segunda-feira, 16 de setembro de 2019

The Help by Kathryn Stockett

Quando vi a versão cinematográfica deste livro não fiquei com especial vontade de ler o livro. Gostei do que vi, mas não me pareceu que ler o livro trouxesse mais para mim. Acontece-me muitas vezes ver o filme ou serie e querer mergulhar naquele universo de forma mais profunda, outras vezes não me apetece...
Mas o destino, se assim acreditarem, quis que eu lesse este livro e talvez me tenha feito questionar até que ponto ler ou não um livro com base em ter visto o filme é válido ou não.
 
Este livro veio-me parar às mãos através de uma colega. Esta colega é voluntária num banco de livros escolares, onde alguma alma caridosa, entregou  diversos livros em inglês. Esta minha colega não lê em inglês e deu-me os livros.
 
Ler este livro é mergulhar num mundo à parte, e quando digo à parte digo-o da mesma forma que tivesse mergulhado num livro de fantasia. Uso a fantasia como podia ter usado a ficção cientifica. Acho que quando não se é americano, sulista ou algo assim este mundo é mesmo à parte. Acontece que depois da Guerra Civil em 1865, os Estados Unidos segregaram a sociedade, pondo os brancos para um lado e os negros para o outro. Esta separação existia um pouco por todo o país mas era mais evidente e marcante no Sul, onde durante muito tempo os negros tinham sido escravos. Com a abolição da escravatura pouco mudou, apenas recebiam um salário, mas o resto era igual ou quase.
 
A separação começou após a guerra e só terminou muito tempo depois. Durante muito tempo o estado de coisas não era questionado, mas em décadas depois da Segunda Grande Guerra, as pessoas começaram a falar em direitos e a querer mudar as coisas.
 
Este livro começa em 1962, e tem como principais personagens Aibeleen, Minny e Skeeter. Aibeleen e Minny são duas criadas negras. O normal era as mulheres trabalharem como criadas e os homens nas fábricas e assim. Skeeter é branca e tem a ideia de escrever um livro sobre a vida destas mulheres. Escrito a 3 vozes e muito bem escrito, o livro é um convite à reflexão sobre um tempo que já não existe mas que marcou profundamente a sociedade....

 

domingo, 1 de setembro de 2019

O que ando a ler

The Help by Kathryn Stockett - apesar do filme não me ter entusiasmado por aí além, estou a gostar muito deste livro.

sábado, 24 de agosto de 2019

O Segredo de Ana Plácido de Teresa Bernardino

Ana Plácido é conhecida por ter sido amante e mais tarde esposa de Camilo Castelo Branco. Terá sido, possivelmente, o grande amor da vida dele. Este livro é um convite a mergulhar na pessoa que Ana Plácido terá sido.
O livro é escrito sobre o ponto de vista do filho Jorge, o filho que era louco. Não é aquele típico livro de biografia romanceada em que começa pelo nascimento ou algum acontecimento importante na vida da pessoa. Teresa Bernadino escreve a história como se fosse um policial. Quem era Ana Plácido?  O que pensou ou terá sentido em determinados momentos da sua vida? Como era viver com um homem com a personalidade difícil de Camilo Castelo Branco?
Escrever uma biografia assim é arriscado mas o resultado é excelente. Não só porque Teresa fez um rigorosa pesquisa mas também porque tem uma escrita maravilhosa. Dá vontade de correr para a biblioteca de descobrir os livros de Camilo Castelo Branco e também alguns que Ana Plácido escreveu...

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

quem é o réu?

O réu é para a sociedade alguém que não merece respeito a partir do momento que nessa qualidade é tratado. Nunca se põe a questão de saber o que suscitou ou obrigou a determinado acto ou o grau da sua responsabilidade. Só interessa torná-lo um símbolo vivo da culpa ou do sentimento do mal que a natureza humano encerra.


O Segredo de Ana Plácido de Teresa Bernardino  

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Filhos

Um filho não chega para manter um matrimónio onde o amor não tem morada. Um filho é uma exterioridade conforme às leis da natureza, com as quais o amor nem sempre coincide. Pode até ser uma fuga, se a comunhão não existe, se o matrimónio é uma frustração; se os pais não se amam, separa-os ainda mais, porque ele é um outro ser a quem nos vamos prender, na busca de algo mais pleno, como se fosse a nossa própria eternidade.


O Segredo de Ana Plácido de Teresa Bernardino
 

domingo, 11 de agosto de 2019

A Casa das Sete Mulheres de Leticia Wierzchwski

Conheci este livro através da adaptação para série feita pela TV Globo, em 2003. Na altura em que passou cá pela primeira vez apanhei a história a meio, no entanto fiquei encantada. Voltei a rever mais tarde mas confesso que nessa altura não achei tanta piada à história.
Foi por isso, com algum receio, que coloquei o livro na minha pilha de livros a ler.
Felizmente os meus receios de não gostar foram infundados. A Letícia Wierzchwski  tem uma escrita envolvente que nos absorve e nos coloca lá.
 
O livro passa-se durante a Revolução Farroupilha (1835-1845). Confesso que não conhecia esta parte da história do Brasil e ler o livro fez-me conhece-la. O livro não se foca na guerra, essa guerra é apenas um pano de fundo. O livro foca-se nas mulheres, esses seres que não iam para a guerra mas ficavam à espera do seu fim. E sobretudo rezavam para que os maridos, irmãos, filhos e demais parentes voltassem sãos e salvos...
Para terminar gostaria de dizer que as sete mulheres que dividem o protagonismo no livro eram familiares de Bento Gonçalves, o militar que liderava a revolução. Não sei quais os acontecimentos são verídicos e quais são os ficcionados mas é tudo tão bem feito e tão agradável de ler que esse pormenor não é importante.  


 

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

O que ando a ler

A Casa das Sete Mulheres de Letícia Wierzchwski - um livro maravilhoso que me tem encantado a cada capitulo.