quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O problema do trailer

Há uns anos numa conversa com uma pessoa que conhecia disse-lhe que pelo trailer eu sabia se ia ou não gostar do filme. Ela não ficou muito convencida e disse que o trailer não era o filme. Mas a realidade é que nessa altura era mesmo assim. Se gostasse gostava do filme, se ficasse na duvida eram filmes que eu tinha que ver outra vez para tirar a prova dos nove e se não gostasse, bem não gostava.
 
A verdade é que eu ainda sou do tempo que só víamos trailers antes do filme que se ia ver começar ou algumas imagens na Tv. Actualmente aposta-se muito na promoção e vemos os trailers montes de vezes antes de vermos os filmes. O que seria benéfico para o filme ou seja criar vontade de ir ver. Acaba por não ser. Digo isto porque o trailer banalizou-se. Há dois trailers antes do filme sair. E o pior é que muitas vezes esse trailer revela os melhores momentos, as melhores piadas. Nos últimos dois/três anos tenho visto pouco cinema e do que tenho visto pouco me tem convencido.
Ainda há umas semanas vi um filme que foi nomeado para os Oscares, o Carol. Excelentes interpretações da Cate Blanchet e da Rooney Mara, mas uma história sem sal, que se vê a léguas onde vai chegar e nada que faça interessar. Se estes são os filmes que têm para nós então eu prefiro ler livros ou ver séries. Se bem que as séries também me começam a enfadar um bocado, mas sobre isso falaremos num próximo episódio.
 
 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O que ando a ler

O Tempo Entre Costuras de Maria Dueñas - Estou a gostar, mas não estou a adorar. Para já acho que é uma leitura agradável.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

O problema do Rende--Vouz ou como ser persona non grata

Imaginem o seguinte cenário: aula de francês, colega da Madrigal pergunta o que significa a palavra rende-vouz. Vai dai a formadora responde. Depois a Madrigal arma-se em sabichona ou melhor bookworm e diz: essa palavra aparece nos Maias, há até algumas passagens em francês... Ninguém gosta deste tipo de observações... Se nos próximos dias a minha colega não me falar já sei os motivos :D

domingo, 29 de janeiro de 2017

A vida pacata de Jane Austen

Há dias vi na televisão o filme A Juventude de Jane. Não o vi todo. É um filme que pretende ser uma biografia sobre a vida de Jane Austen. Contudo metade do que está no filme nunca aconteceu. Eu gosto do filme, mas como filme e até como um livro que podia ter sido escrito pela Jane. Como biografia não, pois não é verdadeiro.
 
A verdade é que a vida de Jane Austen sempre foi pacata, nada de muito especial aconteceu. Claro que sendo mulher e vivendo entre os finais do séc. XVIII e sec. XIX, outra coisa não seria de esperar. Mas olhando para outras que vieram depois como as Irmãs Brontë ( amores platónicos por homens casados, irmão drogado, etc) , a George Elliot ( vivia com um homem casado) ou até a senhora que escreveu o Frankstein, outra que também se foi com um homem casado... A vida de Jane não teve nada disto.
 
O curioso e interessante é que ela é bem mais famosa que qualquer uma das que citei ou até de qualquer outro romancista da altura. Eu que adoro livros e sigo resmas de páginas de facebook dedicadas a livros, livrarias, escritores encontro muito facilmente referencias à Jane Austen e em especial a livros escritos sobre ela ou sobre a sua obra.
 
Eu sei que grande parte do apelo vem das histórias de amor que ela criou nos seus livros. Mas sejamos honestos, se fosse só isso, outros também o fizeram... Acontece que ela criticou a sociedade e fê-lo muito bem, com ironia, sentido de humor e qualquer coisa que me mantém fascinada até aos dias de hoje e olhem que já se passaram muitos livros na minha vida desde que conheci Jane Austen, andava eu no meu 10º ano ou 11ºano.
 
Por isso, quando leio sobre este ou aquele escritor e vejo vidas muito complicadas e vejo que encontram na arte uma forma de expurgar os seus sentimentos, lembro-me sempre da minha Jane e da sua vida pacata. Não me entendam mal, acho até que muitos escritores são extremamente ricos precisamente por causa daquilo que viveram. No entanto a Jane é a excepçao a essa regra, que eu própria considero válida.
 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

O Ministério do Tempo

O Ministério do Tempo é uma série portuguesa que começou na RTP1 no inicio deste mês. Para ser mais correcta é uma adaptação de uma espanhola.
Tem uma ideia interessante, embora esteja longe de ser original. A base da série é a existência de uma série de portas que dão acesso a vários pontos da História, estas portas são vigiadas para que ninguém mal intencionado passe por elas. E como existem outras portas, não oficiais, há alguns malfeitores que podem atravessa-las e tentar mudar a história.
 
Ver momentos históricos ou personagens históricas até é interessante o problema está no resto. Não há grandes interpretações por parte dos actores. Além disso parece haver uma clara falta de química entre o trio protagonista. Os efeitos especiais são fracos e como tudo isto não bastasse falta ritmo. Uma série que se quer de aventura e acção tem que nos fazer ansiar porque o que vai acontecer a seguir e isso não acontece. Os episódios arrastam-se e o fim não se percebe bem sobre o que era o episodio.



 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Sabes que estás a ficar velha quando...

conversas mais do que necessário com pessoas que não conheces de lado nenhum. Estilo as velhinhas simpáticas nas paragens do autocarro.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Farewell Gordon Kaye!

Ontem fui surpreendida pela noticia da morte de Gordon Kaye. Talvez o nome não vos diga nada mas com certeza já viram um ou dois episódios da série Allo Allo. O Gordon Kaye dava vida ao Rene.
A bem da verdade uma boa parte dos episódios era um pouco repetitiva... Tinham sempre de se livrar dos aviadores ingleses, todos os episódios a pintura da Fallen Madona with the big Boobies ia parar a novas mãos, o René andava sempre a atrás das empregadas e a esposa atrás dele, etc...
 
Mas a série até é bem simpática e sabe bem ver. Penso que Gordon Kaye não participou em muita coisa que lhe desse destaque, mas parece-me pela série ser um actor competente. Pela minha parte só tenho a agradecer as muitas gargalhadas que dei, especialmente quando a Ivette lhe perguntava: Will you marry me?? E ele respondia: Yes, as soon as the war is over while the bells of victory are still ringing.