sexta-feira, 10 de maio de 2019

A Feira das Vaidades de William Thackery

Há uns anos atrás vi uma adaptação para cinema deste livro. Lembro-me de na altura gostar, mas não ter ficado particularmente ansiosa para ler o livro. Mais recentemente vi uma adaptação feita para televisão e lembrei-me que tinha este livro para ler. Coloquei-o na pilha de livros a ler este ano.
 
Em geral, os livros são melhores que os filmes ou séries. O motivo não são adaptações mal feitas, mas o facto de ser difícil de fazer justiça à história. Neste caso concreto, a escrita de William Thackery é deliciosa, muito irónica e com bastante humor, o autor dá-nos um fresco da sociedade do seu tempo. Em muitos aspectos, a sociedade é ainda igual. E isso é assustador e ao mesmo tempo fascinante.
 
No centro da história, estão Becky e Emmy, duas jovens muito diferentes entre si. Emmy é um poço de bondade e Becky um poço de egoísmo. Becky é uma jovem, sem berço, fortuna ou relações importantes e Emmy o oposto.
Muitas das acções de Becky são reprováveis, ou melhor todas as suas acções. Num mundo complicado e cheio de preconceitos para quem nada tem, ela tem que fazer o seu próprio caminho.
 
Thackery definiu que este era um romance sem herói, no sentido que não havia protagonista, mas no sentido mais literal talvez ele quisesse dizer que não havia um herói, alguém bonzinho. Não é possível gostar de Becky, mas seríamos nós imunes ao seu charme se ela cruzasse o nosso caminho???
 
Este é sem dúvida um grande clássico. Esta edição que tenho é da book.it. Em certos pontos pareceu-me que não estava bem traduzido e tinha imensas gralhas. Tenho pena que não estejam publicados mais livros deste escritor. Quem sabe a Relógio de Água colmata essa falha???

 

sábado, 4 de maio de 2019

Notas sobre o mundo dos livros

O "prefácio" da última edição da revista Ler começa por dizer que 33% dos americanos que terminaram o ensino secundário nunca mais leram nada. Os números continuam e não são nada simpáticos. Por alturas do dia do livro as estatísticas diziam que as vendas de livro têm caído muito.
 
A verdade é que os hábitos de leitura dos portugueses nunca foram grande coisa, mas também é verdade que os livros são caros. A realidade é que o cerne da questão é outro. O dinheiro é apenas uma desculpa, há uma grande mercado de alfarrabistas, há bibliotecas, há cabines de leitura...
O facto é que a maioria das pessoas não gosta de ler, nunca leu nada para além dos livros de escola.
A realidade é que ler não se vê. E digo isto porque se olharmos para alguém não sabemos se lê ou não. Mas se olharmos para a roupa, podemos assumir que ganha bem pois pode vestir marcas. Não é diferente de quando vemos alguém numa selfie, num qualquer destino europeu. São tudo coisas que se veem e os livros e já agora a cultura não se vê.
 
Eu sempre achei as desculpas do dinheiro e a maravilhosa falta de tempo, justificações próprias de quem não quer ler... Resta-nos, o consolo que vai havendo quem leia, quem comece pelas E.L. James deste mundo e termine em algo mais profundo. E se não terminar o facto de alimentar a máquina dos livros, dando às editoras dinheiro, estas vão sempre publicando umas coisinhas boas para se ler....  

quarta-feira, 1 de maio de 2019

O que ando a ler

A Feira das Vaidades de William Thackeray - continuo na Feira das Vaidades e cada vez mais encantada por esta história.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

O que ando a ler

A Feira das Vaidades de William Thackeray - um grande clássico da literatura inglesa que estou a gostar muito de ler.

terça-feira, 19 de março de 2019

O Último Rei da Escócia de Giles Foden

Em 2006 vi a adaptação deste livro para cinema. Se isso não tivesse acontecido e visse o livro num qualquer escaparate ia achar que estava perante um romance histórico. Um qualquer livro sobre o último homem a reinar sobre a Escócia, algures num século distante. Tal não podia estar mais errado.
Na realidade a única relação que o livro tem com a Escócia é o personagem principal, Nicholas Garrigan, um médico que abandona a sua Escócia Natal para ir trabalhar no Uganda.
Através deste personagem fictício ficamos a conhecer o dia-a-dia dos Ugandeses, da sua realidade, das suas lutas, mas principalmente Idi Amim, líder do país durante a década de 70. 
Mas então porque é que este livro se chama assim? Bem era assim que Idi Amim se autointitulava.
 
O livro não é aquilo que normalmente se chama de "biografia romanceada" é mais um livro que convida a reflectir sobre os ditadores, as ditaduras, a pobreza dos povos africanos, a escassez de recursos financeiros, a politica.... Realidades que continuam tão actuais agora como nos anos 70...
 

sexta-feira, 1 de março de 2019

O que ando a ler

O Último Rei da Escócia de Giles Foden - um excelente livro sobre a história recente do Uganda.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

O Miniaturista de Jessie Burton

O livro começa com o casamento de Nella e Johannes, um casamento sem amor e de pura conveniência, não seria de esperar outra coisa pois estamos em Amesterdão no séc, XVI. Nella tem dificuldades em se habituar à sua nova vida: encontra em Marin, a cunhada, uma pessoa fria e distante, o marido não lhe liga, os criados são estranhos...
Como prenda de casamento Nella recebe uma casa de bonecas. Nella decide fazer da sua casinha o verdadeiro lar que não encontra na vida real e começa a comprar peças. Estas peças, feitas pela famosa Miniaturista, que dá o nome ao livro, são assustadoramente reais e parecem conter presságios. 
Percebe-se pela leitura que Jessie Burton fez o trabalho de casa mas falhou no desenvolvimento da ideia. Eu até tive curiosidade por saber quem era a pessoa que enviava as miniaturas, mas a revelação final não me convenceu. Além disso achei a personagem principal muito sem sal, preferia um livro sobre Marin...