quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Aos senhores do Studio Canal

Meus caríssimos senhores do Studio Canal,

vocês não me conhecem e eu também não vos conheço, mas tenho a vos dizer que sou co-autora de um blogue dedicado a Jane Austen. Ora este mês estamos a falar do livro Persuasão, estando eu encarregue de falar do Mr. Elliot e do Capitão Wentworth,tive uma ideia para juntar os dois. Ora, no livro, estes dois cavalheiros querem casar com a mesma mulher. Como seria se eles se debatessem num duelo ou usando linguagem mais coloquial andassem à pancada? Pois, não existe uma cena assim, mas existe algo assim naquele filme chamado o Diário de Bridget Jones, aliás em ambos os filmes o Darcy e o Cleaver lutam. Ora lembrei-me eu que seria engraçado colocar essa cena e simular uma luta entre os ditos personagens. Só que no YouTube, vocês, meus caros senhores do Studio Canal, bloquearam o conteúdo por causa dos direitos autorais, meus queridos eu comprei o dvd, eu paguei por ele e agora ao mostrar a cena, quem sabe se outros não teriam interesse em ver o filme, em comprar o dvd? Assim, como amuei, que eu também tenho direito a essas coisas mais infantis, não vou fazer post porra nenhuma e quero-vos dizer que metam os direitos autorais pela garganta abaixo, não não quero que ponham naquele outro sitio, dizer isso é de muito baixo nível e a minha mãe educou-me para ser uma senhora e não uma peixeira do Bolhão com todo o respeito que essas senhoras merecem.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Saldos 2

Agora parece-me que está na moda não gostar dos saldos, pois... dizem que as lojas parecem feiras, que a roupa anda toda espalhada, que as mulheres parecem histéricas, que a roupa devia estar organizada como quando não há saldos. 
Eu quando vou a uma loja em época de saldos, nunca vi mulheres histéricas, com muitas peças de roupa, com amigas ou namorados já, nem nunca vi ninguém à pancada por uma peça. Se a roupa não está muito arrumada, muitas vezes a culpa é das pessoas que desarrumam, eu para tirar a camisola do fundo geralmente tiro todas, delicadamente, vou espreitando os tamanhos e quando encontro o meu ponho tudo na pilha outravez. Se pego numa peça que está dobrada, e desdobro para ver melhor, pois com certeza que volto a dobrar, pode não ficar tão bem como estava que não fica, mas não fica lá em cima ao monte, se tiver sacos na mão aí às vezes faço-me de esquecida e ando para a frente. Quanto à disposição da roupa é melhor estarem todas as calças juntas, todas as blusas, etc, quem quer comprar umas calças tem sempre vantagens de as ver a todas, fora da época de saldos, há que ver a loja toda para ver todas as calças.
Mas pronto deve de ser chique não gostar de saldos, eu como sou uma simplória gosto, não adoro, mas tento sempre aproveitar para comprar coisas que estarão mais baratas e claro que me façam falta.  

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

acho piada quando as pessoas no inicio do ano começam a falar do feriados e dizem pérolas como: este ano o Corpo de Deus é uma quinta. Depois sorriem pela possibilidade de haver fim de semana prolongado. Para essas pessoas tenho a informar que este feriado é sempre nesse dia da semana. Agora, não me perguntem o motivo, mas sempre foi às quintas-feiras.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Para os homens que me lêem

Este post é dirigido aos homens que me lêem e que comentam o meu blogue de forma bastante assídua. :) Poderá haver outros mas como só estes comentam, só estes conheço e a bem da verdade o blogue é pouco visitado, mas isso agora não interessa .
O que eu quero não é nada de muito importante e é até simples. Como sabem sou colaboradora de um blogue dedicado a Jane Austen, uma das minhas colegas falou no fato de só mulheres comentarem e também só mulheres participarem no blogue, perguntando se ela apenas apelaria ao sexo feminino.
A minha pergunta para vocês homens é: já algum dia leram ( sim parece-me que são bons leitores :)) um livro da Jane Austen? Se não leram, já ouviram falar dela?
Se a estas respostas responderam de forma positiva, o que pensam sobre ela? Se responderam de forma negativa, gostariam de ler? Estariam dispostos a aceitar o desafio de ler e depois comentar sobre o assunto nos respectivos blogues?
Há tantos desafios parvos por essa blogosfera fora que este seria um com um bocado de acrescento. Se quiserem digam alguma coisa. :) E se não quiserem amigos na mesma. :)

domingo, 9 de janeiro de 2011

Dúvidas Existenciais 2

Às vezes tropeço em blogues mais cor de rosa daqueles que dizem que receberam isto e aquilo pelos anos ou pelo Natal. Uma coisa que eu noto é que as fotos quase nunca são de máquina ou seja as pessoas dão-se ao trabalho de procurar nas lojas online os artigos que receberam. Tudo bem que as fotografias até podem não ficar grande coisa, mas só o tempo que se perde a procurar as coisas deve de ser muito digo eu. E é tão fácil passar as fotografias da máquina para o PC que até uma criança consegue fazê-lo. Mas por outro lado serei muito castigada pelos poderes divinos se confessar que acho que se calhar as fotografias são das lojas online porque as coisas não existem fisicamente em casa das pessoas??

sábado, 8 de janeiro de 2011

Tarifários

desde que tenho telemóvel que sempre tive daqueles tarifários com carregamentos obrigatórios. Mas quase nunca gastei o dinheiro todo que carregava, e com o passar do tempo fui acumulando dinheiro. Vai daí e cansada de andar sempre a carregar quando ainda tinha dinheiro decidi aderir a outro tarifário sem carregamentos obrigatórios. Aderi a um que me pareceu o melhor, 1500 sms's grátis por semana ( embora nunca irei gastar nem metade da metade da metade disso), chamadas mais baratas para a Vodafone e ainda mais baratas depois do primeiro minuto, mais barato do que o tarifário que tinha para as outras redes.
Só vantagens, pensei eu. Mas pensei errado porque ontem recebo uma sms a dizer que se não recarregar passo a pagar as sms e a pagar as chamadas para a Vodafone ao preço das outras redes, mas afinal qual é a parte de SEM carregamentos obrigatórios que eu não percebi?? é que querem que continue a dar-lhe dinheiro só para continuar a ter mais barato. Mas não vou carregar antes prefiro pagar a estar encher-lhes os cofres...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

a melhor informação deste país

há uns anos era eu voluntária numa instituição. Um dia a pessoa que mandava lá dentro estava bastante indignada. Diz-me ela: Madrigal, aqui em Portugal não há jornalismo de investigação. Porque se houvesse este tipo de noticias não existiam. Deu-me então para a mão ou melhor mostrou-me uma reportagem numa revista daquelas mais cor de rosa que falava de uma das pessoas que era cliente da dita instituição e tinha a felicidade ou infelicidade de ser pai de um concorrente daqueles reality shows muito em moda na altura.
A revista dizia que o nosso cliente era um monstro, batia na mulher, nos filhos, na sogra e não esquecendo o cão e o gato. E a responsável pela instituição insistia: oh Madrigal, ele não faz mal a ninguém, elas é que foram más para ele e agora vem aqui isto na revista.
Na altura dei um desconto, afinal as revistas de mexericos vivem do escândalo e se for para dizer que seja mal e se pintarem o diabo, já se sabem que vendem mais.
Há dias a Sic falou de um grupo de romenos que viviam em condições miseráveis às portas da cidade de Lisboa. Uma instituição de ajuda humanitária viu a reportagem e logo tentou ajudar. Conclusão da estória: os romenos voltaram para a sua terra.
Agora, vêm com outro grupo que vive ali perto da VCI aqui no Porto, a mesma miséria, a mesma estória. O senhor que ajudou os outros foi à embaixada e lá disseram-lhe que os romenos vinham para cá para pedir e aconselhavam mesmo as pessoas a não lhes dar dinheiro. dizem na reportagem que o grupo está cá há dois meses. Só que da mesma maneira que não ouve jornalismo de investigação na reportagem da dita revista cor de rosa, também aqui não houve. Os romenos não estão cá há dois meses, estão há mais e como diz a embaixada do pais deles, o objectivo não é trabalhar.
Eu quando ia para a minha formação via-os muitas vezes no metro num grupo, entravam em Campanhã, às 8 horas e iam saindo, na Casa da Música ( Boavista), nas Sete Bicas ( Matosinhos) e por fim no centro da Maia. Se houvesse jornalismo de investigação viam isso e que existe uma organização, aliás o ir de metro revela isso, sabem que podem entrar e a probabilidade de fazerem a viagem de graça é maior que num autocarro, onde o motorista se vê que não passam o bilhete ou passe, à vezes chama a atenção. 
É claro que eu tenho pena que pessoas vivam em condições degradantes, mas também é preciso separar o trigo do joio e dar aos telespectadores uma visão ampla do caso e não só a desgraça. Senhores jornalistas, façam melhor o vosso trabalho.