Já tinha me cruzado com o livro da
Helena Vasconcelos por aí. Penso até que cheguei a falar dele aqui. É um livro inspirado na obra de Jane Austen, claro que vou ler.
Mas ao ler este
post no site da Quetzal percebi que tenho MESMO que ler :D
Aqui ficam os dois trechos que gostei mais:
Assim que comecei a ler este livro senti que ele era uma carta de amor à literatura, e também uma carta de amor a Jane Austen. Uma carta de amor é uma celebração e uma forma de prestar tributo ao outro, de dizer ao outro que se ama que os nossos dias não seriam os mesmos sem ele ou ela ou aquilo. Que a teia de encontros que a vida sempre é se alimenta muito particularmente daquele encontro.
Penso que Jane Austen padece, ainda, bastante, desse epíteto de pessoa que não é bem deste mundo. E não é deste mundo porque não se entende como é que uma pessoa que não está imiscuída no corpo do mundo (no sexo, no casamento, nos filhos) saiba tanto do mundo, possa escrever tão exemplarmente sobre o funcionamento da máquina complexa que é o mundo.