembro de 2010 e Don't Stop Believin'
para mim, Don't Stop Believin' (aqui numa versão dos actores da série Glee) é uma música que encoraja a seguir em frente e por isso mesmo deixo-a aqui com os mais sinceros votos a todos que visitam o blogue que 2016 vos traga muitas alegrias e coisas boas.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Livros - O Melhor e o Pior de 2015
Já o ano passado deixei aqui uma lista dos melhores e piores livros que li. E este ano não será diferente.
Como sabem, eu tenho um clube do livro com umas amigas e a par disso vou lendo outros livros.
Este ano foi melhor em termos de leituras pois acho que li mais livros bons que o ano passado. Em 2014 penso que dispersei mais para livros leves, não que eu não goste deles, mas não são eles que me enchem barriga. Contava terminar a trilogia do Cavalo de Fogo e o segundo do Outlander, mas alguns percalços durante este mês ditaram que vou entrar em 2016 ainda na companhia de Eliah & Matilde e de Jamie & Claire.
Clube do Livro
O Melhor: O Amor em Tempos de Colera de Gabriel Garcia Marquez - Foi sem dúvida o melhor. Eu sempre gostei de livros com historias de amores proibidos, mas o livro não é só isso... A escrita do Gabo é extraordinária e fez-me sentir que estava mesmo lá. Todas nós gostamos, tanto que para este ano vamos ler o Cem Anos de Solidão.
O Pior: Os Sonhos que Tecemos de Kate Alcott - Um livro que não foi carne nem peixe nunca poderia ser considerado bom, quando muito considero-o razoável. Mas não me fica na memória...
Menção Honrosa: Longburn de Jo Baker - se não me tivessem emprestado talvez não o chegasse a ler. Nao sou muito fã destes livros que recontam livros que adoro, neste caso, Orgulho e Preconceito. Agradeço à C, por ter aceite ler comigo e principalmente por se ter adiantado na leitura e me ter dito que o livro melhorava muito, pois inicialmente não estava a gostar muito do livro.
Leituras Pessoais:
O Melhor: As Primeiras Luzes da Manhã de Fabio Volo - pequeno, simples, mas com muito para dizer e ainda mais para reflectir. Um autor que ficará debaixo do meu radar.
O Pior: Menina Rica, Menina Pobre de Joanna Reeves - uma verdadeira novela e mais não digo!
Menção Honrosa - A Arte Perdida de Guardar Segredos de Eva Rice - uma simpática oferta da E. que o tinha em duplicado. Um livro simples, despretensioso sobre uma jovem a viver em Inglaterra nos anos 50, fã de um cantor de Rock, quando o rock dava ainda os seus primeiros passos.
Apesar de não constar da lista, gostaria de dizer que este ano foi também marcado pela leitura do Memorial do Convento de José Saramago. Nunca tinha lido nada e gostei muito. Vou ver ser leio outros livros dele que tenho cá por casa.
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Comemorando seis anos de blogue: Dezembro de 2013 e breve nota
Dezembro de 2013 não foi muito fértil em posts. Fica aqui um breve apontamento sobre essa grande série que é o Masters of Sex.
sabes que estás a precisar de uma vida quando estás ansiosa para jantares e ver o último episódio da temporada do Masters of Sex. A bem da verdade esta é a grande estreia da temporada.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Comemorando seis anos de blogue: Dezembro de 2012 e novos talentos
Uma breve reflexão sobre as formas como se encontram novos talentos no mundo da literatura. Para ler aqui: novas formas de achar talentos
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