Já se sabe quando se lê a sinopse destes livros o que esperar. Para quem gosta de uma história mais leve tem aqui uma boa opção. Não faço destes livros must-reads mas que gosto de os ler volta e meia. Nunca tinha lido nada desta autora mas gostei o suficiente para voltar a ela... É só encontrar um dos seus livros em promoção.
sexta-feira, 22 de novembro de 2019
segunda-feira, 11 de novembro de 2019
A Trança de Inês de Rosa Lobato Faria
Quando no ano passado sai do cinema depois de ver a adaptação deste livro decidi que devia relê-lo. Sempre fui uma apaixonada pelo mito de Inês de Castro. Tenho diversos livros sobre o tema. Já li alguns. De todos o que mais me fascinou foi este. Rosa Lobato de Faria reinventa a história de amor mais famosa de Portugal. Contada a três tempos: presente, passado e futuro, vemos como certas coisas nunca mudam. O amor existirá sempre, assim como a maldade, dando à vida uma intemporalidade onde se mudam apenas os cenários...
segunda-feira, 4 de novembro de 2019
Mildred Pierce de James M. Cain
Uma das grandes vantagens das adaptações de livros ao cinema e televisão é darem a conhecer o livro. A adaptação pode não prestar mas estará sempre a contribuir para a divulgação do livro. No caso concreto de Portugal, muitas vezes ajuda a publicar livros que de outra maneira não chegariam cá. É o caso deste.
Durante a crise económica que se seguiu ao crash da bolsa em 1929, Mildred Pierce consegue montar um restaurante. Mildred usa o seu talento culinário para criar um negocio que rapidamente conhece sucesso e o lucro financeiro. Mildred Pierce podia ser um daqueles livros sobre uma figura feminina inspiradora, mas não é. No centro de tudo está Veda, a filha egoísta, mimada e falsa de Mildred, por quem ela tem um amor desmedido, diria até doentio. Na sua ansia de ser amada pela filha Mildred faz tudo e muitas vezes não faz o correto.
O livro é, por isso, deveras fascinante e um verdadeiro prazer de ler.
sexta-feira, 1 de novembro de 2019
O que ando a ler
Mildred Pierce de James M. Cain - mais um excelente livro que devo terminar neste fim de semana prolongado.
segunda-feira, 14 de outubro de 2019
O Último Cabalista de Lisboa de Richard Zimler
O Último Cabalista de Lisboa é o primeiro livro que leio deste autor. É também o primeiro que ele escreveu. Em diversas entrevistas Richard Zimler despertou o meu interesse para a leitura dos seus livros.
Antes de começar a ler sabia, vagamente, que o livro era sobre um acontecimento histórico, concretamente sobre a morte de judeus em Lisboa durante a Páscoa de 1506. Antes de começar a ler achava que tinha sido algo ordenado pelo Rei, mas ao ler percebi que não. O que aconteceu foi que as pessoas, descontentes, alimentadas por ódios, acabaram por matar os judeus que conseguiram apanhar.
No livro sente-se bem o ambiente de desconfiança e intolerância que se vivia em Portugal naquela altura. Os judeus, viram-se obrigados a converter-se, ao contrário do que acontecera em Espanha onde foram expulsos.
São livros como este que nos mostram o quanto o ódio pode ser alimentado e como ele nunca parece se extinguir, tomando apenas caras diferentes, como é bem presente em narrativas sobre a Segunda Guerra Mundial.
Sobre o livro em si, apenas me oferece dizer algumas linhas, para além do habitual gostei muito. Zimler construiu uma narrativa poderosa que coloca o leitor lá. Muitas vezes imaginei, através das suas palavras, a Lisboa daquela altura. Não se pode dizer que este livro é um thriller mas o seu desenrolar mantém-nos na expectativa. E poucos livros conseguem fazer isso. Muitas vezes há um assassinato, como neste, mas o desenrolar é tão lento, confuso que a meio já não interessa se quem matou foi X ou Y...
Resta-me apenas acrescentar que durante os dias de leitura vivi na história e na inquietante incerteza de quem teria matado o mestre cabalista Abrão Zarco.
Como disse no inicio este foi o primeiro livro escrito por Zimler e é um excelente primeiro livro. Sei que já foi editado há muito. A vantagem, para quem como eu chega agora aos seus livros, é termos um lote bastante grande de livros a ler...
terça-feira, 1 de outubro de 2019
O que ando a ler
O Último Cabalista de Lisboa de Richard Zimler- estou a meio deste livro e a adorar cada minuto de leitura.
segunda-feira, 16 de setembro de 2019
The Help by Kathryn Stockett
Quando vi a versão cinematográfica deste livro não fiquei com especial vontade de ler o livro. Gostei do que vi, mas não me pareceu que ler o livro trouxesse mais para mim. Acontece-me muitas vezes ver o filme ou serie e querer mergulhar naquele universo de forma mais profunda, outras vezes não me apetece...
Mas o destino, se assim acreditarem, quis que eu lesse este livro e talvez me tenha feito questionar até que ponto ler ou não um livro com base em ter visto o filme é válido ou não.
Este livro veio-me parar às mãos através de uma colega. Esta colega é voluntária num banco de livros escolares, onde alguma alma caridosa, entregou diversos livros em inglês. Esta minha colega não lê em inglês e deu-me os livros.
Ler este livro é mergulhar num mundo à parte, e quando digo à parte digo-o da mesma forma que tivesse mergulhado num livro de fantasia. Uso a fantasia como podia ter usado a ficção cientifica. Acho que quando não se é americano, sulista ou algo assim este mundo é mesmo à parte. Acontece que depois da Guerra Civil em 1865, os Estados Unidos segregaram a sociedade, pondo os brancos para um lado e os negros para o outro. Esta separação existia um pouco por todo o país mas era mais evidente e marcante no Sul, onde durante muito tempo os negros tinham sido escravos. Com a abolição da escravatura pouco mudou, apenas recebiam um salário, mas o resto era igual ou quase.
A separação começou após a guerra e só terminou muito tempo depois. Durante muito tempo o estado de coisas não era questionado, mas em décadas depois da Segunda Grande Guerra, as pessoas começaram a falar em direitos e a querer mudar as coisas.
Este livro começa em 1962, e tem como principais personagens Aibeleen, Minny e Skeeter. Aibeleen e Minny são duas criadas negras. O normal era as mulheres trabalharem como criadas e os homens nas fábricas e assim. Skeeter é branca e tem a ideia de escrever um livro sobre a vida destas mulheres. Escrito a 3 vozes e muito bem escrito, o livro é um convite à reflexão sobre um tempo que já não existe mas que marcou profundamente a sociedade....
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