quinta-feira, 31 de março de 2011

Blue Valentine

O cinema está cheio de estórias de amor, que dão lindos filmes, que fazem suspirar as meninas com todos os clichés possíveis e imagináveis. Depois elas andam para aí a dizer: que estória de amor!! Tão lindo!! E outras patetices do género. Filmes com boas estórias de amor sem serem lamechas existem, mas é preciso procurar para se encontrar.
Se viram o Diário da Nossa Paixão e adoraram, então poupem o vosso tempo e vão antes ver outro filme qualquer. Se pertencem ao 1% da população que detestou o filme, então talvez apreciem este, não vejam se estiverem deprimidos, mas se gostarem de filmes que não sejam cor de rosa, que contem uma boa estória e sobretudo que tenha realismo, então este é para vocês. Sabem, não existe o: e viverem felizes para sempre. A vida é feita de coisas boas e más, o tempo desgasta as relações e é preciso trabalhar para não se acabar mais distante do outro do que se estava no inicio. Mas apesar de todas as dificuldades eu acredito em relações até ao fim da vida, basta casar com a pessoa que se ama, e não apenas se gosta pelo carro, emprego ou algo assim. E claro não esquecer que todos os dias é preciso alimentar o amor...

quarta-feira, 30 de março de 2011

Diana Wynne Jones

Para quem não sabe Diana Wynne Jones escreveu o livro que deu origem ao filme O Castelo Andante, embora prefira o livro ao filme, estou grata ao Hayao Miyazaki por ter feito o filme e assim eu ter conhecido este livro. Adorei o Howl desde o primeiro minuto e claro a Sophie. Mas se o filme podia ser melhor a banda sonora é excelente, aqui fica um dos temas e quem disse que precisamos de entender a letra para gostar de uma música: Pense seriamente no que disse. Diana Wynne Jones faleceu no passado dia 26 de Março e isto é o meu obrigada a ela.

terça-feira, 29 de março de 2011

Drama Queen pelos cabelos

O cabelo nas mulheres sempre foi objecto de muitos dramas, talvez alimentadas pelas princesas dos contos de fadas, as mulheres têm na sua maioria cabelos longos, quase sempre o cumprimento ultrapassa os ombros e quando têm de cortar, cai o carmo e a trindade e porque não a Sé de Braga, é o verdadeiro drama e as cabeleireiras são todas um bando de incompetentes por cortarem os cabelos TÃO curtos, quando vai-se a ver  só cortaram um centímetro, quando muito meio centímetro. Mas pior é o drama feito antes de cortar e andam ali com os cabelos muitas vezes a precisar de corte, mas a continuam a insistir que não é preciso, porque vão ficar carecas.
Pessoalmente nunca tive desses problemas, se tiver de cortar corto e uma vez cometi mesmo a loucura de tendo o cabelo comprido cortá-lo à gajo, a cabeleireira nem queria fazer o corte tive de dizer que sim, que cortasse era promessa e era mesmo. :)
Acho piada a este dilemas, divertem-me. :)

segunda-feira, 28 de março de 2011

O Armário dos Homens

Em tempos fui uma fiel leitora da revista Cosmopolitan, um dia porém cansei-me de ler sempre a mesma coisa mas por palavras diferentes e acabei por deixar de comprar.
Um artigo que me recordo, escrito por um homem, falava do armário masculino, dizia ele que os homens (a grande maioria) não sabia vestir-se e acabavam sempre por confiar nas namoradas para escolher a roupa. Dizia ele que deste modo, o armário de um homem acabava por ser a soma das namoradas que estavam para atrás e à medida que os anos avançavam melhorava bastante.
às vezes gosto de pensar que a dita crónica era uma espécie de metáfora para falar de amores que não deram certo, principalmente aqueles que deixaram a sua marca. Penso que todos nós chegados a uma determinada idade, já não somos só nós, somos nós mais aqueles que passaram na nossa vida, quer sejam amores ou amigos, fomos aprendendo, fomos evoluindo e chegados aqui temos mais para oferecer a quem só conhecemos agora. Claro que se isto tem um lado positivo, tem com certeza um negativo, existem muitas vezes mazelas, feridas que sabemos que nunca iremos fechar, dificuldades que tememos não conseguir ultrapassar e muitas vezes quem chega agora a este nosso coração sofre com este lado negro ou lado lunar como lhe chamaria o Rui Veloso. Acabamos por só mostrar o lado negro e consequentemente, esse alguém acaba por pagar as consequências de termos mazelas no coração, por isso é importante fazer um esforço e voltar a arriscar o coração. Afinal não o queremos só para enviar o sangue para o resto do corpo, pois não?

domingo, 27 de março de 2011

Por vezes penso que criticar os outros não é mais do que uma forma de afagarmos o nosso ego. Este tipo de comportamento é bastante comum nas mulheres, nos homens é tudo na paz do Senhor.
E mais comum, é uma mulher criticar outra que é a atual namorada/esposa/companheira do seu ex-namorado/marido/companheiro. Geralmente como não conhecem a rapariga atiram sempre as suas farpas para a forma como se veste, à beleza, se vêem o mural do Facebook, criticam a forma como se expressa, o péssimo gosto musical ou para filmes, enfim basta ter a matéria para tecerem os comentários.
No fundo esquecem duas coisas, primeiro ninguém é somente aquilo que salta à vista, é um pacote completo e depois ao serem assim só afastam os outros delas, principalmente potenciais candidatos ao romance.
Quem é que gosta de alguém que passa a vida a criticar a atual cara metade da sua antiga cara metade? Acho que ninguém, assim só acabam por encontrar os famosos pulhas que se parecem todos uns com os outros e elas acabam com aquelas ideias feitas de que os homens são todos iguais.
Além disso este comportamento acaba por lhes criar alcunhas de ressabiadas e mal amadas e outras coisas.
Eu não digo que não magoe ver alguém de quem por vezes ainda gostamos já envolvido e todo contente com outra... e claro já eu também critiquei embora só para os meus botões ( os únicos com paciência para esse tipo de conversa) e isso não leva a lado nenhum. Há que crescer e perceber que não deu, paciência e para a frente é que é o caminho.

sábado, 26 de março de 2011

As vacas sagradas

Todos nós temos as nossas vacas sagradas, por este termo entenda-se um conjunto de filmes, livros, cantores, bandas ou músicas e até cidades porque não, das quais somos absolutos fãs, venha quem vier, traga o que trouxer.
Quando começamos a namorar alguém, começamos por partilhar essas vacas. Num dos episódios da série: Foi Assim que Aconteceu o Ted fica desapontado quando a Stella, não fica minimamente fascinada pelos filmes da Guerra das Estrelas, uma das suas vacas sagradas.
Ted acaba por se questionar se será uma boa ideia continuar com alguém que não gostou dos filmes, isto não leva a uma separação, mas que o deixa triste deixa.
Voltando à realidade e deixando de lado a ficção, é sempre uma decepção quando isto acontece porque sendo uma coisa que nós adoramos, o nosso lado mais racional não nos deixa ver que cada um tem os seus gostos e que naturalmente tem direito a não gostar daquele filme, daquela série, etc. Não conseguimos entender como pode não gostar daquela série tão maravilhosa e que goste de outras de pior qualidade.
O problema das vacas sagradas é esse mesmo o serem sagradas e daí quem não gosta enfrenta um sério problema. É, de fato, uma desilusão que alguém não goste daquilo, mas ele será cego e não vê? :)
Pessoalmente, acho isto um desafio a qualquer relação principalmente se a pessoa defender muito a sua vaca, há que ter tolerância que é sempre muito bonito no papel mas na prática nem sempre funciona. aceitar alguém e as suas vacas que para nós podem ser hediondas, será sempre um desafio. Não existem soluções mágicas, mas enquanto ele/ela vê essa vaca que nós detestamos, podemos sempre ver as nossas e assim encontrar uma harmonia. :)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Já foi há muitos anos que li "Os Maias" e ao contrário da maioria não detestei ou achei enfadonho, aquilo que mais me recordo são duas passagens uma em que Carlos recorda a sua ida a Sintra, na esperança de encontrar a deusa Maria Eduarda e ser finalmente apresentado. Ao recordar diz que a situação se assemelha à de um cão que fareja algo. A outra é quando ele começa todas as manhãs a ir vê-la, ainda não havia nada entre ambos, e Eça escreve que ele saltava da cama e cantava como um canário.
São passagens quase irrelevantes, mas que revelam o quanto Eça sabia o que é procurar alguém apenas para a ver por um breve segundo ou a beleza do inicio do amor.
Ando há anos para ler outros livros dele, mas nunca o fiz. Maior vergonha que esta não deve de existir.