Imaginem o seguinte cenário: aula de francês, colega da Madrigal pergunta o que significa a palavra rende-vouz. Vai dai a formadora responde. Depois a Madrigal arma-se em sabichona ou melhor bookworm e diz: essa palavra aparece nos Maias, há até algumas passagens em francês... Ninguém gosta deste tipo de observações... Se nos próximos dias a minha colega não me falar já sei os motivos :D
terça-feira, 31 de janeiro de 2017
domingo, 29 de janeiro de 2017
A vida pacata de Jane Austen
Há dias vi na televisão o filme A Juventude de Jane. Não o vi todo. É um filme que pretende ser uma biografia sobre a vida de Jane Austen. Contudo metade do que está no filme nunca aconteceu. Eu gosto do filme, mas como filme e até como um livro que podia ter sido escrito pela Jane. Como biografia não, pois não é verdadeiro.
A verdade é que a vida de Jane Austen sempre foi pacata, nada de muito especial aconteceu. Claro que sendo mulher e vivendo entre os finais do séc. XVIII e sec. XIX, outra coisa não seria de esperar. Mas olhando para outras que vieram depois como as Irmãs Brontë ( amores platónicos por homens casados, irmão drogado, etc) , a George Elliot ( vivia com um homem casado) ou até a senhora que escreveu o Frankstein, outra que também se foi com um homem casado... A vida de Jane não teve nada disto.
O curioso e interessante é que ela é bem mais famosa que qualquer uma das que citei ou até de qualquer outro romancista da altura. Eu que adoro livros e sigo resmas de páginas de facebook dedicadas a livros, livrarias, escritores encontro muito facilmente referencias à Jane Austen e em especial a livros escritos sobre ela ou sobre a sua obra.
Eu sei que grande parte do apelo vem das histórias de amor que ela criou nos seus livros. Mas sejamos honestos, se fosse só isso, outros também o fizeram... Acontece que ela criticou a sociedade e fê-lo muito bem, com ironia, sentido de humor e qualquer coisa que me mantém fascinada até aos dias de hoje e olhem que já se passaram muitos livros na minha vida desde que conheci Jane Austen, andava eu no meu 10º ano ou 11ºano.
Por isso, quando leio sobre este ou aquele escritor e vejo vidas muito complicadas e vejo que encontram na arte uma forma de expurgar os seus sentimentos, lembro-me sempre da minha Jane e da sua vida pacata. Não me entendam mal, acho até que muitos escritores são extremamente ricos precisamente por causa daquilo que viveram. No entanto a Jane é a excepçao a essa regra, que eu própria considero válida.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
O Ministério do Tempo
O Ministério do Tempo é uma série portuguesa que começou na RTP1 no inicio deste mês. Para ser mais correcta é uma adaptação de uma espanhola.
Tem uma ideia interessante, embora esteja longe de ser original. A base da série é a existência de uma série de portas que dão acesso a vários pontos da História, estas portas são vigiadas para que ninguém mal intencionado passe por elas. E como existem outras portas, não oficiais, há alguns malfeitores que podem atravessa-las e tentar mudar a história.
Ver momentos históricos ou personagens históricas até é interessante o problema está no resto. Não há grandes interpretações por parte dos actores. Além disso parece haver uma clara falta de química entre o trio protagonista. Os efeitos especiais são fracos e como tudo isto não bastasse falta ritmo. Uma série que se quer de aventura e acção tem que nos fazer ansiar porque o que vai acontecer a seguir e isso não acontece. Os episódios arrastam-se e o fim não se percebe bem sobre o que era o episodio.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
Sabes que estás a ficar velha quando...
conversas mais do que necessário com pessoas que não conheces de lado nenhum. Estilo as velhinhas simpáticas nas paragens do autocarro.
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
Farewell Gordon Kaye!
Ontem fui surpreendida pela noticia da morte de Gordon Kaye. Talvez o nome não vos diga nada mas com certeza já viram um ou dois episódios da série Allo Allo. O Gordon Kaye dava vida ao Rene.
A bem da verdade uma boa parte dos episódios era um pouco repetitiva... Tinham sempre de se livrar dos aviadores ingleses, todos os episódios a pintura da Fallen Madona with the big Boobies ia parar a novas mãos, o René andava sempre a atrás das empregadas e a esposa atrás dele, etc...
Mas a série até é bem simpática e sabe bem ver. Penso que Gordon Kaye não participou em muita coisa que lhe desse destaque, mas parece-me pela série ser um actor competente. Pela minha parte só tenho a agradecer as muitas gargalhadas que dei, especialmente quando a Ivette lhe perguntava: Will you marry me?? E ele respondia: Yes, as soon as the war is over while the bells of victory are still ringing.
domingo, 22 de janeiro de 2017
O problema dos vestidos estilo lingerie
É mesmo esse serem vestidos que parecem lingerie. Uns parecem mais do que outros... Mas em boa verdade quando eu penso em sair à rua assim penso sempre que alguém vai ver e pensar: Olha aquela não se vestiu... Agora comprar um vestido estilo lingerie e ficar em casa é uma ideia apetecível...
E para quem não entendeu patavina deste post, é favor seguir o link: vestido estilo lingerie.
sábado, 21 de janeiro de 2017
A natureza humana é estranha...
Esta semana uma pessoa amiga falava para mim e outras pessoas sobre um dos filhos. Por outras conversas já percebi que ele é um rapaz tímido. Contava ela que uma vez uma rapariga o andava a tentar conquistar e ele claro sentiu-se entusiasmado, apenas para mais tarde perceber que era tudo uma aposta idiota e que ela até tinha namorado....
Mais tarde a chefe dele fartava-se de implicar com ele, uma situação que roçava o bullying. Sim que o bullying não é só nas escolas. E porque que é que ela fazia isso? Gostava dele.
O que eu retenho disto é que há pessoas sem caracter nenhum. Isto de fazer apostas ou parvoíces do género é coisa de adolescentes ou de malta que não cresceu.
Já no segundo caso acho que ela não conseguia lidar com o facto de se sentir atraída por ele e encontrava no acosso uma forma de libertar a frustração que sentia. Na realidade muitas vezes as pessoas apaixonam-se por alguém que não encaixa em perfis ou na sociedade ou são pessoas que elas não se veem a ter relacionamentos e têm dificuldades em lidar com isso.
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