sábado, 19 de novembro de 2016

O amor é mais falado do que vivido??

Estava aqui a ler este texto e a pensar como o mesmo é verdadeiro. Acho que cada vez mais é mais fácil despachar alguém e muitas vezes por dá cá a aquela palha. Para onde foi a paciência? Para onde foi o perdão? Para onde foi a vontade de construir?
Ainda há dias via o perfil de uma ex-colega de trabalho ( que também faz artesanato e por isso mesmo costume ver) e percebi que já não tinha namorado. Fui cuscar o perfil dele e percebi que ele tinha novo amor. As fotos que existiam dela foram substituídas por outras com o novo amor. Curiosamente as fotos dele aqui no Porto (ele vive no Algarve) continuam por lá. Não saberia explicar os motivos. Mas a verdade é que se pode bloquear alguém no facebook ou apagar fotos com um simples clique, já as memórias ficam para sempre. Quem sabe ele guarda as memórias desses dias como bons e as fotos servem para o lembrar disso?

 

2 comentários:

Eva Maria Valério de Sousa disse...

Eu acredito que as pessoas que passam nas nossas vidas marcam momentos que ficam sempre em nós, associados a sítios, músicas, cheiros. Em relação à impermanência do amor divido-me, se por um lado adoro a romântica ideia de existir uma pessoa só para cada um de nós que realmente funciono, por outro lado não acredito nela. Acho que o facto de tudo ser mais flexível dá-nos a oportunidade de procurar melhores amores, ou amores que se adaptem ao nosso próprio crescimentos à medida que envelhecemos. Talvez as coisas já não estivessem bem com essa tua amiga, às vezes as pessoas vêem os casais de fora e pensam que sabem tudo sobre eles mas não.

Madrigal disse...

Eva, ela não é minha amiga é apenas uma ex-colega de trabalho. Encontrei-a no facebook através de outra ex-colega. Não faço ideia como era a relação, o que me chamou a atenção foram as fotos aqui do Porto continuarem lá, mas as com ela não...

Sim, as pessoas marcam-nos. E é óbvio que vamos evoluindo. Há quem fique com o namorado da adolescência e há quem tenha amores até um dia. Acho que cada pessoa faz o seu percurso, não há fórmulas...