quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Será que nos andam a enganar??

Quase todas as vezes que ia à Zara do centro comercial perto de minha casa que via uns botins que lá estavam. Não eram algo que eu quisesse comprar mas eram giros. Quando vieram os saldos vi-os online e muito mais caros. Inicialmente achei que podiam ser outros. O que não falta são modelos parecidos. Mas na terça-feira dei um salto a essa Zara e percebi que tinha sido colocado uma nova etiqueta por cima da outra. Então a minha teoria é que sobem o preço e depois metem que fazem saldo quando na realidade não fazem. De qualquer maneira uns botins que custavam cerca de 30 euros, 60 quando inflacionaram o preço, custam agora vinte...
 
 
 

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A vida e os tutoriais de artesanato

Muitos de nós quando falamos com alguém, seja amigo íntimo seja uma mero conhecido, dizemos sempre o que achamos sobre esta ou aquela situação. Não é estar a julgar. É mais dizermos que se um dia tivermos filhos não vamos dar tudo o que quiserem. Ou dizer que numa relação deve de haver cedências de parte a parte. Eu podia continuar nos exemplos, mas penso que entendem o que eu quero dizer. A realidade é que quando se fala dizemos muita coisa que depois não fazemos. Isto acontece porque falar é fácil e fazer é difícil, além de uma série de condicionantes que a situação tem.
 
Já li ou vi diversos tutoriais de artesanato por ai. Há coisas mais difíceis de fazer e outras mais complicadas. Mas pensando nas mais simples elas parecem realmente simples de fazer. Leio, releio e depois meto mãos à obra. Não são raras as vezes que empanco e fico ali a olhar e a reler o que fazer....
Eventualmente há fumo branco e continuo, outras vezes peço ajuda ou tento pesquisar na net.
 
Há dias dei por mim a pensar nos tutoriais e nas conversas do que se fazia ou não. E pensei que a vida é mesmo assim: por muito que se pense fazer ou se ache que deve de ser desta maneira o caminho nem sempre é fácil como se pensa quando não se está lá....

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Não será um bocadito complicado???

Eu sigo diversos blogues de livros. Já o fiz por causa dos passatempos. Hoje é mais para ir sabendo das novidades de livros. Estava a agora a ver uma dessas listas quando me deparei com este livro: Parem todos os relógios de Nuno Amado. Li a sinopse e pus-me a pensar: não será um bocado complicado? Não digo em termos de leitura, digo em termos de historia. Assim de repente dá ideia que se quer escrever vários livros num só. Eu sou a favor da simplicidade, poucos personagens, nada de reviravoltas mirabolantes, etc, etc. Gosto de livros condensados. Mas parece-me que quem escreve acha que quanto mais complicado, com mais fogo de artificio e tal é que tem grandes livros...

sábado, 6 de janeiro de 2018

Summer is here??? I don't think so...

Entro eu na página da Osyho para ver os saldos e eis que me deparo com novidades de biquínis para o Verão. Eu não queria acreditar!! Estaria a ver bem?? Estaria o meu calendário errado?? Não, estava tudo certo. Mas que raio de ideia!! Quem é que compra biquínis nesta altura??? Ninguém. Ninguém não. Há sempre uns afortunados que compram pois vao para locais mais quentes. Mas entrar numa pagina e dar de caras com biquínis com este frio é um bocado demais para mim....

Se estão curiosos podem ver aqui: Osyho
 

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

O que é que a Madrigal vai ler em 2018

Gabriela, cravo e canela de Jorge Amado - vai ser a minha estreia com este escritor brasileiro.
 
 
Irmãs de Sangue & Um Fogo Eterno & Luz Efemera de Barbara & Stephanie Keating- uma trilogia que chamou a minha atenção e que agora vou ler.

Estes livros eram da lista do ano passado e como não consegui ler transitam para este ano.
 
 
A Alameda do Rei de Françoise Chanderger - há muitos anos vi a série e fiquei de olho no livro que encontrei uma vez num alfarrabista. O livro é sobre Madame de Maintenon, amante do rei Luís XIV. Quando vi a segunda temporada da série Versailles, sobre este mesmo rei, decidi que era altura de ler o livro.
 
 
O Primo Basílio de Eça de Queirós - eu devo ter sido a única pessoa que leu Os Maias e gostou. E sim li no secundário. Por mais estranho que pareça nunca mais li nada do Eça. Chegou a hora de corrigir esse erro.
 
 
Valsa Negra de Ana María Moix - eu sou uma apaixonada pela vida da Imperatriz Sissi. Por isso este livro vai ser uma óptima leitura.
 
 
Mary Reilly de Valerie Martin - O livro que reinventa a história do Dr. Jeckyll e Mr. Hyde. Gosto muito do filme a ver o que sai do livro.
 
 
Desenraizados de Erich Maria Remarque - Havia um excerto deste livro num dos meus livros da escola. Li-o diversas vezes e fiquei com vontade de ler o livro. Quando o encontrei num alfarrabista não resisti e comprei.
 
 
Tristão e Isolda, autor anónimo - Gosto muito do filme a ver o que sai do livro.
 
 
Corações Sagrados de Sarah Dunant - Este livro foi oferta quando comprei outro da autora. Não me recordo porque é que comprei esse livro. Julgo que tenha sido alguma critica em algum blogue.
 
 
A Casa dos Budas Ditosos de João Ubaldo Ribeiro - Um livro que causou polémica porque causa do conteúdo sexual explicito. Chegou mesmo a ser banidõ de grandes superfícies comerciais. Isto foi antes das Cinquenta Sombras. Vemos ver se será um caso de muito barulho por nada.
 
 
Os Miseráveis de Victor Hugo - Depois de uma série que gostei imenso e depois de um musical, cujas músicas eu me ponho a cantarolar muitas vezes, eis que chego finalmente à leitura do livro.




 

sábado, 30 de dezembro de 2017

Balanço Literário de 2017

O ano passado foi horrível a nível de leituras. Não houve nenhum que me tivesse realmente agradado e passei o ano a ir de desilusão em desilusão. Este ano foi diferente.
 
Comecei o ano a ler The Roman do Sylvain Reynard. Eu gosto muito deste autor, mas não acho que vá voltar a ler. Eu sei que o género literatura cor de rosa repete ideias, não prima pela originalidade e sobretudo tem uma cartilha pela qual se rege. Mas e há sempre um mas, uma coisa é sabermos que não estamos a ler um livro que vai se tornar um dos livros da nossa vida, outra coisa é ler algo que se parece repetir, em ideias, traços e sobretudo gestos dos personagens.
 
Passei depois ao Tempo Entre Costuras de Maria Duenas um livro com uma ideia diferente, uma modistas que se torna espia, mas que se perdeu em pormenores desinteressantes e na necessidade de explicar demasiado as coisas onde não havia necessidade disso.
 
Depois de Espanha, fui parar a uma cidade muito simpática, onde acontecem coisas do arco da velha. Estou a falar de Macondo, a cidade fictícia que saiu das mãos de Gabriel Garcia Marquez no seu Cem Anos de Solidão. Gostei muito deste e já tenho nos planos ler mais deste autor.
 
Gostei tanto da América Latina que decidi ficar por lá. Contudo o Mario Vargas Llosa trocou-me as voltas e o seu As travessura da Menina Má tinha cenário diferente. Fui com Ricardo para Paris, a Londres, a Tóquio tudo isto na perseguição do amor da sua vida, Lily.
 
Com tanta agitação achei que era proveitoso fazer uma pausa e por isso por breves instantes o meu mundo encheu-se de mimosas e poesia, quando li o No Tempo das Mimosas da minha amiga Eva Sousa.
 
Pela pena de William Nicholson fui em Busca do Verdadeiro Amor. Não o encontrei mas em troca conheci um livro muito bom que me fez pensar e que citei neste blogue várias vezes.
 
Depois de deixar o William vi-me da companhia de Jojo Meyes e de Lou e Will, os protagonistas de Viver Depois de Ti, um livro que adorei, já tinha adorado o filme.
 
Eis que chego à primeira desiluão do ano: Nós, os Dois de Andy Jones. Um livro que partia de uma ideia diferente mas que não soube explorar isso.
 
Seguiu-se uma viagem ao universo Outlander, desta vez para a quinta aventura. Uma verdadeira desilusão.
 
Tinha medo de ler o Princepezinho e não gostar, mas adorei e fiquei fascinada com a aparente simplicidade de uma historia que consegue dizer tanto.
 
Meti-me numas aventuras estranhas no Caso Jane Eyre e fui novamente para aos clássicos com a Morgadinha dos Canaviais.
 
Fiz nova pausa para ler um pouco de poesia, desta vez de Safo. Termino o ano a ler As Memórias de uma Gueixa. Mas já não há tempo para concluir.
 
a todos os que leem o blogue desejo um bom ano.



 

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

A Morgadinha dos Canaviais de Júlio Dinis

Uma vez dissera-me que o Júlio Dinis era parecido com a  Jane Austen. Agora que já li posso dizer que há alguma semelhança mas acho que a Jane Austen ganha. O nosso Júlio critica a sociedade tal uma a Jane faz, falta-lhe, contudo, uma maior ironia e sentido de humor que a Jane tem e eu adoro.
 
O livro começa com a viagem de Henrique Souselas até uma aldeia do Minho onde vive uma tia. Quando lá chega dá-se o inevitável choque da cidade com o campo. Henrique depressa esquece as moléstias que o tinham lá levado ao conhecer Madalena, a Morgadinha dos Canaviais.
 
Depois de alguns atritos, desventuras e afins lá chegamos ao tão desejado happy ending.
 
Eu achei este livro delicioso, mas sou suspeita pois gosto de clássicos e são raros os que não gosto. Apesar da simplicidade da trama, Júlio Dinis é um escritor que sabe escrever, tem bons diálogos e aqui e ali dá umas frases que apetece citar. Foi a minha estreia com ele e será certamente um autor ao qual voltarei um dia.