segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011


e enquanto a blogosfera se degladia sobre quem se vestiu melhor e enche o blogue com fotos de gajas, eu prefiro deixar aqui o Colin Firth e o seu sorriso de vitória.

Nota Mental: Nunca ver filmes com o Colin Firth com pessoa do sexo oposto, se este for namorado ou com potencial para ser; suspira-se muito num filme com o Colin e a pessoa do sexo oposto pode não achar piada e assim arruinar o principio de uma bela amizade ou ditar o fim da mesma.

Ficar bem na fotografia

uso a expressão do título sempre que vejo comportamentos ou atitudes que me parecem ser feitos ou ditos apenas porque é aquilo que se sabe que os outros irão aprovar, não sendo aquilo que a pessoa gosta ou sente realmente.
Tenho visto pela blogosfera fora vários posts sobre o Cisne Negro e todos são unânimes em dizer que gostaram do filme, uns com mais adjectivos, outros com menos mas até agora ninguém disse mal, pelo menos nos que li. O que é certo é que encontrei há dias num fórum, que frequento várias opiniões negativas. O fórum em questão é frequentado maioritariamente por mulheres americanas e inglesas, embora haja algumas de outros países. Não critico as senhoras por não terem gostado ou não sentirem vontade de ir ver como algumas afirmaram, estão obviamente no direito delas. O filme em questão, sem querer dar muitos spoilers é perturbador e não é feito para as audiências que comem pipocas. Neste fórum já encontrei várias sugestões de excelentes filmes e uma das participantes, foi em tempos a minha cobaia, em quem eu depositava sempre confiança na sua opinião sobre filmes. Agora já não é assim, até porque eu vou pouco ao fórum...
Onde eu quero chegar e isso é o motivo deste post, é simples serão as opiniões que encontramos em blogues ou fóruns genuinamente sinceras? Ou dizem que gostam porque toda a gente gosta ou dizem que não gostam porque todos dizem que não gostam? Por vezes é difícil dizer que não se gosta e ir contra a opinião vigente, ou que se gosta. Ser a voz discordante, é complicado, mas o que ganhamos em alimentar opiniões que não temos? O que noto, é que poucas pessoas sabem argumentar o seu ponto de vista sem insultar o outro, é mais fácil dizer Amem do que dizer: não gosto. Estas coisas ás vezes parecem parvoíces, mas dão que pensar... Fiquem sossegados todos os que aqui vêm que eu digo sempre se gosto ou se não gosto com veracidade. :)

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Winona Ryder

Foi uma grata surpresa encontrar a Winona Ryder no filme Cisne Negro. Embora não seja das minha atrizes favoritas, é com certeza uma daquelas que eu aprecio e já vi diversos filmes onde ela entra. O papel neste filme é pequeno, mas demonstra todo o talento que Winona têm, pena que tenha andado pelas ruas da amargura, pena que esteja numa idade em que Hollywood começa a fechar-lhe as portas, mas as grandes atrizes serão sempre grandes quer seja num papel pequeno, quer seja no principal, como ela demonstrou com a participação no Cisne Negro. Se este filme fosse feito há uns anos ela seria perfeita para o papel de Nina, isto não tirando qualquer mérito a Natalie Portman, aliás acho que ambas têm um olhar doce, meigo, mas ao mesmo tempo demonstram ter a determinação necessária para chegar lá. Se fizessem um remake do mítico Drácula do Francis Ford Coppola, a Natalie daria uma Mina soberba.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Catfish

Não era um daqueles filmes que estivesse à espera que saísse. Foi apenas um que encontrei num determinado site onde por vezes vou à procura de filmes. A sipnose captivou-me:

Nev Schulman é um fotógrafo de 24 anos, que conhece a artista Megan Faccio, 19 anos, e sua irmã, Abby Pierce, de 8 anos, através do Facebook em 2007. Os amigos de Nev resolvem documentar todo o processo que levou os dois estranhos a se interessarem um pelo outro na internet. Depois de um longo relacionamento online – que inclui troca de presentes e conversas ao telefone com a (linda) mãe das garotas – Nev e seus amigos decidem ir até a uma quinta no Michigan para conhecer toda a família, que parece perfeita. Mas nem tudo é o que parece… A produção alega não ser baseada e nem inspirada em fatos reais, mas afirma ser uma história verdadeira pois está sempre a acontecer.


Sem sequer ver o trailer, decide fazer o download. estava à espera de um filme que focasse os perigos que a internet pode ter para uma criança ou adolescente, isto é que alertasse para a pedofilia, mas não foi isso que aconteceu.
O filme é realizado de uma forma que parece um documentário e isso dá-lhe um realismo muito grande. Sem querer falar muito sobre a estória que conta, digo-vos apenas que este filme faz-nos pensar sobre o que  nos dizem através da internet...  Um filme que eu recomendo a todos, e podem ver o trailer que não tem spoilers:

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

will you marrrry me?

Não pensem que o meu inglês é mau, ao  lerem o título deste post. Era assim que a Yvette do Allo Allo perguntava ao René quando eles iam casar, ao que ele respondia que o casamento iria acontecer quando a guerra acabasse e os sinos da vítória ainda estivessem a tocar.
Era a forma que ele tinha de ir adiando a coisa, já que era casado e tinha ainda um caso com a outra criada...
Há dias via a edição do Dia dos Namorados do jornal "Metro" e ri-me com uma parte em que dizia que uma escapadela romântica podia ser a inspiração para uma proposta de casamento!
aqui disse o que penso sobre o assunto. Ao ler aquilo, fiz logo um filme, vão para Paris, como é sugerido, e mal chega lá o rapazito tem uma grande epifânia e decide pedir a rapariga em casamento. De manhã, enquanto ela dorme sai de fininho do quarto, vai à ourivesaria mais próxima, compra o anel, pede o pequeno almoço no quarto e coloca o anel no meio da comida...
Depois de ler a sugestão quem teve uma epifânia fui eu, e daí ter começado o post como comecei.
As mulheres que esperam um pedido de casamento no fundo não se querem casar, pois se quisessem iam ter com o rapaz e diziam: queres casar comigo? Ou mandavam uma sms: casar? ou diziam: ou casas comigo ou vai ver se está a nevar!!! Ou ainda: meu querido, não posso viver sem ti, vamos casar!!
Seja qual for a forma escolhida, o que é certo é que quem quer põe os pés ao caminho. E quem não o faz, e não têm constrangimentos de ordem económica ( desemprego, baixo salário) é porque o namorar ad eternum lhes sabe bem, aquela coisa de estar ali, sem ser uma coisa mesmo a sério e que se aparecer algo melhor, pode sempre ir à sua vida.
Em tempos conheci uma pessoa do sexo oposto, que tinha namorada há quatro anos, mas ainda não eram casados, ele vivia sozinho, logo podia manter uma casa, ela era professora e estava desterrada algures no nosso país, ele dizia não com todas as letras mas com as suficientes que ainda não tinha casado por causa disso. Se ele podia ter a sua casa, não era ter mais uma pessoa, que até tinha um salário, embora tivesse as despesas de deslocação, alimentação, no local onde trabalhava que ia fazer grande mossa no orçamento. No fundo, bem lá no fundo, ele gostava era do "não compromisso" da sua situação e ela estou em crer que também. Cada um tem a sua opinião e nada contra para quem gosta disso, mas é um bocado parvo estarem sempre a dizer: pois, porque a vida ainda não têm estabilidade para casarmos, etc, etc.  
No fundo, eles vão dizendo como o René: casamos assim que a guerra acabar enquanto os sinos da vitória ainda estiverem a tocar. :)


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Os filmes da série: " O sexo e a cidade" ou como estragar uma boa série

Na altura em que a série " O sexo e a Cidade" foi e emitida pela primeira vez, não lhe achei grande piada. Até gostava de ver, gostava do humor da série, mas aquilo não me apelava. Volvidos que estão cerca de dez anos desde a estreia, e graças ao repetir da série aqui e ali, posso-vos dizer que agora gosto mais do que naquela altura, também tenho mais dez anos e entendo melhor certos dilemas que por lá aparecem. Gosto de ver a série, mas continuo a não ser a fã nº1, considero-a boa, muito boa até.
Foi por isso que decidi ver os filmes já algum tempo é certo, e a desilusão foi grande. O primeiro embora fraco, ainda dá para passar um bom bocado, embora esteja a milhas, em todos os aspectos, da série original. O segundo nem devia de existir, o argumento quase não existe, não há nada de interessante a acontecer aos personagens.
Ultimamente tem-se falado de um terceiro e eu pergunto, se poderão errar ainda mais a todos os níveis. Claro que podem, já que nestes casos o dinheiro fala mais alto e não interessam os argumentos, as fãs continuam loucas para que haja mais, mas é óbvio que as ideias há muito se esgotaram. É uma pena, até porque tinham conseguido durante as temporadas todas ter boas estórias, bons diálogos e principalmente dar um bom fim à série, mas a ganancia do dinheiro falou mais alto....

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

How i met Toby Stephens...

Tendo já mencionado o Toby Stephens diversas vezes neste blogue, chegou a altura de contar aqui como o conheci, até porque é uma estória engraçada, já que foram diversos desenvolvimentos que levaram a este conhecimento.
Há uns anos, o Biopraphy Channel não era a bela porcaria que é hoje e dava diversas biografias de pessoas que marcaram realmente a história com a sua arte, governação, etc
No dia do Livro, emitiram uns programas dedicados a vários escritores, Jane Austen, Charles Dickens, Mark Twain e as Irmãs Brontë, que quem não conhece são 3 irmãs cujos os livros que escreveram ficaram famosos. Eu já tinha ouvido falar delas e ao ver o programa, a minha atenção foi despertada ainda mais. Charlotte Brontë escreveu Jane Eyre e foi precisamente este que mais me despertou como um livro do qual eu podia vir a gostar.
Alguns dias depois comprei o livro e como sempre coloquei-o na prateleira para ler mais tarde. :)
Muito tempo depois, em Setembro de 2006, andava a eu a cuscar a programação da RTP Memória, quando vi que iam emitir um filme chamado Jane Eyre, na altura não sabia mas esta era apenas uma das muitas adaptações do livro.
Após cinco minutos de filme já eu estava completamente rendida e apaixonada pela pequena órfã que demonstrava uma coragem como poucas. No dia seguinte, era dia de trabalho e andei o dia inteiro ansiosa para chegar a casa e procurar na net informações sobre o livro, o filme, a autora, tudo enfim.
Uma dessas pesquisas levou-me a um fórum, onde discutiam a mais recente adaptação do livro... Uma série da BBC, e todas as mensagens deixadas eram unânimes em dizer o quanto a série era boa.
Fiquei desiludida porque sabia que aqui nunca havia de chegar, numa televisão feita com novelas, reality shows, filmes manhosos e séries americanas, este tipo de séries não tem espaço...Os canais de cabo não eram uma hipótese. Havia alguma esperança na RTP2, mas quando tinha sido a última vez que uma série de época passara na RTP2?
Vieram então alguns vídeos, colocados por outros membros e um deles fez mudar tudo, não não foi aqui que achei que a série era má, mas sim que conheci o Toby, era uma cena particularmente importante na estória, a primeira conversa de Jane e Rochester ( interpretado pelo Toby) , a dada altura ele manda-a tocar o piano. E foi nesse momento em que eu fiquei rendida à performance do Toby, a Jane toca um pouco mal e o Toby faz uma cara em que diz: F***** eu devo ter feito muito mal numa outra vida para ter que ouvir isto!!!
Completamente expressivo e muito bom ator, foi essa a minha primeira impressão.
Um fórum, dedicado ao Toby nasceu quando a série acabou de ser transmitida ou ainda antes disso e para lá fui, um local onde aprendi muitas coisas e que me enriqueceu a vários níveis. Pena que o tempo tenha levado alguns membros e os que surgiram e os que ficaram não sejam na sua maioria pessoas interessantes...  Tentei ver tudo o que podia dele, embora até à data ainda me faltem coisas. Mas cada vez que vejo algo novo, fico sempre surpreendida pela forma como ele consegue dar sempre o seu melhor e esquecer que um dia foi Rochester e outros personagens.
Toby Stephens não tem a fama de outros, mas tem um trabalho bastante interessante, com filmes que eu nunca conheceria se ele não fizesse parte deles, uns gosto mais outros menos, mas a grande maioria eu gostaria mesmo que ele não estivesse no elenco. Foi também ele que me trouxe uma amiga virtual, alguém que eu nunca pensaria poder vir a ser amiga, já que somos diferentes em nacionalidade, idade, mas de certa forma somos iguais. Adoro falar com ela sobre os mais diversos assuntos, quase sempre com tendência para as séries de época :) Também agradeço ao Toby, a descoberta dos programas de rádio que eu passei a gostar, além dos áudio-livros.
Para terminar aqui fica a cena que me seduziu. :)