sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

O Miniaturista de Jessie Burton

O livro começa com o casamento de Nella e Johannes, um casamento sem amor e de pura conveniência, não seria de esperar outra coisa pois estamos em Amesterdão no séc, XVI. Nella tem dificuldades em se habituar à sua nova vida: encontra em Marin, a cunhada, uma pessoa fria e distante, o marido não lhe liga, os criados são estranhos...
Como prenda de casamento Nella recebe uma casa de bonecas. Nella decide fazer da sua casinha o verdadeiro lar que não encontra na vida real e começa a comprar peças. Estas peças, feitas pela famosa Miniaturista, que dá o nome ao livro, são assustadoramente reais e parecem conter presságios. 
Percebe-se pela leitura que Jessie Burton fez o trabalho de casa mas falhou no desenvolvimento da ideia. Eu até tive curiosidade por saber quem era a pessoa que enviava as miniaturas, mas a revelação final não me convenceu. Além disso achei a personagem principal muito sem sal, preferia um livro sobre Marin...
 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

O que ando a ler

O Miniaturista de Jessie Burton - uma leitura que se aproxima da sua recta final. Não foi de todo um livro que tenha valido a pena...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Coisas que eu não entendo 5

Há uns meses percebi que a Wook dava agora a possibilidade de o cliente vender os seus livros. Isto é algo que a FNAC já tem há uns anos. Até aqui tudo bem. Há muitas formas de vender os livros que não se quer e esta é apenas mais uma. Hoje apercebi-me que na Wook só dá para vender livros esgotados. Livros que ainda existam no stock deles não aparece a opção venda o seu. Já na FNAC podemos vender qualquer livro. Não há restrições. Se a ideia da Wook era ganhar um extra com isto acho que nestes termos só fica a perder...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

it's that time of the year

Nesta altura os posts sobre filmes que estão nomeados para os Óscares inundam a blogosfera. Sempre foi assim. Muitas vezes pergunto-me se as pessoas veem estes filmes porque lhes desperta o interesse ou porque estão nomeados. Acho sempre que é porque estão nomeados. Pessoalmente não vejo filmes porque foram nomeados, vejo porque me despertam. Isto não é uma critica é apenas uma observação.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

O problema de uma série como o Luther é....

sento-me a ver os novos episódios e penso: bem vou ver o primeiro para ver como isto está. Quando dou por mim já tinha visto os quatros episódios desta temporada. O que faz esta série ser tão boa?? Os crimes são sempre atrozes e complexos; são crimes cometidos por pessoas verdadeiramente doentes. São originais, fazem-nos pensar. E claro o Luther é um personagem cheio de complicadas camadas, com uma vida nada linear e com uma estranha relação com Alice Morgan. Para mim continua a ser um dos melhores trabalhos da actriz Ruth Wilson. O personagem é bom, mas ela torna-o ainda melhor. Haverá mais Luther??? Ou esta foi a última vez que o vimos??

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Os Miseráveis de Victor Hugo

Este livro é um grande livro, não só no tamanho mas também no conteúdo. Por isso não é fácil escrever sobre ele.
O livro está dividido em vários "livros" e cada um deles toma um personagem para "protagonista" Muitos escritores esboçam maravilhosamente os seus personagens principais, mas os secundários ficam aquém. Quem nunca leu um livro e suspirou por saber mais de um secundário? Aqui isso não acontece. Talvez nenhum personagem seja secundário, talvez todos sejam protagonistas. Contudo alguns estudiosos afirmam que Jean Valjean é o protagonista.
 
Quem é Jean Valjean? Um homem simples, trabalhador, que um dia rouba um bocado de pão porque tem fome. Por este crime é condenado a trabalhos forçados. Seriam apenas cinco anos, mas as constantes fugas fazem com que ele fica lá por vinte anos.
O que se segue é uma verdadeira odisseia para salvar a alma e a eterna questão se pessoas como Jean Valjean teriam salvação. Penso eu que este era o motivo que fez Victor Hugo escrever este livro. Falar de pessoas que eram presas por pequenos crimes e passavam o resto da vida a expiar um pecado, sem possibilidades de redenção. A identidade escrita num papel amarelo fazia do condenado um proscrito, alguém que não podia trabalhar, sempre apontado pela sociedade.
 
Mas esta não é a história só de Jean Valjean, é também a história de Fantine, a mulher que se entrega por amor, fica grávida e paga caro por esse erro. A sua filha Cosette é salva por Jean Valjean e se não fosse assim seria mais uma criança perdida pelas ruas de Paris, como é Gavroche.
E claro não podemos esquecer Mário e os seus amigos que lutam por uma França melhor.
 
Victor Hugo, ao longo do livro, faz várias reflexões sobre a sociedade, convidando o leitor a pensar com ele. Confesso que por vezes achei-as chatas, por vezes achei-as pertinentes. Não deixem que isto vos assuste, se as reflexões podem ser chatas, o resto lê-se muito bem. Já conhecia a historia e quando lia dei por mim muitas vezes a pensar: mas como é que ele vai sair desta?? Não era porque não me lembrasse, era mais porque esse é o poder dos grandes livros!


 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Sabes que estás a ficar velha quando...

estás a ver um vídeo sobre livros que a pessoa quer ler e te consegues lembrar se leste ou não determinado livro....
 
( a bem da verdade quando um livro não causa impacto em mim, rapidamente o esqueço. )