domingo, 11 de agosto de 2019

A Casa das Sete Mulheres de Leticia Wierzchwski

Conheci este livro através da adaptação para série feita pela TV Globo, em 2003. Na altura em que passou cá pela primeira vez apanhei a história a meio, no entanto fiquei encantada. Voltei a rever mais tarde mas confesso que nessa altura não achei tanta piada à história.
Foi por isso, com algum receio, que coloquei o livro na minha pilha de livros a ler.
Felizmente os meus receios de não gostar foram infundados. A Letícia Wierzchwski  tem uma escrita envolvente que nos absorve e nos coloca lá.
 
O livro passa-se durante a Revolução Farroupilha (1835-1845). Confesso que não conhecia esta parte da história do Brasil e ler o livro fez-me conhece-la. O livro não se foca na guerra, essa guerra é apenas um pano de fundo. O livro foca-se nas mulheres, esses seres que não iam para a guerra mas ficavam à espera do seu fim. E sobretudo rezavam para que os maridos, irmãos, filhos e demais parentes voltassem sãos e salvos...
Para terminar gostaria de dizer que as sete mulheres que dividem o protagonismo no livro eram familiares de Bento Gonçalves, o militar que liderava a revolução. Não sei quais os acontecimentos são verídicos e quais são os ficcionados mas é tudo tão bem feito e tão agradável de ler que esse pormenor não é importante.  


 

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

O que ando a ler

A Casa das Sete Mulheres de Letícia Wierzchwski - um livro maravilhoso que me tem encantado a cada capitulo.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Destino

O tempo às vezes pode se arrastar muito nestas paragens, minha filha... Mas tenha calma, se o seu marido está para vir, não há de ser a guerra que vai tirá-lo do seu caminho. Essas coisas estão programadas todas. Confie em mim, que eu sei desses assuntos de destino, pois aprendi da forma mais dura: vivendo.
 
A Casa das Sete Mulheres de Letícia Wierzchwski

terça-feira, 9 de julho de 2019

Chéri de Colette

Já tinha visto a adaptação deste livro e não tinha ficado especialmente interessada em ler o livro.
O meu problema com Chéri é mesmo a história e os personagens. Não os apreciei no filme e agora também não. A história não tem qualquer encanto para mim. Por outro lado adorei a escrita de Colette. Uma escrita invulgar, sensual, cheia de delicados contornos. Colette era uma pessoa fascinante. Há uns meses vi um filme sobre Colette e gostei imenso. Foi por esse motivo que decidi ler o livro, que estava esquecido na estante...
Mas o Chéri não me entusiasmou. Fica a vontade de ler outros livros dela. A ver o que se consigo arranjar já que há muito pouco editado por cá.


 

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Mais Forte que o Desejo de Cheryl Holt

Com o advento das Cinquenta Sombras de Grey a literatura erótica ganhou destaque. Não que antes não houvessem livros desses a circular. Mas os livros que eram escondidos nos cantos escuros das livrarias passaram para as montras.
Quando se lê um livro destes não se esperam milagres, mas há sempre autoras que conseguem fazer melhor. Já tinha lido um livro da Cheryl há uns anos e tinha gostado. E agora também gostei. Apesar do "sistema" a que este livros parecem obedecer a autora consegue cativar. Talvez porque se esforce por criar uma historia, mais ou menos credível, e o livro não seja todo ele preenchido com cenas de bolinha vermelha.

 

domingo, 16 de junho de 2019

A Solidão dos Números Primos de Paolo Giordano

Um número primo é inerentemente solitário: só pode ser dividido por si próprio ou por um, nunca se adaptando aos outros. Alice e Mattia também, vivendo em torno do seu próprio eixo, sozinhos com as suas respectivas tragédias.

Alice, uma criança bastante introvertida, é obrigada pelo pai a frequentar um curso de esqui para ser forte e competitiva. No entanto, um acidente terrível deixará marcas no seu corpo para sempre.

Mattia é um menino de inteligência brilhante cuja irmã gémea é deficiente. Quando são convidados para uma festa de anos, ele deixa-a sozinha num banco de jardim e nunca mais torna a vê-la.

Estes dois episódios irreversíveis marcarão profundamente a vida de ambos para sempre. Anos depois, quando estes «números primos» se encontram, são como gémeos que partilham uma dor muda que mais ninguém pode compreender. E tal como os números primos, ambos estão destinados a viver vidas paralelas sem nunca se encontrarem.
 
 
Não tenho por hábito colocar aqui a sinopse dos livros que leio. Em geral acho-as pouco elucidativas e até dão ideias errados sobre o livro. Neste caso concreto a sinopse resume de forma perfeita o livro. Um livro pequeno conciso e que nos faz pensar. Muitas vezes não percebemos a forma como algum acontecimento nos marca. Alguns deixam marcas que o tempo não apaga, outros mudam-nos. Este livro mostra isso mesmo, como uma tragedia pode deixar marcas, mostra também encontros que nunca o são verdadeiramente, talvez porque quem sofre não consiga construir para si uma historia com contornos felizes....  

sábado, 1 de junho de 2019

O que ando a ler

A Solidão dos Números Primos de Paolo Giordano - Um livro mais sério depois de uma leitura mais leve.