domingo, 31 de maio de 2015

Sobre Downton Abbey

A propósito desta noticia, aqui vai um post que anda no meu pensamento há anos.
 
Corria o ano de 2010 e a Madrigal era habitué num fórum dedicado ao Toby Stephens. Eu tinha visto o trailer para Downton Abbey. Tinha muitas expetativas para a série. A minha amiga M, outra habitué do fórum disse-me: não tenhas tantas expetativas, pois as séries da ITV são mais fracas do que as da BBC. A BBC mima-nos.
A verdade é que a série começou e eu realmente não achei que era assim tao boa. Continuei a ver mais pelo Dan Stevens e pela Maggie Smith. Até que cheguei ao quarto episodio e comecei a gostar realmente, até aí a série sempre me pareceu algo desconexa e cheia de historias que não iam a lugar nenhum.
Eu sou uma pessoa que vê mais ficção de época que a maioria. São raras as séries de época que eu não vi. As melhores vem do Reino Unido, se bem que muita coisa boa também se vai fazendo nos Estados Unidos-
 
O que aconteceu a Downton Abbey e não aconteceu com outras séries tao boas ou talvez melhores foi o seguinte: quando chegou aos Estados Unidos foi um êxito muito grande e partir dai tornou-se a série que todos queriam ver. Quer fossem fãs do género quer não. O maior trunfo da série era mostrar uma família aristocrática e os seus criados. Por um lado não estava presa a um fim precoce, a maioria das séries de época adapta livros e por outro aquilo correspondia à forma como o mundo vê os ingleses.
 
Isto não tira mérito à série, pois é uma boa série, agora não é nem nunca será a ultima coca-cola do deserto, como a querem vender. Aliás, se formos rigorosos, há muito que o chão já deu as uvas que podia dar.
 
E agora um pequeno à parte, eu adorava quando a série começou por cá e a malta dos blogues escrevia posts a dizer pérolas: como adoravam séries de época ( nunca deviam ter visto nenhuma) e que a BBC nunca desiludia neste tipo de ficção.
 
E não há um legado de Downton Abbey. A televisão britânica sempre honrou a ficção de época dando nos longiquos anos 70 o Upstairs Downstairs e mais recentemente o Poldark.  

sábado, 30 de maio de 2015

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Maud Gonne & Yeats Met

Like a spirit from Niamh's underthly islands, beautiful, arrogant, teasing, intense, passionate, vulnerable, yet unatainble, Maud Gonne appeared out of nowhere on the Yeats doorstep in London. Or rather, out of Dublin, from where she brought a letter of introduction from O´Leary's daughter Ellen.
 
Maud was a member of Young Ireland, her irish nationalism all the more passionate because it was to her a country of adoption and choice. She was born in England in 1864, and her father was a well-off professional soldier who had been posted with his regiment to Dublin Castle. She had growh up as a daughter of the English Ascendancy. It was her experience of the poverty and exploration of the Irish peasantry that fired her to turn her back on England and indeed to come to hate it. She was young, beautiful, rich and free, moving at her pleasure from Paris to Dublin to London. Both her parents were dead.
 
Willian Yeats was a year older, poor, living somewhat claustrophobically with na invalid mother, two sisters, his brother and his father. He was tal, over six feet, and gangling. Untidy black hair dangled over his brow. His clothes were shabby yet worn with a certain flamboyance, as if to say 'this is my choice, not my need'. Finding a kindred spirit, Maud, flouting convention, invited him to dine with her that evening. They dined together again every day of her nine-day visit to London. By the end of it he was captived, and his painful awareness of their circunstances did nothing to reduce the growing obession he now felt.
 
 
The Irish Biographies, W.B. Yeats, David Ross
 
E assim começa o amor que marca a vida de Yeats. Comecei a ler esta biografia há uns dias. Há uns anos ofereceram-me um Cd sobre o Yeats ( misturava a biografia com poemas dele) e eu, tal como ele se apaixona pela Maud, apaixonei-me por ele. Acho-o uma personalidade muito rica. Desde essa altura que acho que deviam fazer um filme sobre ele. Embora ache difícil que venha a acontecer, ainda não perdi totalmente a esperança.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Os Sonhos que Tecemos de Kate Alcott

Indefinição esta é a melhor palavra que define este livro.
Comecemos pelo inicio, se uma autora quer escrever um livro cheio de romance onde as coisas improváveis acontecem tudo bem. Como diriam os ingleses, I'm game, afinal gosto desses livros que metem duques mulherengos e donzelas que não chegam virgens ao altar. E se um autor escrever um livro complicado, I'm game, again. E mesmo que não seja complicado mas que me diga alguma coisa I'm game. Agora, meus amores, I'm not game, em livros como este.
 
Se alguém quer escrever um livro tem de ter a noção que na vida real as coisas não aconteciam como são descritas aqui. Eu até perdoo uma ou outra liberdade, afinal isto é ficção, mas a Kate excedeu-se.
E ao exceder-se tomou demasiadas liberdades. O livro até começou bem e prometia uma boa história que poderia ser até memorável, só que não é. E depois há uma certa colagem ao North And South da Elizabeth Gaskell e essa colagem não correu bem. Kate, se queres imitar bons livros, aposta mais na pesquisa histórica, sim?
Resumindo: a autora escreveu um livro que não é carne nem é peixe ou seja não é um livro que se possa levar a sério, por outras palavras, um bom romance histórico. E definitivamente, também não é um romance cor de rosa.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

R e L duas formas de ver a vida

A R. e a L. são duas colegas que conheci há uns tempos atrás numa formação. São mais ou menos da mesma idade mas tiveram percursos muito diferentes. A R casou, teve filhos e há uns anos foi abandonada pelo marido. Ela estava quase sempre em baixo e muitas vezes não ia porque não se sentia com forças para o fazer. Entendo que ela se sentisse em baixo mas nunca lhe vi grande vontade de dar a voltar por cima.
Já a L nunca casou ou teve filhos. Tinha e tem uma mãe a seu cargo e uma vida com pouco dinheiro.
 
A forma como ambas encaram a vida e as suas atitudes podem ser vistas por simples comentários feitos no facebook.
Há dias partilhei uma foto no facebook, era uma imagem de manta em patchwork. E na brincadeira ( eu escrevo muitas coisas no facebook na brincadeira, as pessoas é que levam muitas vezes a sério) escrevi: quando for grande quero fazer coisas assim. A L comentou: altura tens, é meter as mãos ao trabalho.
Eu gosto de patchwork, mas não sou fã do processo criativo do mesmo, pois sempre o achei um pouco rígido para o meu gosto.
Mas o que ela diz tem a sua razão, nada se consegue sem trabalho, esforço e dedicação.
No mesmo dia a R comentou outra publicação minha, uma imagem da Branca de Neve em que dizia que o melhor que tinha a Branca de Neve não era o príncipe mais sim os animaizinhos que ajudavam.
Ela disse que também queria isso.
 
Este dois comentários espelham a personalidade das duas: a R. não se esforça para sair do buraco onde está, preferindo que alguém faça o trabalho. A L vai à luta.
 
 

terça-feira, 26 de maio de 2015

Comemorando os seis anos do blogue: Maio de 2013 e a Guerra dos Tronos

eu adoro a série Guerra dos Tronos, mas ao fim de seis episódios desta temporada, acho que aquilo não andou nada ou vá quase nada para a frente:
- A Arya continua perdida e não me parece mais perto de chegar a casa
- a mãe ainda não descobriu que ela não está na corte
- o irmão não está mais perto de ganhar a guerra
- o Jon Snow chegou aos finalmente com a criada de Downton Abbey mas ainda continuo sem perceber se os outros confiam nele ou não
- os starks pequeninos andam para lá perdidos e encontraram dois irmãos que eu ainda não percebi se são do bem ou do mal
- a Sansa continua a não ver que vive rodeada de cobras: Wake up and smell the coffe Sansa!
- o Joffrey nunca mais casa com a ex do Henry Tudor
- a Cercei e o irmão continuam a detestar-se, o pai quer mandar neles à boa moda da época...
- A Danny arranjou mais pessoas para a sua entourage e um exército
- o Theon é torturado episódio sim, episódio não para não enjoar
 
A bem da verdade a única história que avançou e continua a ser boa de acompanhar é o Jaime e Brienne,  a relação deles tem-se desenvolvido de forma, não digo surpreendente, mas coerente, coesa. E eu confesso eu gostava de os ver no fim a caminhar de mãos dadas em direção ao pôr do sol.
Mas a questão mantém-se esta temporada está muito morna, muito parada. Eu sei que são muitos livros e ainda não acabaram, mas eu gostava de ver a história a caminhar em algum sentido, não vejo isso agora. Continuo a gostar, a ver, continua a ter ótimas cenas, ainda melhores interpretações, mas no geral está um pouco parada.
 
 
Assim escrevia eu sobre a Guerra dos Tronos em Maio de 2013, mal eu sabia o que estava para vir. Continua a ser uma das minhas séries preferidas.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Ficheiros Secretos

As pessoas surpreendem-se sempre quando eu digo que os Ficheiros Secretos são a minha série favorita de sempre.
Tu gostas disso?? Tanto E.T., tanto monstro, tanta cena marada que não lembra ao diabo.
Eu sempre gostei de Ficção Cientifica, embora nunca me tenha aventurado na leitura do género. Acho que quem escreve tem muita imaginação. Claro que não gosto nada de horror, terror, seja qual for o termo mais correto a usar.
O que me fez gostar de ficheiros secretos foi um lado humano que existe em muitas historias. Como naquela do homem que precisa de gordura para viver e procura na net mulheres gordas para satisfazer a sua necessidade. Lembro-me da Scully o acusar de ser um predador e tal, e ele se defender dizendo que lhes dava algo em troca. E dava, o sonho e a possibilidade de serem amadas apesar de não encaixarem no cânone normal de beleza. Há também aquele pai que se arrisca num jogo muito arriscado para conseguir curar a filha. O drama de Mulder em busca da irmã, uma dor que parece nunca curar. Não acho que seja uma dor que cure, pois vive-se sempre na incerteza. Há também o Donnie, o monstro mais real e por isso mesmo o mais assustador. E eu podia continuar, pois em quase todas as histórias temos um lado humano que irá sempre cativar o telespectador.
 
Há umas semanas quando, por fim, foi dado como certo o regresso da série, eu fiquei com mixed feelings. Se eu quero voltar a ver o Mulder e a Scully, sim quero muito. É dos casais que eu mais gosto da ficção. Adoro a química e a forma como apesar de serem tão diferentes se parecem completar. E saber que muito possivelmente vai voltar aquele sentimento que se torna cada vez mais raro: Oh meu Deus!! o que vai acontecer agora???
 
Mas por outro lado, eu penso no filme, penso na ultima temporada, muito inferior às outras e penso que se calhar não vai valer a pena. Pela relação Mulder e Scully vale sempre a pena, mas não sei se valerá pelas historias. O filme só vale a pena por eles.
 
Por isso aguardo a chegada do dia 24 de Janeiro de 2016 para ver o que vai sair daqui e até lá haverá com certeza uma maratona de Ficheiros Secretos. A ultima maratona que fiz deve ter sido em 2010 ou 2011. Está na hora de voltar a ver.