quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Destralhar livros

O ideal seria que um livro fosse lido logo que é comprado ou no máximo nas semanas seguintes. Mas isso é uma utopia e raramente acontece...
Assim todos os amantes de livros acumulam livros! Eu não sou a excepção. Já tive mais disponibilidade financeira para comprar livros e nessas alturas comprava muito. Houve fases de excelentes promoções e eu aproveitava e acumulava. Actualmente compro menos.
 Este ano comprei seis livros. E ainda não tenho previsões de ler nenhum. Dois estavam com 50% de desconto, outros dois eram dois volumes e não quis ficar um sem o outro e um desses foi comprado com um cheque oferta. Outros dois foi para aproveitar o vale de aniversario da Bertrand. Até ao fim do ano, comprarei, se correr bem, o sexto volume da saga Outlander.
 
Ontem estive a ver um vídeo sobre a acumulação de livros, a pessoa que fez o vídeo dizia que tinha andado a dar uma volta às estantes e tinha decidido desfazer-se dos livros que não tinha lido. A verdade é que muitos livros ficam anos na estante mas para mim não faz sentido dá-los ou vendê-los sem os ler. Concordo que ler certos livros faz mais sentido na altura que são comprados e que depois o interesse até pode passar. Quem nunca comprou um determinado livro só porque sim que atire a primeira pedra.
 
Mas ao deitar fora um livro que se comprou porque sim podemos estar a deitar fora um excelente livro. Não diria isso de todos os livros que já li. Mas diria isso de uma boa parte. Se não tivesse lido possivelmente não iria voltar a comprar e talvez nunca ia ler e quem perdia era eu.
 
Não critico quem faça isso mas para mim não faz sentido....


 

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

O que ando a ler

Os Miseráveis de Victor Hugo - um clássico que há muito queria ler. Contudo não me está a entusiasmar....

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Ignorância

Aos que não sabem, ensinai-lhes o mais que puderdes; a sociedade é a única culpada poe não ministrar a instrução gratuita; é a única responsável pelas trevas que produz. O pecado comete-se no meio da escuridão que envolve as almas. E de quem é a culpa? A culpa não é do que pecou, mas de quem fez a sombra.
 
 
Os Miseráveis de Victor Hugo

domingo, 23 de setembro de 2018

A Casa dos Budas Ditosos de João Ubaldo Ribeiro

Quando foi publicado por cá o livro deu que falar. O motivo?? O livro foi retirado de venda por uma cadeia de supermercados por causa do seu conteúdo sexual explicito.
Lembro-me de na altura comprar atraída pela polémica. Há algo em mim que gosta sempre de ver se as polémicas se justificam ou não.
 
O livro é narrado na primeira pessoa e isso cria uma grande intimidade com o leitor. Neste tipo de livros quase ouvimos quem escreve a falar, ainda mais porque o livro não perde tempo com diálogos ou grandes divisões de capítulos.
Quanto à historia em si é um relato, apresentado como verídico, sobre uma mulher que viveu muitas aventuras amorosas. O livro oferece algumas reflexões sobre o sexo, o amor, a sociedade, a vida... mas tirando isso não tem mais que as aventuras libertinas de uma mulher. Não diria que é obrigatório ler mas também não diria que é dispensável. É um daqueles livros que se lerem até podem gostar mas se não lerem não perdem muito.

 

sábado, 15 de setembro de 2018

Corações Sagrados de Sarah Dunant

Este livro veio-me parar às mãos quando comprei outro da autora. Apesar de não ser uma primeira escolha a sinopse era interessante.
 
O convento era o local onde muitas mulheres terminavam a sua vida. E nesse aspecto o livro é exímio pois oferece um grande fresco sobre a vida num convento da Renascença Italiana. Nota-se que a autora fez uma grande pesquisa, contudo, a meu ver, falhou no resto. E digo isto porque a história não me cativou. Temos Serafina, a nova noviça, temos outras freiras. Mas temos uma história?? Não acho.... Temos apenas a Serafina que chega rebelde e não se adapta, temos direções inesperadas e um emaranhado que nunca faz grande sentido.
 
Eu diria que o livro vale mais como documento histórico do que como livro de ficção....

 

sábado, 1 de setembro de 2018

O que ando a ler

Corações Sagrados de Sarah Dunant - a vida num convento italiano no séc. XVI, até agora não estou a achar nada de especial....

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Tristão e Isolda

Como leitora tenho um soft spot por lendas, para mim são o inicio da literatura. Conheci esta lenda através do filme de 2006 com James Franco e Sophia Myles.
 
Tristão e Isolda é uma lenda famosa, tão famosa que chegou até a Portugal, D. Dinis falou dela, há ecos dela por toda a Europa Medieval. Wagner fez dela uma ópera. Mas o que tem de especial esta história? É uma história de amor intenso, de um grande amor que tudo ultrapassa e há um grande recheio de aventuras...
 
Confesso que fiquei muitas vezes encantada com a história apesar de a conhecer, embora haja diferenças entre o filme e o livro. Penso que isto acontece porque há uma certa intemporalidade naquilo que é escrito. Quem nunca amou? Quem nunca se viu traído? Vítima de injustiças? Ou separado de quem ama??
Uma historia muitas vezes contada também pode ser encantadora e esta é.