sábado, 9 de julho de 2022

O Ano da Dançarina de Carla M. Soares

 Há uns anos li o primeiro livro da Carla M. Soares, gostei do livro e achei que a Carla tinha imenso potencial como escritora. Este livro é mais trabalhado e nota-se claramente que a autora evoluiu na escrita.

Escolhi este livro porque tinha muita curiosidade sobre o Portugal no fim da Primeira Grande Guerra, a minha curiosidade foi aguçada pela série portuguesa Vento Norte, exibida da RTP1. 

É uma época que não se encontra muito nos livros pois a maioria dos novos escritores prefere o tema já esgotado do Fascismo. 

No Ano da Dançarina conhecemos a família Lopes Moreira, uma família rica com vários filhos. O nosso protagonista é o filho mais velho, Nicolau, que se alista e vive os horrores da Primeira Grande Guerra. Volta ferido no corpo e na alma a Lisboa para tentar recomeçar.

A autora fala de diversos momentos históricos, 1918, foi um ano agitado e marcado pela famosa Gripe Espanhola. É um pouco estranho ler determinadas passagens do livro e pensar que há bem pouco tempo também nós sofremos uma epidemia e continuamos a sofrer, embora as restrições não sejam tão severas.

Para terminar gostaria de dizer que gostei muito deste livro tanto da história como dos personagens. E se a RTP tivesse antes adaptado este livro em vez de criar uma história de raiz tinha sido mais feliz. Vento Norte falha em muitas coisas, mas a principal é a de ter criado uma história que podia ter sido muito mais rica. 

segunda-feira, 20 de junho de 2022

A Filha do Vigário de Cheryl Holt

 Diz-se que em equipa vencedora não se mexe e isso podia-se aplicar aos livros desta autora. Podem andar à volta do mesmo, podem não trazer nada de novo, mas isso não tira prazer na leitura. 


terça-feira, 7 de junho de 2022

Pão Com Fiambre de Charles Bukowski

 Há já algum tempo que tinha vontade de começar a ler Bukowski. A minha curiosidade vinha de ter lido algumas frases suas e de as ter achado interessantes. É fácil de ver que tinha boas expectativas.

Muitos escritores conseguem cativar pela história ou as personagens, outros pela forma como escrevem. No caso de Bukowski nada disso me conquistou, ler foi uma verdadeira tortura. Nunca desisti de ler um livro mesmo que não tivesse a gostar, mas se fosse esse o meu hábito nunca teria chegado ao fim do livro.

Henry Chinaski parece estar sempre no mesmo loop: beber e andar à porrada, não tem objectivos de vida. E tudo isto não me parece interessante, mas até podia ser, se o livro não repetisse constantemente o mesmo.

As tais frases que me cativaram estão lá, mas não são suficientes para me fazer gostar. A meu ver o escritor foi sobrevalorizado. Contudo e como sempre acontece com os escritores que leio pela primeira vez darei uma segunda oportunidade.


domingo, 22 de maio de 2022

Pessoas Normais de Sally Rooney

 E depois de um livro fracamente mau, um francamente bom.

É uma história de duas pessoas que se amam mas parecem não conseguir acertar na relação. É real, por vezes demasiado, mas é isso que torna o livro tão bom.

No fim fica-se a pensar e a ponderar se tomamos os caminhos certos... A vida é mesmo assim....

sábado, 14 de maio de 2022

Por um fio de Rainbow Rowell

Há muitos motivos pelos quais não gostei deste livro... E nenhum motivo para ter gostado sequer um bocadinho. 

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Confissões de uma quarentona na M*rda de Alexandra Potter

 Nos anos 90 o género chick-lit foi imensamente popular. Para quem não está familiarizado com o termo, basicamente são livros sobre mulheres que são bem sucedidas financeiramente mas cuja via amorosa é um caos, têm mais de trinta anos e ainda não são casadas. Um dos mais famosos desses livros é o Diário de Bridget Jones. 

Não sendo grandes obras literárias sempre tiveram o poder de analisar a realidade e fazer rir pelas situaçoes caricatas que contavam. 

O tempo foi trazendo à tona novos géneros literários e com eles este foi ficando para trás.

Este livro faz-me lembrar essse género de livros. Temos como protagonista Nell: uma mulher na casa dos quarenta que de repente perde tudo e tem de recomeçar. Nell tinha um noivo com quem vivia nos Estados Unidos, um negócio e uma boa vida. Com o fim do negócio, o fim do noivado, decide voltar para Londres. 

Recomeçar nunca é fácil ainda mais para alguém que se sente na m*rda e vê todos à sua volta a viver vidas perfeitas.

Este livro marca pela honestidade como demonstra que nem tudo o que parece é. E se estão na casa dos quarenta ou dos trinta e ainda continuam solteiras, embora todos sejam já casados à vossa volta, então este livro é o ideal para lerem no verão que se aproxima. 

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Romance com o Duque de Tessa Dare

 No capítulo de livros mais leves e românticos há uns muito bons, os bons, os mais ou menos e os péssimos. Este encaixa na categoria dos mais ou menos. Não cativa de uma forma espectacular mas vai conseguindo manter o interesse ao longo das suas páginas.