terça-feira, 21 de junho de 2016

Ser picuinhas

Há uns tempos conheci numa formação, que fiz na área do artesanato, uma senhora que era extremamente picuinhas. Qualquer trabalho que tivéssemos que fazer ela achava sempre que não ficava bem e qualquer pequeno defeito devia de ser corrigido. Não se inibia de dizer às colegas que aquilo não estava bem feito. Não era que ela não tivesse razão. Mas quando se está a aprender existe um mínimo de qualidade que as coisas devem ter, mas a partir daí é impossível até porque só a pratica traz a perfeição.
 
Encontrei-a uns tempos depois do Natal e ela disse-me: a minha nora disse que fazia o Natal em casa dela, mas eu é que tinha que fazer tudo.
Nestas coisas não gosto de opinar, pois custa-me falar de quem não conheço. Mas pensei que ela devia ter parte da culpa. Imagino que a nora não quis fazer as coisas pois sabia que ia ouvir que aquilo não está bem...
Há muita gente assim, que por se acharem donas da razão e da forma como se faz acabam por nunca ter ajuda para fazer as coisas. Na minha modesta opinião se tivessem a capacidade de tolerar as falhas dos outros, teriam mais ajudas e seriam por consequência menos sobrecarregadas.

segunda-feira, 20 de junho de 2016


Este cartaz estava nas paredes do antigo Cine-Batalha onde eu descobri a magia do cinema...



domingo, 19 de junho de 2016

O meu karma do facebook

Todos nós temos os nossos karmas. O meu no facebook é dar amizade a pessoas que metem gosto em tudo o que eu partilho e quando digo tudo é mesmo tudo. Ele é os passatempos para os quais concorro, as fotos dos gatinhos ou cãezinhos fofinhos, as piadas, as frases profundas de qualquer escritor, etc. etc.
Eu sei que muitas vezes as pessoas vêm e gostam, mas quando põem gosto em tudo eu acho honestamente que no fundo não gostam de nada e querem só dizer: olha eu ponho gosto nas tuas coisas. Se eu partilho é porque gosto, os outros podem gostar ou não. Agora estar sempre a ver gostos das mesmas pessoas é irritante, muito irritante.

 

sábado, 18 de junho de 2016

É por esta e por outras que eu gosto do Shakespeare

Você diz que ama a chuva, mas você abre seu guarda-chuva quando chove. Você diz que ama o sol, mas você procura um ponto de sombra quando o sol brilha. Você diz que ama o vento, mas você fecha as janelas quando o vento sopra. É por isso que eu tenho medo. Você também diz que me ama.
 
William Shakespeare.

 

sexta-feira, 17 de junho de 2016

vou buscar-te ao fim da tarde

vou buscar-te ao fim da tarde,
porque a noite só escurece contigo ao
meu lado, porque a noite aprende por ti...
o caminho aberto das estrelas

vou buscar-te ao fim da tarde,
e verás como preparei a casa, como
escolhi a música, como, enfim, espalhei
os objectos mais impressionados contigo,
os que ganharam vida por se interporem
na espessura estreita que vai do meu
ao teu coração
e não mais te devolvo, correndo todos os
riscos de não amanhecer nunca
numa loucura propositada por ti
não mais te devolvo,
ocuparás o mundo debaixo e sobre mim,
e não haverá mais mundo sem que seja assim


valter hugo mãe


 

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Porta-Documentos para bébé


O Tiago é o meu mais recente "sobrinho" para ele fiz este porta-documentos. Aceito encomendas, o nome bordado é opcional. Preço: 20€, se for sem o nome bordado é 15€. Para mais pormenores, por favor, enviem email para: bijoumize@gmail.com




quarta-feira, 15 de junho de 2016

A teoria dos sinais

Only Fools Rush In é uma das muitas comédias românticas que os anos 90 nos deram. A bem da verdade não tem nada de especial ou extraordinário, excepto a teoria dos sinais.
Protagonizado por Salma Hayek (Isabel Fuentes) e Matthew Perry (Alex Witman)a história começa quando os dois se conhecem e vivem um one night stand. Algum tempo depois Isabel procura Alex para lhe dizer que está grávida. Os dois decidem casar, mas as coisa não resulta bem e quando Isabel tem um pequeno susto com a gravidez, decide dizer que perdeu o bebé e assim terminar a relação. Sendo uma comédia romântica Alex acaba por perceber que a ama e vai à procura dela descobrindo que ela está prestes a dar à luz.
No filme, Isabel repete constantemente a Alex que acredita em sinais e muitas vezes diz-lhe: vês isto é um sinal que devemos fazer isto. E no fim é Alex que se rende aos sinais que deve ficar com Isabel, vendo-os em toda a parte e até ouvindo um padre dizer: que há sinais por toda a parte.
Acontece que por vezes penso nisso e acho que sim que realmente há sinais que nos aparecem e que nos indicam que estamos no caminho certo, especialmente em momentos de dúvida. 
A bem da verdade alguns sinais são mais fortes que outros. Imaginem que entram numa loja e ouvem as empregadas a falarem baixinho sobre o filme que deu ontem à tarde no canal Hollywood. Só por acaso é o filme preferido de alguém que vocês gostam. Qual é a probabilidade de isso acontecer se não for um sinal? Um sinal que aquela pessoa é a certa para vocês? Ainda mais estando nós a falar de um filme pouco conhecido e não um filme muito conhecido.
Por outro lado acho que tudo não passa de uma coincidência ou talvez o nosso espirito fique mais atento a coisas que antes lhe passavam despercebidas. Imaginem que conhecem o tal filme só porque a pessoa em causa vos falou dele, se entrassem na loja e as empregadas estivessem a falar e não conhecessem o filme, a conversa passava despercebida aos vossos ouvidos.

Existirão realmente sinais? Não sei e desconfio que nunca vou descobrir, mas que é uma boa teoria lá isso é.