domingo, 22 de maio de 2022

Pessoas Normais de Sally Rooney

 E depois de um livro fracamente mau, um francamente bom.

É uma história de duas pessoas que se amam mas parecem não conseguir acertar na relação. É real, por vezes demasiado, mas é isso que torna o livro tão bom.

No fim fica-se a pensar e a ponderar se tomamos os caminhos certos... A vida é mesmo assim....

sábado, 14 de maio de 2022

Por um fio de Rainbow Rowell

Há muitos motivos pelos quais não gostei deste livro... E nenhum motivo para ter gostado sequer um bocadinho. 

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Confissões de uma quarentona na M*rda de Alexandra Potter

 Nos anos 90 o género chick-lit foi imensamente popular. Para quem não está familiarizado com o termo, basicamente são livros sobre mulheres que são bem sucedidas financeiramente mas cuja via amorosa é um caos, têm mais de trinta anos e ainda não são casadas. Um dos mais famosos desses livros é o Diário de Bridget Jones. 

Não sendo grandes obras literárias sempre tiveram o poder de analisar a realidade e fazer rir pelas situaçoes caricatas que contavam. 

O tempo foi trazendo à tona novos géneros literários e com eles este foi ficando para trás.

Este livro faz-me lembrar essse género de livros. Temos como protagonista Nell: uma mulher na casa dos quarenta que de repente perde tudo e tem de recomeçar. Nell tinha um noivo com quem vivia nos Estados Unidos, um negócio e uma boa vida. Com o fim do negócio, o fim do noivado, decide voltar para Londres. 

Recomeçar nunca é fácil ainda mais para alguém que se sente na m*rda e vê todos à sua volta a viver vidas perfeitas.

Este livro marca pela honestidade como demonstra que nem tudo o que parece é. E se estão na casa dos quarenta ou dos trinta e ainda continuam solteiras, embora todos sejam já casados à vossa volta, então este livro é o ideal para lerem no verão que se aproxima. 

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Romance com o Duque de Tessa Dare

 No capítulo de livros mais leves e românticos há uns muito bons, os bons, os mais ou menos e os péssimos. Este encaixa na categoria dos mais ou menos. Não cativa de uma forma espectacular mas vai conseguindo manter o interesse ao longo das suas páginas. 


quinta-feira, 31 de março de 2022

Bela de Cristina Silva

Desde que li os primeiros poemas de Florbela Espanca nos livros de escola que foi amor à primeira vista. 
Com o tempo fui descobrindo algumas coisas sobre a sua vida e senti-me fascinada. Florbela Espanca teve uma vida muito diferente das mulheres da sua época, em parte porque escrevia, em parte porque se casou 3 vezes....

Há uns anos fizeram um filme sobre ela. Além de ser incompleto, pois só abordava os últimos anos da sua vida, também tinha um guião defeituoso. Eu percebo a ideia de usar frases da própria encontradas nas cartas que escreveu, mas tirá-las do contexto e po-las num guião só cria confusão. Faltou uma adaptação do que ela disse para tela.

Tinha algum receio antes de iniciar a leitura deste livro, como não conhecia a autora temi que saísse daqui uma gatafunhada sem sentido. Felizmente estava enganada. A Cristina Silva escreve muito bem, para além disso vai ao fundo das várias personagens, em especial de Bela. É certo que Cristina Silva não testemunhou os eventos que relata, pesquisou e naquilo que terá encontrado dúvidas, inventou. Não há mal nisso, um livro sobre uma pessoa real não precisa de ser factual para ser bom. O que precisa é de nos dar a conhecer alguém e querer conhecer a sua obra. Neste caso concreto já conheço, mas se não conhecesse já estava a pesquisar sobre ela. E isto é o melhor elogio que se pode dizer de uma biografia romanceada. 

terça-feira, 22 de março de 2022

O Castelo de Vidro de Jeannette Walls

 Quando pensamos na América, pensamos sempre num país rico onde as pessoas vivem em belas casas, rodeadas de um jardim onde as crianças brincam, numa rua quase exclusiva para os moradores. Este é o idílio que nos passam nos filmes, nas séries... Contudo existe outra América onde as pessoas lutam diariamente pela sobrevivência. É essa América que fez parte da infância da autora deste livro, uma América de gente pobre que luta para sobreviver, agravada pelo alcoolismo do pai e por um desinteresse da mãe. 

Gostei deste livro, mas achei que muitas vezes era repetitivo. Digo isto porque a história parece estar sempre a repetir-se e embora perceba que a pobreza não desaparece como magia, muitas passagens podiam ser simplificadas ou até omitidas, deixando apenas o mais importante. 

sexta-feira, 4 de março de 2022

Guerra e Paz de Lev Tolstoi

 Quando comecei a ler este livro estava longe de imaginar que quando terminasse a Rússia ia estar em guerra com a Ucrânia. E digo isto não porque Tolstoi ser russo mas porque o livro tem como pano de fundo uma guerra na Rússia, concretamente as Invasões Francesas do inicio do sec. XIX. Para quem conhece um pouco de história sabe que Napoleão nos seus sonhos lunáticos queria conquistar a Europa. Acabou derrotado e parte dessa derrota foi culpa da Rússia, quer pela sua resistência, quer pelo seu clima agreste.

A edição que tenho da Editorial Presença está dividida em quatro livros e este último foca em especial a conquista de Moscovo por parte de Napoleão. Muita gente achava que ele não ia conseguir, mas conseguiu. Seguiu-se uma fuga de pessoas para sítios mais seguros, a cidade foi pilhada, incendiada. Ler sobre isto ou assistir às noticias na última semana não tem grandes diferenças. 

Já escrevi aqui diversas vezes que  os clássicos demonstram como o ser humano não mudou, apenas ficou mais tecnonolgico. Napoleão queria conquistar a Europa, Putin quer a Ucrânia e provavelmente mais.

Mas nem só de história vive o livro. Vivem nela excelentes personagens, como Pierre, a quem a sociedade tolera mas que passa a amar quando se torna rico, Natasha que sonha com o amor. Andrei, que sonha com a glória que a guerra lhe trará. Nisto é igual a Nikolai. Mária que vive submissa aos caprichos do pai e Sónia que vive submissa aos caprichos das suas circunstâncias. 

Para terminar gostaria apenas de acrescentar que Tolstoi era pacifista e por isso mesmo questiona a guerra e as suas motivações ao longo do livro. Algo que fazia tanto sentido em 1865, ano da publicação do livro, como agora em 2022.