Mostrando postagens com marcador Jane Austen. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jane Austen. Mostrar todas as postagens

domingo, 29 de janeiro de 2017

A vida pacata de Jane Austen

Há dias vi na televisão o filme A Juventude de Jane. Não o vi todo. É um filme que pretende ser uma biografia sobre a vida de Jane Austen. Contudo metade do que está no filme nunca aconteceu. Eu gosto do filme, mas como filme e até como um livro que podia ter sido escrito pela Jane. Como biografia não, pois não é verdadeiro.
 
A verdade é que a vida de Jane Austen sempre foi pacata, nada de muito especial aconteceu. Claro que sendo mulher e vivendo entre os finais do séc. XVIII e sec. XIX, outra coisa não seria de esperar. Mas olhando para outras que vieram depois como as Irmãs Brontë ( amores platónicos por homens casados, irmão drogado, etc) , a George Elliot ( vivia com um homem casado) ou até a senhora que escreveu o Frankstein, outra que também se foi com um homem casado... A vida de Jane não teve nada disto.
 
O curioso e interessante é que ela é bem mais famosa que qualquer uma das que citei ou até de qualquer outro romancista da altura. Eu que adoro livros e sigo resmas de páginas de facebook dedicadas a livros, livrarias, escritores encontro muito facilmente referencias à Jane Austen e em especial a livros escritos sobre ela ou sobre a sua obra.
 
Eu sei que grande parte do apelo vem das histórias de amor que ela criou nos seus livros. Mas sejamos honestos, se fosse só isso, outros também o fizeram... Acontece que ela criticou a sociedade e fê-lo muito bem, com ironia, sentido de humor e qualquer coisa que me mantém fascinada até aos dias de hoje e olhem que já se passaram muitos livros na minha vida desde que conheci Jane Austen, andava eu no meu 10º ano ou 11ºano.
 
Por isso, quando leio sobre este ou aquele escritor e vejo vidas muito complicadas e vejo que encontram na arte uma forma de expurgar os seus sentimentos, lembro-me sempre da minha Jane e da sua vida pacata. Não me entendam mal, acho até que muitos escritores são extremamente ricos precisamente por causa daquilo que viveram. No entanto a Jane é a excepçao a essa regra, que eu própria considero válida.
 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

sábado, 10 de dezembro de 2016

When was the begining?

ELIZABETH'S spirits soon rising to playfulness again, she wanted Mr. Darcy to account for his having ever fallen in love with her. ``How could you begin?'' said she. ``I can comprehend your going on charmingly, when you had once made a beginning; but what could set you off in the first place?''
``I cannot fix on the hour, or the spot, or the look, or the words, which laid the foundation. It is too long ago. I was in the middle before I knew that I had begun.''


Pride and Prejudice by Jane Austen
 

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Karma is a bitch

Nunca escondi o ódiozinho de estimação que tenho ao autor do Pride and Prejudice and Zombies. Já muitos agarraram na obra de Jane Austen e lhe deram nova roupagem. Uns com mais sucesso que outros e alguns com maior agrado meu que outros. Mas o que o Seth Grahame-Smith fez ao Pride and Prejudice é abominável. Ele simplesmente agarrou no livro meteu uns zombies aqui e ali e voilá, se tivesse reescrito eu ainda podia tolerar. Com isto fez dinheiro, ganhou fama.
 
Ao ler isto fiquei contente, é certo que não tem nada a ver com o Pride and Prejudice, mas como é parecido ao que aconteceu com a um dos meus livros preferidos sinto que foi feita justiça.

domingo, 13 de março de 2016

Quando percebes que tens MESMO de ler um livro

Já tinha me cruzado com o livro da Helena Vasconcelos por aí. Penso até que cheguei a falar dele aqui. É um livro inspirado na obra de Jane Austen, claro que vou ler.

Mas ao ler este post no site da Quetzal percebi que tenho MESMO que ler :D

Aqui ficam os dois trechos que gostei mais:



Assim que comecei a ler este livro senti que ele era uma carta de amor à literatura, e também uma carta de amor a Jane Austen. Uma carta de amor é uma celebração e uma forma de prestar tributo ao outro, de dizer ao outro que se ama que os nossos dias não seriam os mesmos sem ele ou ela ou aquilo. Que a teia de encontros que a vida sempre é se alimenta muito particularmente daquele encontro.
 
 
Penso que Jane Austen padece, ainda, bastante, desse epíteto de pessoa que não é bem deste mundo. E não é deste mundo porque não se entende como é que uma pessoa que não está imiscuída no corpo do mundo (no sexo, no casamento, nos filhos) saiba tanto do mundo, possa escrever tão exemplarmente sobre o funcionamento da máquina complexa que é o mundo.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

15 Lições de vida que Jane Austen nos ensinou

Não Há Tantos Homens Ricos como Mulheres Bonitas Que os Mereçam” é o primeiro romance de Helena Vasconcelos - uma profunda conhecedora da obra de Jane Austen.

Este livro surge como uma resposta contemporânea aos romances e às heroínas da romancista inglesa que, apesar de ter vivido há mais de 200 anos, continua atual.
A propósito deste lançamento, hoje lembramos 15 lições que a obra de Jane Austen nos transmite:

#1 «Não é o que dizemos ou pensamos que nos define, mas o que fazemos.» | “Sensibilidade e Bom Senso
#2 «O negócio pode trazer dinheiro, mas a amizade raramente o faz.» | “Emma
#3 «Além de subsistência, o dinheiro não pode oferecer nenhuma satisfação autêntica.» | “Sensibilidade e Bom Senso
#4 «É muito difícil para os prósperos serem modestos.» | “Emma
#5 «Estava tão ansiosa por fazer a coisa certa que me esqueci de fazer a coisa certa.» | “Mansfield Park
#6 «Metade do mundo não consegue entender os prazeres da outra metade.» |”Emma
#7 «Uma amizade de quinze dias é, de facto, muito pouco. É impossível conhecer um homem em tão pouco tempo.» |”Orgulho e Preconceito
#8 As primeiras impressões nem sempre estão certas. Lembram-se de Mr. Darcy? Apesar da fama de intratável acaba por tornar-se um dos heróis de “Orgulho e Preconceito” e ainda hoje há muitas leitoras a suspirar por ele.
#9 Não amar pela metade. «Não há nada que eu não faça pelos meus verdadeiros amigos. Não está na minha natureza amar as pessoas pela metade.» | Northanger Abbey
#10 Nem sempre sabemos o que é melhor para os nossos amigos. Veja-se o caso de Emma (do livro com o mesmo título), uma herdeira rica, inteligente e bela, que passa o tempo a combinar casamentos entre amigos e protegidos, mas nem sempre acerta.
#11 «Uma pessoa – homem ou mulher – que não encontra prazer na leitura deve ser intoleravelmente estúpido.» |“Northanger Abbey
#12 Cada um é feliz à sua maneira. «Desejo, como todos os mortais, ser perfeitamente feliz; mas, como todos os mortais, quero ser feliz à minha maneira.» | “Sensibilidade e Bom Senso
#13 Ninguém quer viver em águas calmas toda a vida. «Odeio ouvir falar sobre as mulheres como se elas fossem ‘senhoras finas’ ao invés de criaturas racionais. Ninguém quer viver em águas calmas toda a vida.» | “Persuasão
#14 Ser exigente. «Quanto mais conheço o mundo, mais me convenço de que nunca encontrarei um homem a quem possa realmente amar.» | Sensibilidade e Bom Senso
#15 A importância de sair da zona de conforto. «Se uma mulher não encontra aventuras na sua cidade, deve procurá-las fora dela.» | “Northanger Abbey

 
«Desde pequena, Ana Teresa mostrava preferências diferentes das da maioria das meninas da sua idade. Apreciava a solidão e gostava de estudar, o que, só por si, a distinguia dos demais. No entanto, disfarçava tais idiossincrasias tanto quanto podia. Era obviamente estranha, bizarra, diferente da norma, arreigada à facilidade e à superficialidade; mas não queria ser olhada como uma rebelde – não o era – nem como uma excêntrica – não sabia que o era – nem como alguém que se considerava superior – não se considerava.»
 
 
surrupiado do Facebook da Wook.
(é claro que vou ter que ler este livro )

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Nos bastidores de Sensiblidade e Bom Senso ou as voltas que a vida dá

Há uns dias apanhei na Foxlife, os últimos trinta minutos do filme Sensibilidade e Bom Senso. Enquanto via lembrei-me de algo que li há uns anos sobre os bastidores do filme.
Antes de começar as filmagens, Greg Wise ( a quem eu culpo pela minha paixão assolapado pelo Willoughby) foi a uma cartomante que lhe disse que no set do filme ia conhecer o amor da sua vida.

Greg Wise convidou Kate Kinslet para irem beber um copo, mas a coisa não correu bem. Afinal não era ela que lhe estava destinada. Mas sim Emma Thompson. Na altura, Emma era casada com Kenneth Branagh. Por esta altura ele filmava o Frankenstein e perdia-se de amores por Helena Bohan-Carter.

No fim, Kenneth Branagh não ficou com Helena Bohan-Carter e acabou separado de Emma Thompson. Greg e Emma casaram tiveram uma filha e adoptaram um menino e ainda hoje estão juntos.

Eu sempre achei interessante esta história, não porque a cartomante acertou, mas simplesmente porque o cenário mais improvável se tornou realidade. Quantas vezes isso não acontece nas nossas vidas?

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

E.M. Forster is a fellow janeite

Ando há anos para ler o A Room with a View (Quarto com Vista sobre a Cidade) do E.M. Forster. Já vi o filme muitas vezes é um dos meus favoritos. Adoro o personagem Cecil Vyse. O que eu não sabia era que o E.M. Forster gostava de Jane Austen tanto como eu, como este artigo, escrito pelo próprio implica.
 
Ora o Cecil Vyse é um cromo, um tolo tal como é o Mr. Collins criado pela Jane Austen. Quando fazia parte do blogue Jane Austen Portugal, estive diversas vezes para escrever a comparar os dois personagens, só não o fiz porque achei que devia conhecer o personagem melhor através da leitura do livro.
 
Aqui fica o trailer do filme que vale bem a pena ver, quer pelo tolo adorável que é Cecil, pela bela paisagem italiana ou simplesmente para apreciar essas duas gigantes da representação que são Maggie Smith e Judy Dench e a muito jovem Helena Bohan-Carter.
 

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Jane Austen Birthday

Em dia de aniversário da Jane Austen, nada melhor do que ver como seriam as personagens na vida real :D

The Real Housewives of Jane Austen   

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Sai um erro de casting para a mesa do canto!

 
eu prometi não falar aqui no blogue sobre essa aberração da natureza que é o Orgulho e Preconceito e Zombies. O assunto cansa-me a mente e o corpo. Contudo não posso deixar de fazer aqui uma pequena observação. Quem foi o gajo que decidiu escolher o gajo de casaco preto para Darcy?? Nao é um belo homem como se espera, belo é o do casaco vermelho que faz de Bingley.
E pronto fechamos aqui o assunto, mas muito haveria a dizer sobre o filme ou livro.

sábado, 5 de dezembro de 2015

What have you been doing???



a resposta à pergunta é: reciclagem de uma lata. Primeiro, pinta-se, depois faz-se uma técnica de decoupage e por fim aplica-se a renda. E para os curiosos que estão a pensar: o que diz ali? Basta seguir este link: Captain's Wentworth letter from Persuasion.
 
( Sim, eu pensei em pôr aquela do Darcy: She is tolerable; but not handsome enough to tempt me.
Mas ninguém gosta de se lembrar que o Darcy disse isso, pois não?? :D :D  )

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Jane Austen's Handbook

Nada como usar o conhecimento sobre a Jane Austen para responder no tinder: Jane Austen
 
(suponho que também se possa usar para pessoas que conhecemos sem ser no Tinder :D )

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Música para os meus ouvidos

Por estes dias a BBC Entertainment andou a repetir o Orgulho e Preconceito 1995. Só de ouvir a música da intro fico logo bem disposta. E pensar que já vi isto tantas vezes e nunca me canso. E muitas vezes ainda descubro coisas novas. Nada como uma boa adaptação para fazer justiça a um livro, infelizmente algo cada vez mais raro.



quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O musical de Orgulho e Preconceito, agora sim com música :D

E se a ideia do musical já tinha me tinha deixado de pé atrás, quando finalmente vi isto só pensei: Are the shades of Pemberley to be thus polluted??