domingo, 7 de agosto de 2011

Os Reality Shows e Eu

Há uns tempos, alguém me falava com entusiasmo de um programa sobre mulheres que tardiamente descobriam estarem grávidas. Pessoalmente, achei que aquilo era atirar areia para os olhos do espectador, pois, embora nunca tenha estado grávida, suspeito que é quase impossível não se perceber disso ou mesmo impossível, o corpo dá muitos sinais. Verdadeiro ou não, o que é certo é que o programa do qual essa pessoa me falou era um reality show ou algo próximo disso.
Nunca entendi o entusiasmo que as pessoas parecem ter por estes programas, quer nos muitos posts da blogosfera sobre o American Next Top Model ou o Peso Pesado, versão americana ou portuguesa, quer em conversas sobre os mesmos ao vivo e a cores. Sempre me senti excluída porque são programas que não despertam a minha atenção.
Claro que quando estreou o 1º Big Brother vi, mas ao fim de uma semana estava entediada e fui vendo as galas de expulsão, mas apenas porque me pareciam menos entediantes, já que quando os concorrentes iam para o confessionário falar com a Teresa Guilherme não davam uma para a caixa e isso tornava a situação hilariante. Cheguei a ver parte do segundo Big Brother, mas desisti a meio, espreitando ocasionalmente as Galas. Ao terceiro já tinha desistido completamente do formato. Se hoje me perguntarem os nomes dos concorrentes, eu lembro-me dos do primeiro e do segundo um ou dois.
Quando começo a ver um programa e percebo que é reality show, mudo logo de canal.
Confesso, como disse antes que não entendo a magia destes programas, qual é o prazer que isto dá a quem vê. Regra geral os concorrentes mostram tudo a troco de fama ou uma oportunidade no mundo da televisão. Ainda no outro dia estava a ver uma rapariga que esteve na casa dos Segredos a falar na televisão e diz ela a determinada altura: Sou uma figura pública. E nisto diz a minha cunhada muito depressa: Mas onde é que ela é figura pública?
Pois, são famosos porquê? Porque durante um tempo alguém achou-lhes piada e ao fim desse tempo voltaram à sua vidinha, vão ver o que é feito dos antigos concorrentes destes programas e tirem as vossas conclusões.

sábado, 6 de agosto de 2011

ontem num dos programas da manhã falavam sobre a inveja feminina e num bocado que vi - estava com alguma paciência para ouvir parvoíces - falavam que as mulheres invejam as outras e muitas vezes há mau ambiente nos locais de trabalho onde há muitas mulheres. Diziam que nós invejamos as roupas, o verniz, a maquilhagem que a outra usa, etc. Curioso é que nenhum dos homens disse: sabe, elas invejam a inteligencia ou a cultura da colega.
Estava agora a pensar no assunto e reparei nisso mesmo, nunca ninguém homem ou mulher invejou alguém pelo seu intelecto. Geralmente quem exibe inteligência ou cultura é votado ao desprezo, é algo que nunca é cobiçado, por um motivo simples, não salta à vista logo ninguém vê no imediato e na sociedade superficial em que vivemos o que conta é a aparência...

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Em Portugal ninguém quer saber de ler clássicos, mas pelos vistos em França, o filme Mistérios de Lisboa, trouxe novos leitores para Camilo Castelo Branco. Para ler aqui: Público

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

As nossas referências

Todas as gerações têm as suas referencias, seja o filme que toda a gente viu, a música que toda a gente dançou ao som dela ou a série que toda a gente via religiosamente. 
Há dias alguém dizia num blogue que já tinha pensado comprar dvd's e cd's que marcaram a geração dela para oferecer ao filho, mas depois desistiu da ideia por achar que o filho iria ter as suas próprias referencias.
Pessoalmente não acho errado dar aos filhos as nossas referencias, útopico é acharmos que eles gostarão tanto quanto nós. Sabemos bem que determinadas coisas nos marcaram porque éramos putos e também na altura a oferta não era tão diversificada como hoje. Mas mesmo assim acredito que um filho poderá sempre gostar de algo que nós gostamos. Prova disso está nos concertos onde vão pais e filhos.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Análise de uma sipnose

a negrito os meus comentários.

Considerado originalmente um texto indecente foi banido de Inglaterra e Alemanha nos anos sessenta. A liberdade e maior abertura de mentalidades dos tempos modernos levou a que a Editorial Presença agora o publicasse em Portugal, revelando a identidade da autora, que anteriormente assinava sob pseudónimo.

introdução ao livro


 O livro descreve uma relação entre um homem, Gordon e uma mulher, Luísa. Mas esta é uma união do foro clínico, dado Gordon exercer a psiquiatria enquanto forma de análise a Luísa, o que rapidamente se transforma em comportamentos de posse e submissão. Nas sessões de psicoterapia, o médico traz à superfície o recalcamento de Luísa, abandonada pelo pai quando tinha apenas quatro anos, desenvolvendo desde então um fascínio por homens mais velhos. Gordon, com mais vinte anos do que ela, torna-se alvo do seu amor, iniciando o casal uma proximidade que extravasa a sala do consultório.

conta a estória do livro.


A dependência emocional entre ambos assume contornos excessivos, conduzindo à destruição interior e psicológica de cada um e, mais tarde, ao suicídio de Gordon. Uma leitura perturbadora pela intensidade com que descreve uma relação viciada e com laivos de loucura entre um psiquiatra e a sua paciente, mas que se trata na sua essência de um romance de amor.

Conta o fim e assim quem queria comprar se calhar já não compra. Queridos amigos que escrevem sipnoses, esta última parte era totalmente desnecessária.

Livro: Gordon, autora Edith Templeton. Retirado do site da Wook.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ontem, na Noticias Magazine uma reportagem falava sobre desemprego. No entanto era numa perspectiva diferente. A jornalista colocou um anúncio num site de emprego, procurava trabalho como administrativa, dizia ter experiência, falar línguas e 27 anos. No fundo o normal de quem procura emprego. Passadas umas horas tinha várias ofertas de trabalho. Aqui eu gostava de dar razão a quem tantas vezes argumenta que só não arranja trabalho quem não quer e quem está nessa situação quer viver às custas do estado. Certo, só que as ofertas eram para ganhar a vida na horizontal. Parece mentira mas é verdade e este tipo de ofertas são constantes para quem apenas procura um trabalho honesto. Confesso-me chocada e eu nem sou daquelas que se choca facilmente.
Quem está desempregado está numa situação frágil e aparecem estes cabrões, pardon my french, a fazer este tipo de ofertas que com certeza fazem as pessoas sentirem-se ainda mais frustradas. E eu pergunto, com tantos anúncios que há para aí, há necessidade de assediar quem apenas quer um trabalho honesto??