quinta-feira, 20 de abril de 2017

E tu tens alguma fantasia??

Ontem isto apareceu no meu feed do facebook. Já li diversas vezes este tipo de artigos, são muito comuns em revistas femininas. O que eu achei piada era que na partilha do facebook vinha acompanhada com a seguinte frase: Resolvemos colocar aqui algumas mais comuns para os meninos saberem como surpreender as suas meninas.
 
Eu confesso que achei alguma piada a isto. Sempre que leio isto penso se as pessoas tem que ler algures que a fantasia da mulher ou do homem é isto ou aquilo. Não seria mais fácil simplesmente perguntar? Seria se a comunicação fosse algo em alta numa relação. Mas como sabemos poucos são os casais que sabem comunicar sem medos, que partilham a vida às claras. E já se sabe que muitas vezes quando a comunicação falha o resto corre sérios riscos de falhar. Mas podíamos todos experimentar para variar não era??

quarta-feira, 19 de abril de 2017

O problema da honestidade

Ser honesto não é fácil. E não falo da honestidade de pagar imposto, cumprir a lei, etc. Falo daquela honestidade que temos que ter quando falamos com alguém. E passo a explicar. Uma vez dei um presente à minha sobrinha. Ela, sendo criança e genuína como só as crianças sabem ser, disse-me que se gostasse brincava muito e se não gostasse brincava uma vez, isto antes de abrir.
 
Nós adultos passamos uma boa parte do tempo a dizer que gostamos, quando não gostamos. Tentamos ser delicados. Mas a verdade é que lucrávamos mais se fossemos honestos. Quantas vezes uma amiga não pergunta o que achamos daquela saia? E quantas vezes não dizemos que gostamos quando achamos que é horrorosa? Eu tento sempre dizer a verdade. De forma delicada. Mas admito que não é fácil. Sinto-me melhor a dizer: olha eu não gosto desse modelo e dessa cor. Mas se tu gostas e tendo em conta que tu és tu que vais vestir, se queres leva. Mas admito que é mais fácil dizer: que gira!! compra. A minha sorte é que não vou muitas vezes às compras acompanhada...
 

terça-feira, 18 de abril de 2017

Foram vocês que pediram um novo gajo para babar???

Pertencem ao grupo que acham que o mocito da planta é jeitoso mas não é giro??? Só têm como vizinhas da frente velhinhas simpáticas e por isso acham o rapaz do surf irreal?? Minhas Amigas a C&A resolveu o vosso problema!! Se quiserem desencalhar só tem de ir a uma lavandaria.
Ora vejam lá se eu não tenho razão: anuncio cliquem no vídeo: fatos para homem laváveis.
 

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Cem Anos de Solidão de Gabriel Garcia Marquez

Há uns anos atrás, alguém me dizia que só tinha conseguido atinar com este livro depois de ter feito a arvore genealógica da família Buendia. Agora que li reconheço que há uma certa dificuldade em seguir a história, tal é a repetição de nomes. Essa mesma pessoa disse-me que quem estudava genologia se apercebia que a história familiar se repetia. Não me recordo agora se era a terceira geração que repetia ou se a quarta. Mas lembro-me dela dizer-me: se uma bisavó tua era traída pelo marido é provável que tu também sejas... Se isto são influencias genéticas, karmicas ou simplesmente fruto das circunstancias da vida não sei, o que sei é que fiquei na altura com a ideia de ler este livro.
Mas teriam de passar alguns anos e a leitura do Amor em Tempos de Cólera até chegar aos Cem Anos de Solidão.
 
Este livro narra a história da família Buendia, desde o casamento de José Arcadio com Úrsula. O casal, seguido por uns quantos outros, fundam a pequena aldeia de Macondo. Isolado do mundo, sem aparecer no mapa é aqui que tudo se passa. Nascem, os filhos, os netos, bisnetos, trinetos e tetranetos de Úrsula e José Arcadio. É também uma aldeia onde o impossível acontece e onde o real se mistura com o irreal. Eu não sou fã de fantasia, mas o Gabo é tão bom a narrar e introduz estes elementos fantasiosos de forma tão suave e natural que nos faz acreditar. É aquilo a que os estudiosos chamam de realismo mágico. Eu confesso que comecei a acreditar que podia haver uma peste que dá insónias e chuva ininterrupta durante anos.
 
Já tinha ficado fascinada com prosa do Gabo no Amor em Tempos de Colera e aqui esse fascínio continuou. Contudo a história não deixa de deslumbrar até porque a família Buendia, com as suas particularidades, problemas, dificuldades conquistou-me desde o inicio. Eu gosto de livros que falam de famílias. Acho fascinante como os erros dos pais se reflectem nos filhos. Mas penso que ninguém poderia resumir melhor o livro do que o próprio Gabo, pela voz de Pilar Ternera, ela que não era da família, mas fazia parte da mesma à sua maneira:
 
Não havia nenhum mistério no coração de um Buendia que fosse impenetrável para ela, porque um século de naipes e de experiencias tinha-lhe ensinado que a história da família era uma engrenagem de repetições irreparáveis, uma roda giratória que teria seguido às voltas até à eternidade, não fosse o desgaste progressivo e irremediável do eixo.


P.S: Por uma estranha coincidência hoje passam 3 anos que Gabo faleceu.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Happy Easter



Há uns anos atrás dei um pacote de amêndoas a uma rapariga que conheci num fórum. Eu não gostava particularmente delas e decidi dar a quem gostasse mais. Quando as recebeu, ela disse-me que as tinha comido todas, só parou quando acabou o pacote. Eu, disse-lhe, em jeito de piada, que não devia ter feito aquilo que ia ficar doente. Uma pena que actualmente não saiba nada dela, era boa moça, mas era demasiado reservada para algum dia chegarmos a uma amizade...
 
Anos mais tarde, mas por alturas do Natal, fui eu a feliz destinatária de uns chocolates que alguém também não quis...
 
Estas duas histórias simbolizam aquilo que eu acredito: se dermos um dia receberemos. E é com este pensamento que gostava de desejar a todos os que leem este blogue uma boa Páscoa.
 

quinta-feira, 13 de abril de 2017

O Tempo Entre Costuras de Maria Duenas

Muitos dos meus livros têm associados pequenas historias, é o caso deste. Vi-o diversas vezes naquelas sugestões de "quem comprou este também comprou" Por algum motivo nunca me dei ao trabalho de ver o que era. Não sei porquê mas o titulo sugeria-me que seria algo sobre o que vestir.
Um dia vi o trailer da série que adapta o livro e gostei, decidi ler. Apesar de promissor no inicio acabei por não gostar.
 
Mas comecemos pelo inicio, a historia de uma simples modista que se converte em espia pareceu-me um bocado fantasiosa. Contudo em ficçao dou muito o braço a torcer e aceito historias que possam não ter grande veracidade.
E isto de uma simples modista se tornar espia até podia funcionar o problema foi o resto. Começando pelo ritmo, este era lento. Os acontecimentos davam-se naquele famoso modo: devagar, devagarinho ou parado. Estava a meio do livro e lembro-me de pensar que se calhar tinha lido mal e ela não ia ser espia pois tal ainda não tinha acontecido. O ritmo num livro é importante, um ritmo alucinado pode não deixar que o leitor absorva os acontecimentos, mas um lento faz com que perca o interesse...
 
Outro grande erro, a meu ver, foi o excesso de informação. Num livro passado num período importante da história espanhola é importante dar ao leitor algum background. Mas não é isso que acontece, as informações são tão extensas que se tornam aborrecidas. E muitas desnecessárias como quando falam a Sira das clientes que deve tentar atrair e como deve espiar.
 
Por fim Sira, a protagonista. Uma pobre modista que cai na canção do bandido. Podia ser uma personagem cativante, pela qual eu torcesse mas acabou por ser apenas uma personagem que em nada me cativou.
 
Apesar de promissor o livro acabou por não me conquistar em nenhum dos seus aspectos.

 

terça-feira, 11 de abril de 2017

A Gargalhada do Dia

Hoje recebi umas linhas para continuar a fazer o meu poncho. As linhas vinham em meadas que é preciso transformar em novelos. Pedi ajuda ao meu pai. A minha mãe entra na sala e eis o pequeno dialogo entre nós:
 
Mãe: vocês arranjaram namoro foi??
Eu: Sim, estás com ciúmes?
Mãe: Não. Antigamente era assim que as raparigas evitavam que os rapazes as abraçassem...
Eu: Mas apareciam grávidas na mesma.
Mãe: Era entre uma meada e outra
 
LLLLLOOOOOLLLLL