Desde ontem à noite que o blogger tem estado marado tanto que o post do dia 11 de Maio, sobre o livro Um dia, desapareceu e também o que estava agendado para ontem. Consegui recuperá-los, mas os comentários não. Embora, não seja culpa minha, peço desculpa a quem comentou.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
The Only One Available
se sou uma pessoa que lê, sou também uma que às vezes se põe a pensar naquilo que leu, mas não de uma forma global, e sim focando-me em certos detalhes. Talvez seja estranho, mas eu gosto de dissecar as coisas.
Pensando em Jane Eyre, por exemplo, a Jane apaixona-se pelo Rochester, mas se houvesse outro por perto isso seria assim? A Jane é a preceptora e passa grande parte do seu tempo em casa, não tem amigos e os criados de Thornfield não serão certamente pessoas que a atraíssem. Eu pesquisei e naquela altura a grande maioria deles nem sabia ler, e sendo uma preceptora ela estava acima deles. Então há o dono da casa, o Rochester e ela apaixona-se. Mas seria assim se houvesse outro homem na casa, alguém mais igual a ela?
Claro que isto não tira mérito ao livro e continuo a adorá-lo, mas é algo que não consigo deixar de pensar.
Outro exemplo, o filme a Lagoa Azul, se não estivessem apenas eles os dois na ilha teriam Emmeline e Richard se apaixonado ou é o facto de estarem sozinhos e sem mais ninguém que fomenta este amor?
No fundo e o que eu questiono com este exemplos é se na vida real também nós não nos apaixonamos por aqueles que parecem ser os únicos disponíveis e não por outro qualquer. Como se uma série de factores condicionassem a nossa escolha, ainda que ela seja irracional.
Se duas pessoas, sem qualquer tipo de relação e que não estivessem interessadas em ninguém fossem para um ilha deserta, apaixonar-se-iam? Será o convívio a melhor forma de fazer nascer o amor? Ou basta conhecermos alguém que o amor nasce?
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Tenho seguido o filme One Day através do facebook, é uma forma de me manter atualizada em relação ao filme. :)
Desde a semana passada que decidiram dizer o que ia acontecendo no mundo no dia 15 de Julho, começaram em 1988, o inicio da estória. Nessa altura o número um, no cinema na América, era aquele filme do Eddie Murphy, Um Principe na América, ontem revelam que em 1992, nesse dia estreou a terceira temporada da série Beverly Hills 90210. Bolas! Eu via a série!! Eu perdi a conta ao número de vezes que vi o filme e das gargalhadas que dei com aquilo. Com isto tudo começo a sentir-me velha e começo achar que talvez seja boa ideia deixar de seguir o filme!!! Infelizmente a idade não perdoa, vá lá que ao menos sou mais madura e todo esse blá blá que impingem para nos fazerem sentir melhor. :)
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Um dia - David Nicholls
Sipnose:
Podemos viver toda uma vida sem nos apercebermos de que aquilo que procuramos está mesmo à nossa frente.
15 de Julho de 1988. Emma e Dexter conhecem-se na noite em que acabam o curso. No dia seguinte, terão de seguir caminhos diferentes. Onde estarão daqui a um ano? E no ano depois desse? E em todos os anos que se seguirão? Vinte anos, duas pessoas, um DIA.
Tenho uma certa desconfiança em relação aos livros à volta dos quais se faz muito hype, já agora também de séries e filmes. Na grande maioria das vezes chego a passar ao lado deles, desconfio, afinal fazem um alarido como se aquilo fosse a última coca-cola do deserto e quando chego à parte de ver ou ler percebo que mais uma vez a máquina do Marketing consegue criar a ilusão de que estamos, de facto, perante a última coca-cola do deserto, quando na realidade não estamos.
Foi a sipnose do livro que me cativou e ditou que o comprasse, há um ano, mais coisa menos coisa. A notícia do filme, que estreará em Julho nos USA e sabe-se lá quando por cá, fez-me avançar para a leitura.
Por questões práticas divido os escritores em duas categorias, os que sabem escrever, isto é, que nos deleitam a cada palavra como se estivessemos perante um poema e aqueles que sabem contar uma estória, quem combina as duas coisas é um pequeno génio.
David Nicholls está longe de ser um génio, mas é claramente alguém que sabe contar uma estória, nota-se na sua escrita a experiência como guionista de televisão. A forma como ele nos conta a estória de Emma e Dexter, é peculiar, pensava eu antes de ler que no dia em que fazia um ano, dois, três, etc de se conhecerem Emma e Dexter se encontrariam e falariam da vida, do que acontecera no dia em que se conheceram, mas não o livro narra aquilo que lhes acontecesse nesse dia desse ano, informando de forma umas vezes mais minuciosa outras menos, o que se passou na vida deles.
O livro é uma leitura interessante, que em determinados pontos faz pensar, em alguns torna-se óbvio demais, mas as referencias a livros, a músicas que ouvimos, as personalidades de Emma e Dexter, o ouvirmos um e outro pensarem como se fossemos nós, porque já vimos aquele filme e facilmente nos identificamos, fazem deste livro, uma excelente leitura, principalmente se for um interlúdio, entre livros mais pesados.
E enquanto escrevo esta pequena review, reparo na data de hoje, 11 de Maio, um dia que há alguns anos marcou a minha vida. Acreditem não foi de planeado, apenas aconteceu. A ficção imita a vida, não é verdade? :)
terça-feira, 10 de maio de 2011
Private Post
Mas porque é que toda a gente tem privates posts e eu não?? Mas PORQUÊ? PORQUÊ??? Ora bolas, não tenho nada de privado que possa escrever aqui e fazer um desses posts!! oh meu Deus mas porque é que nem nestas coisas simples eu consigo encaixar!! Vou ali cortar os pulsos e já venho!! Pensando melhor, tomo antes comprimidos, é que cortar os pulsos faz muito sangue e depois ainda tenho de ser eu a limpar!!
( pequena crítica aos famosos private posts que inundam a blogosfera, se são private, não se põem no blogue onde toda a gente lê. :))
( pequena crítica aos famosos private posts que inundam a blogosfera, se são private, não se põem no blogue onde toda a gente lê. :))
segunda-feira, 9 de maio de 2011
O melhor conselho que vos posso oferecer é pensarem duas vezes antes de beberem café de uma máquina. Para ver aqui
domingo, 8 de maio de 2011
ouvi num programa de humor: a oposição acusou o Primeiro Ministro de ter duas caras. O mais engraçado nem é a piada é que isto foi na RTP Memória, num programa do Herman José, mais precisamente o Hermanias de 1984. E pensam alguns que algumas piadas perdem a piada por serem critica à atualidade, noutros países talvez, mas em Portugal onde as coisas se vão mantendo iguais nunca deixam de ter piada. Daqui por vinte anos, os nossos filhos irão rir como nós nos rimos com as reposições do Gato Fedorento e Os Contemporâneos.
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