sexta-feira, 1 de maio de 2020

Outlander - Um Sopro de Neve e Cinzas de Diana Gabaldon - é o sexto volume da série Outlander. Dividido em dois livros são cerca de 1500 páginas ao todo. Não gostei muito do quinto volume da série, mas deste estou a gostar. Desta vez os acontecimentos são mais inesperados e trazem mais emoção.

sábado, 11 de abril de 2020

Atlas das Nuvens de David Mitchell

Este livro é um dos mais peculiares que li. Começa logo pela estrutura. Está dividido em 6 histórias passadas em tempos muito diferentes, escritas de formas diferentes: diário de viagem/pessoal, cartas, narração na primeira pessoa, narração na terceira pessoa e entrevista. O que têm em comum? A ideia que o livro passa e que é confirmada pelo autor é que as várias personagens são a mesma ou seja a mesma alma que reincarna diversas vezes e nas suas vidas tem que enfrentar diversos desafios. Mas quem não acreditar em reincarnação pode ver aqui uma historia que se repete ao longo dos tempos. Afinal a maldade, a bondade, a ambição, a cobiça, o amor parecem perdurar e fazer o ser humano agir.
 
Este livro é um dos melhores que já li. Está cheio de passagens que me fizeram pensar, de momentos em que não se pode deixar de ler. Já tinha gostado muito do filme mas adorei o livro de uma forma que só penso que um dia vou ter que reler.
 

quarta-feira, 1 de abril de 2020

segunda-feira, 16 de março de 2020

A Rídicula Ideia de Não Voltar a Ver-te de Rosa Montero

Este livro podia ser simplesmente uma biografia romanceada de Marie Curie, mas não é. Dito assim dá ideia que o livro é mau ou péssimo, mas não é.
Rosa Montero leu o diário que Marie Curie escreveu após a morte do marido Pierre. Muitas vezes acontece que nos identificamos com aquilo que alguém escreve foi o que aconteceu à autora. Rosa Mantero conhecia bem a dor de Marie pois também ela tinha perdido o marido recentemente.
Ao longo das páginas deste livro mergulhamos na vida de Marie Curie e na pessoa extraordinária que foi. Rosa Montero podia ter escrito uma biografia romanceada mas ao escrever como escreveu sobre Marie deu-nos muito mais que isso. Deu-nos a sua visão sobre Marie, sobre assuntos pertinentes e também fala de si. Foi o primeiro livro que li desta autora e a vontade de ir a correr à livraria para comprar o resto da obra é enorme.

sábado, 7 de março de 2020

Rosa Brava de José Manuel Saraiva

Nos últimos anos as livrarias portuguesas têm-se enchido de livros sobre as nossas rainhas. Da minha parte sinto-me em falta para com esses livros. Acho que têm muito mérito escrever sobre mulheres, afinal durante muitos séculos foi lhes dada pouca importância.
 
Este livro que me acompanhou nas últimas semanas fala precisamente de uma dessas rainhas, Leonor Teles de Menezes. Como já referi aqui sou uma apaixonada pelo história de Inês de Castro. Leonor Teles nunca conheceu Inês de Castro, mas casou-se com o filho de D. Pedro, D. Fernando. E foi essa a minha motivação para ler o livro.
 
José Manuel Saraiva faz-nos mergulhar no reinado de D. Fernando, nas suas eternas guerras a Castela, na politica da época. E no centro de tudo está Leonor Teles de Menezes, mal amada pelo povo, bela e ambiciosa. Um retrato interessante e de certa forma fascinante. Mesmo aqueles que não gostam muito de história irão gostar do livro pois os momentos históricos são descritos de forma sucinta e o autor tem uma escrita muito fluida.
 
Fica pois a vontade de ler outro livro deste autor sobre outra rainha mal-amada: Carlota Joaquina
 

domingo, 1 de março de 2020

O que ando a ler

Rosa Brava de José Manuel Saraiva - uma biografia sobre Leonor Teles de Menezes, uma das nossas mais mal-amadas rainhas.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Wolf Hall de Hilary Mantel

Henrique VIII marcou a história da Inglaterra ao separar-se da Igreja Católica, a sua história, as suas lutas e o leque de esposas são por demais conhecidas.
O impacto da separação da Igreja é grande. E isso tornou-o personagem principal em diversos livros, filmes e séries de Tv.
A diferença entre todos esses livros e este é que aqui Henrique VIII é uma personagem secundária. O papel principal cabe a Thomas Crowmell. Talvez já tenham ouvido falar dele, talvez o nome vos soe familiar das diversas séries e filmes.
Thomas Crowmell era secretário de Wolsey, o Primeiro Ministro de Henrique VIII. Após a sua queda, Crowmell começa a subir e chega ele próprio ao lugar de Primeiro Ministro.
O percurso de Crowmell é invulgar, filho de um simples ferreiro, consegue estudar e tornar-se advogado. A sua subida até o cargo de primeiro-ministro é lenta demorada e é essa parte da sua vida que acompanhamos neste livro. A história continua no Livro Negro e num terceiro livro que sairá este ano.
Gostei muito deste livro, gostei de Crowmell que não me pareceu ser uma pessoa sem escrúpulos, como tanta vez acontece neste tipo de histórias. Também gostei da escrita de Hilary Mantel que me pareceu muito subtil e delicada. Será certamente um prazer voltar à corte de Henrique VIII pela mão dela quando ler O Livro Negro.
 
P.S: Na altura não existia o termo/cargo Primeiro Ministro, mas sim Lord Chanceler, que era o equivalente.